pour toujours

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11.4.12

It's Like A Dark Paradise♥


Mas por que é que eu sou tão estúpida? Não faz sentido absolutamente nenhum.
Hoje, estava decidida a falar contigo. E não fui. Porque sou uma cobarde. E porque tenho medo, muito medo de qual possa ser o desfecho final. Quase corri ao teu encontro, decidida a dizer-te tudo o que ainda guardo dentro de mim. Todas as palavras que ficaram por ouvir e por mencionar. Mas tu não estavas lá. Não estavas, e a minha coragem foi esmorecendo... Como sempre, a minha força vai diminuindo, ao ponto de se mostrar quase nula, e de me deixar num canto, fraca e indefesa, contra os meus próprios pensamentos. Esses pensamentos que se aglomeram em manchas negras, como que nuvens adivinhando uma tempestade. Por que é que eu sou tão cobarde? Tão estúpida, tão parva. Tão FRACA?!
Estou cansada de nunca levar as coisas até ao fim. E disso, só me posso culpar a mim. Estúpida.

10.4.12

Had I Known How To Save A Life ♥



Tenho muitas saudades tuas, sabias, avô? Quero ir ao cemitério e oferecer-te uma flor. Mas não consigo. Custa-me ter de entrar naquele outro mundo, gelado, onde estão todos aqueles que partiram e deixaram os seus a chorar por si. Custa-me ter de enfrentar que de facto, já não estás aqui comigo. 
Não consigo entrar na tua casa. Já não estás lá, pronto a dar-me um abraço apertado e um beijinho. Já não vou mais ouvir a tua voz, e isso dói, dói muito.
Só te queria aqui comigo outra vez, vem, por favor. Volta para ao pé da tua pequenina, porque eu continuo aqui, com as lágrimas a escorrer-me pela cara, esperando o teu regresso, quando sei que já não estás.

6.4.12

My Heart Will Go On ♥


Afasta-te. Corre. Sai daí. Nunca mais voltes. Deixa esse lugar que tanto teima em prender-te. Acabou, já acabou tudo, será que não percebes? Ele não te ama. Ele não precisa de ti. Não perde o seu tempo a chorar por ti ou a pensar no que há-de fazer para te reconquistar. Ele não quer os teus beijos, não quer o teu toque.
Não grita o teu nome quando precisa de alguém. Ele avançou. Há 3 meses que ele avançou. Faz o mesmo, criatura de Deus! Por mais que te custe ter de abdicar do seu perfume, do calor das suas mãos. Por mais que te custe ter de largar o seu coração. Avança. Esquece-o, porque assim não vais conseguir ser feliz. Percebe uma coisa, "longe da vista, longe do coração", e não o podes ver se o queres deixar no passado, por mais que queiras passar pelos sítios onde ele está, encostar o teu corpo no dele e não ouvir aquilo que as outras pessoas dizem. Por mais que precises dele, aprende a viver sem a sua presença, criatura de Deus!

25.3.12

I Tell My Love Wreck It All ♥


Via o sorriso desenhado no seu rosto. Os olhos, brilhando docemente, por entre todas as memórias que já vivera. O cabelo, outrora baço, irradiava agora luz. A boca, com os lábios pequenos e rosados, era o cerne de tudo. Por entre cada uma das suas feições, conseguia descortinar as palavras que nunca dissera. Os beijos que nunca dera. Nos seus braços, adivinhava os corpos que nunca segurara. As mãos, ainda quentes do calor outrora partilhado, encontravam-se agora vazias. Abertas, na esperança de que algum ser quisesse dividir os seus átomos consigo. Enquanto tal não acontecia, aguardava, pacientemente, como quem espera pela vida.
Sentia no ar em seu redor o perfume, sempre forte, de quem um dia lhe limpara as lágrimas que não mais escorreram dos seus olhos infantis. Ouvia ainda todas as melodias trocadas com o aparelho vocal que pertencera em dias à sua outra metade, em tons graves e agudos, que iam sendo inventadas na escala musical. Tudo se resumia às vivências que hoje não passavam de recordações. De meros suspiros lançados ao vento. Tudo se resumia a um tornado de sensações que nunca na sua vida teria impedido de seguir o seu curso. Tudo se resumia a nada. 
Afastou-se do espelho.

24.2.12

I Don't Wanna Waste The Weekend ♥


Olha para ela. Sabes o que perdeste?
Perdeste a rapariga que agora sorri. Perdeste a rapariga dos saltos altos e da maquilhagem. A rapariga das camisolas com mensagens inspiradoras. Perdeste a rapariga que escreve e que já conseguiu concretizar um dos seus sonhos. Perdeste aquela miúda que canta só porque sim. Que ouve música clássica uns bons decibéis acima do recomendado.
Perdeste a menina triste, que chorou muito, é verdade, mas sei que quererias consolá-la. Perdeste a menina que ainda chora, mas que não deixa que uma única lágrima seja derramada por ti.
Perdeste a rapariga das unhas multicolor e que é viciada em brincos. Perdeste a "miúda do inglês". Perdeste a rapariga desastrada que não sabe dançar, mas mesmo assim, sonha que é bailarina. Perdeste a miúda dos vans verde-água que usa como sapatilhas de ballet. Perdeste a rapariga que idolatra a Marylin e a Audrey e que passa a vida a cantar Adele. Perdeste o sorriso dela. Tiveste tudo na mão, mas perdeste aquilo que de mais precioso tinhas na tua posse. O coração dela. E esse, não voltará a ti. Não porque tu não o queres, mas porque ela assim o decide.
Perdeste quem ela era, quem ela é e quem ela será. E quando olhares para trás, percebe que foste apenas tu que a perdeste, não foi ela que desapareceu.

23.2.12

Behind The Tears ♥


É verdade. Há tantas palavras que te poderia dirigir, Princesa, mas nenhum número seria suficiente. Ou nenhum conjunto de vocábulos seria suficientemente bom para descrever o que sinto, cá dentro, no meu coração.
Pudemos finalmente ver-nos. De corpo e alma. Pude finalmente abraçar-te e sentir que estamos juntas.
E passou tudo tão depressa... Vieste ao meu encontro, e, quando pestanejei, já estava a dar-te um abraço apertado, em jeito de despedida, e a conter uma lágrima de saudade, antes mesmo de deixares o meu campo de visão. 
Mas não foi tão bom, Princesa? Não foi tão reconfortante saber que ambas existimos, na vida uma da outra?
Olha Princesa, eu amo-te, sempre. E sabes? 21 de Fevereiro não é apenas o meu dia; é o nosso dia, e para o infinito o será. 

30.1.12

But I Haven't Seen Barbados ♥


Percebe uma coisa: eu não te ando a evitar por seres quem és. Eu ando a evitar-te por ser quem sou. E hoje... oh, hoje foi um dia mau. Os meus pensamentos acumulavam-se em montes inúteis. 
Tenho o coração ainda rasurado; a sanidade presa por um fio e todas as memórias possivelmente felizes  arquivadas num livro que agora deve estar desfeito em pó. Quando vejo o meu reflexo no espelho, já não reconheço os olhos que aí observo. Estes são mortiços. Não têm vida. Perderam todo o brilho que alguma vez tiveram. E não sei se a culpa será tua. Pode ser minha. Pode ser do tempo que perco a tentar tirar-te do meu pensamento. Pode ser dessