Consegues olhar-me nos olhos e dizer-me que os nossos momentos não significaram nada para ti? Consegues olhar directamente para a minha alma e dizer-me, que por um segundo que fosse, nunca me amaste?
E agora? Será que te apercebeste do tremendo erro que cometeste? Será que houve finalmente algo aí que passou a fazer sentido? Ou será que és mesmo um caso perdido? Destinado a permanecer no meu passado, no teu nunca e na ilusão de um "nós"?
Será que os nossos momentos te vêm à cabeça, nas alturas em que menos esperas? Será que te lembras do meu sorriso, que tanto elogiavas, quando estás a tentar não pensar em nada?
Questiono-me se te recordas da minha voz, da forma como pronuncio o teu nome. Isto acontece-te? Lembras-te de mim? Lembras-te que eu existo, e que partilhámos horas, juntos, no nosso próprio Mundo, deixando tudo o resto a preto e branco?
E sabes o que me intriga mais? Será que alguma vez te questionaste se eu estou a pensar em ti? Se estou triste, se estou bem, se estou com alguém, se estou sozinha?
Parte de mim quer saber a resposta a todas estas questões patéticas. A outra parte, tem um medo (ir)racional de ouvir-te proferir um "não"; com todas as letras, dito no compasso de um segundo. Sem hesitações, sem rodeios. Simplesmente, um complexo "não".
E acho que o meu medo me deixará ficar na ignorância. Talvez perca a oportunidade de ouvir outras coisas para além desta nossa "vida modelo", que descolámos, ao primeiro entrave.