pour toujours

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26.3.12

But I Still Remember That Day We Met In December ♥


É como andar sobre vidros partidos. Pensar no que fazer.
É doloroso, e quiçá desnecessário, porque a minha decisão estava tomada desde o início. É uma dor imposta por mim mesma, porque eu sempre soube o que queria fazer. A minha decisão mantém-se. A minha muralha continua erguida. Continua forte, e eu, dentro dela, protegida. Dentro da redoma do meu orgulho. 
Continuarei no silêncio, no exílio, no túnel. O meu corpo permanecerá onde está. A minha mente,  essa, vagueará, mas manter-se-á fiel. Fiel aos seus próprios princípios improvisados. Afinal, há sempre uma primeira vez para tudo, não é?

11.3.12

Yet I'm Cold To The Core ♥


Às vezes, ando pela casa, e do nada, apareces na minha mente. Tu e um enorme conjunto de perguntas. Pergunto-me o que terei feito de errado para que não me amasses. Pergunto-me o que foi que te passou pela cabeça da primeira vez que disseste que me amavas e quando decidiste separar-nos. A minha cabeça dá voltas e voltas, sem nunca conseguir arranjar uma solução para uma tão complicada e inexplicável equação. As tuas atitudes são uma incógnita, e os meus pensamentos, a multiplicação de todas as perguntas que deixaste na minha mente e no meu coração. 
Sempre gostei de desafios, mas este é demasiado complicado para que o consiga desvendar. Tu és demasiado complicado para que eu consiga perceber onde raio é que tinhas a cabeça quando me mentiste daquela maneira. Quando iludiste os meus sentidos e fizeste com que me apaixonasse por ti. Que merda é que foste fazer?
Mas enfim, o que está feito, feito está, e não preciso que venhas soltar o nó que deste na minha cabeça. Aliás, mesmo que precisasse, não virias. Tu és assim mesmo. Eu mesma o soltarei, e farei dele um laço, para tentar embelezar o negrume, as feridas e as blasfémias. 
Sabes uma coisa? Eu tanto lutei para arranjar uma mera resposta, que percebi que simplesmente, há coisas que não se explicam. E tu és uma delas. A única coisa que posso fazer para ter uma pequena luz, um pequeno vislumbre da solução é ignorar. Atirar(-te) para trás das costas e seguir caminho. Porque, mesmo sem resposta, já percebi que eu não fiz nada de errado. Foste só mesmo tu que conseguiste destruir o que quer que tenhamos começado a construir. Se é que começámos a construir alguma coisa. 
Já lá vão os tempos em que julgava que existiam seres humanos que roçavam a perfeição. 

14.2.12

I (Don't) Know My Destination ♥


"Pára, por um momento e olha à tua volta", digo para mim mesma. 
"Já há muito tempo que a tristeza paira em ti, e abraça o teu coração com demasiada força. Há muito tempo que choras e que deixas que a amargura permaneça incrustada no teu ser. Sabes os segundos que já desperdiçaste a tentar conter as lágrimas que acabaram sempre por escorrer-te pela face? Sabes os sorrisos que já deixaste escapar, os momentos aos quais já fechaste os olhos, apenas para te deixares consumir por essa angústia que te destrói um pouco mais, todos os dias? Não fazes ideia daquilo que já sofreste, pois não? Bem sei que tudo o que consegues ver agora é o cansaço e todas as forças que do teu pobre semblante te levaram. Sei que queres desligar-te da luz e daquilo (ou de quem) um dia te fez feliz, mas ouve-me! Não podes fazer isso! Luta por quem acreditas que fará o mesmo por ti. Luta por quem queres. Luta pelas tuas dúvidas. Luta para saberes porquê. Luta para arrancares a verdade do discurso de outrem. Mas, acima de tudo, luta por ti."

11.2.12

There's a Gun In My Hand ♥


Eu deveria proibir-me a mim mesma de escrever estas palavras. Devia deixá-las guardadas bem no fundo de mim, e nunca mais as proferir, com a tua pessoa em mente. Eu deveria deixar estes vocábulos de lado e obrigar o meu coração a seguir em frente. Mas não consigo.
Sou fraca demais para isso, e as minhas noites escuras comprovam-no. Tenho a mente inundada de perguntas e de "porquês". Em todo o nosso discurso, existem incoerências que eu não consigo decifrar. E vou ficando à sombra das tuas escolhas, sabendo que nunca mais vou ver a (nossa) luz. Sinto falta da claridade. Sim, é isso mesmo. Vá, fala lá agora e diz que me compreendes.  Ou talvez seja eu que estou enganada. 

8.2.12

Stuck In Reverse ♥


Todos os dias teimam em ser iguais. A tristeza consome-me por dentro. Fico gelada e o meu olhar, vazio. Não era suposto sentir-me assim, pois não? Não era suposto que o meu mundo se desmoronasse de um dia para outro. Não era suposto que eu escrevesse estas linhas. Não era suposto que eu caísse. Mas caí. A única opção agora? Levantar-me. Contigo ou sem ti.

30.1.12

But I Haven't Seen Barbados ♥


Percebe uma coisa: eu não te ando a evitar por seres quem és. Eu ando a evitar-te por ser quem sou. E hoje... oh, hoje foi um dia mau. Os meus pensamentos acumulavam-se em montes inúteis. 
Tenho o coração ainda rasurado; a sanidade presa por um fio e todas as memórias possivelmente felizes  arquivadas num livro que agora deve estar desfeito em pó. Quando vejo o meu reflexo no espelho, já não reconheço os olhos que aí observo. Estes são mortiços. Não têm vida. Perderam todo o brilho que alguma vez tiveram. E não sei se a culpa será tua. Pode ser minha. Pode ser do tempo que perco a tentar tirar-te do meu pensamento. Pode ser dessas horas que perco sem qualquer resultado. 
A minha mente voa pelos mais diversos recantos, mas acaba sempre por parar em ti. Acaba sempre por ir ter ao sítio que eu mais quero evitar. É cansativo. Eu estou cansada. Eras como uma luz que me guiava, mas agora tornaste-te na luz que me encandeia a visão, de tal modo, que eu não consigo ver o caminho à minha frente. A cada passo que dou, arrisco-me a cair do abismo que sei que se aproxima. Mas recuso-me a ficar parada. Não sei se por medo de me encontrares aqui, à espera que te vás embora; se por curiosidade de saber o que encontrarei no fundo desse abismo. Talvez seja um misto dos dois. Assim como tu foste um misto de amor e de desilusão para mim.

21.1.12

If I'm Wrong, I Am Right ♥


Consegues olhar-me nos olhos e dizer-me que os nossos momentos não significaram nada para ti? Consegues olhar directamente para a minha alma e dizer-me, que por um segundo que fosse, nunca me amaste?
E agora? Será que te apercebeste do tremendo erro que cometeste? Será que houve finalmente algo aí que passou a fazer sentido? Ou será que és mesmo um caso perdido? Destinado a permanecer no meu passado, no teu nunca e na ilusão de um "nós"? 
Será que os nossos momentos te vêm à cabeça, nas alturas em que menos esperas? Será que te lembras do meu sorriso, que tanto elogiavas, quando estás a tentar não pensar em nada? 
Questiono-me se te recordas da minha voz, da forma como pronuncio o teu nome. Isto acontece-te? Lembras-te de mim? Lembras-te que eu existo, e que partilhámos horas, juntos, no nosso próprio Mundo, deixando tudo o resto a preto e branco?
E sabes o que me intriga mais? Será que alguma vez te questionaste se eu estou a pensar em ti? Se estou triste, se estou bem, se estou com alguém, se estou sozinha? 
Parte de mim quer saber a resposta a todas estas questões patéticas. A outra parte, tem um medo (ir)racional de ouvir-te proferir um "não"; com todas as letras, dito no compasso de um segundo. Sem hesitações, sem rodeios. Simplesmente, um complexo "não".
E acho que o meu medo me deixará ficar na ignorância. Talvez perca a oportunidade de ouvir outras coisas para além desta nossa "vida modelo", que descolámos, ao primeiro entrave.    

19.1.12

Who's The Killer In The Crowd? ♥


Estou farta.
Estou farta que todas as palavras que profira ou escreva sejam destinadas à tua pessoa. 
Estou farta que a tua presença (ou a inexistência da mesma) aflua à minha mente, quando tudo o que eu quero, é esquecer-te e seguir em frente com a mesma ligeireza com que tu o fizeste.
Este cantinho, estas linhas, são minhas. Este recanto que aqui criei é o meu refúgio. E, sinceramente, não quero que se torne o nosso teu. 
Esta sou eu. Aquele ser que eu já não conheço, esse sim, és tu. Alienado de mim e do meu sentimento.
E estas palavras, são para ti, por mais que me custe dar-tas. São para que quando as ignorares, eu ainda as possa ler e aperceber-me do quão idiota sou, por ainda gastar o meu tempo com quem não gasta um segundo do seu, por mim.
De ti, já bastam as constantes recordações e o bater descompassado do meu coração danificado. De ti, já bastam os pesadelos que me acordam de madrugada. Os pesadelos onde morremos, onde caímos, onde choramos, onde sofremos. De ti, já basta a perda de controlo dos meus sentidos, o peito que dói, que teima em ficar vazio, sem querer deixar sequer o ar entrar. 
De ti, já bastas tu. 

18.1.12

Because I Heard It Screaming Out Your Name ♥


Escrevo-te de novo hoje, mais uma carta fantasma, a ninguém entregue.
É só para dizer que te amo. Ou amava. Sou ingénua, inocente e inexperiente. 
Mas escrevo, sem endereço, apenas endereçado. Tu.
Quantas palavras que pensei foram tuas e para ti! Eram como um som, que sempre tinha estado adormecido, mas que tu acordaste, com a tua voz doce, sussurrada ao meu ouvido. 
Mas depois, esse som cessou. Tu emudeceste. Eu ouvia apenas o teu silêncio. Costumava incomodar-me, custar-me a vida. Depois passou. Depois, mesmo que tivesses um "amo-te" preparado, eu não quereria ouvir tais palavras ditas pela tua boca. E ainda não quero. Mas o silêncio continua a custar-me, porque a melodia que eu repetia todas as noites na minha cabeça, era a tua voz. Não, ainda não me esqueci da sua sonoridade maravilhosa, da forma como pronuncias cada letra, como entoas cada sílaba, como terminas cada frase. Mas canso-me de repetir sempre as mesmas coisas. Não me dás nada de novo para que possa recordar.
Mas não faz mal. Talvez seja melhor assim. Para mim e para ti. Para nós. Ah, esqueci-me que esses morreram.


14.1.12

I Was A Heavy Heart To Carry ♥


Hoje sonhei contigo outra vez. Disseste que estavas arrependido. Beijaste-me a testa, e nesse preciso momento, o chão desabou. Caímos desamparados. Chegámos ao fundo de um buraco escuro. E aí, morremos. Ou eu morri, definitivamente. Porque já me vens a matar aos poucos há muito tempo. Ou talvez não seja assim tanto, mas o que o meu coração ferido sente, são séculos e séculos de tortura, de sofrimento nas tuas mãos. O meu coração sente-se a despedaçar, todos os dias mais um pouco. E agora, não tenho medo de dizer que a culpa é tua. Porque é. Não te posso mentir.
Os sorrisos verdadeiros que antes esboçava, cederam, para dar lugar às lágrimas que não limpam o que tu fizeste. Essa água salgada e quente que brota dos meus olhos todas as noites, não tem forças para levar numa enxurrada o teu toque. E então, eu fico assim. Porque tu não soubeste ficar.
E eu ando a medo, pelas ruas que dantes percorria com confiança, contigo do meu lado. Vejo a tua sombra marcada por cada sítio que passo, e o meu receio é que um dia, essa sombra dê lugar à tua pessoa. Porque, sinceramente, eu temo a minha reacção quando te vir. Não tenho medo de chorar, porque sei que isso não vai acontecer. Não temo insultar-te, porque sei que não mereces que canse a minha voz. Temo ignorar-te. Congelaste o meu coração, e ele transformou-se num órgão do mais fino gelo, que se quebra com apenas um sopro. Por isso, temo ignorar-te. Porque tal coisa, significaria que me deixaste incapaz de sentir. Ou de te sentir. 
Então, eu fico. Aqui; onde deverias estar comigo. Fico aqui a ignorar a tua existência, enquanto temo fazê-lo realmente.

13.1.12

I'm No Longer Your Muse ♥



Sexta-feira 13. Dizem que é o dia do azar. Não noto nenhuma diferença deste dia para os outros. A tristeza permanece igual, as lágrimas são derramadas pela mesma causa, os sorrisos são fingidos para as mesmas pessoas de sempre e a escuridão mantém-se.
É engraçado, como as pessoas que aclamam aos sete céus que mais me amam, são, no final aquelas que mais me magoam. Mas isso já é de esperar. É um cliché tantas vezes utilizado que começa a perder o significado. Mas para mim não. Para mim, esta frase continua a ser como punhais que se cravam no meu peito. Indícios da verdade que mais me custa ver. Mas hei-de aprender a viver com isso. Hei-de aprender a viver com o peito vazio. Hei-de reconhecer que o meu coração é como meros cartões postais e recortes de revistas, espalhados no chão de uma casa deserta. De uma casa deserta cujo telhado de madeira apodrecido, cede a cada rajada de vento. 
Mas porque é que ainda te digo isto? Tu, melhor que ninguém, deves saber como eu sou. Foste tu que me remodelaste, que criaste esta nova versão de mim. Só que te enganaste na fórmula, e cometeste um pequeno erro. Eu já não me preocupo contigo, erro crasso, realmente.

6.12.11

Go Ahead, It Will Kill Me Faster ♥


Não me vais destruir pois não? 
Promete-me que não o vais fazer.
Ou então desiste de mim, porque se eu cair novamente, é de vez. 
É da maneira que me "leva" mais depressa.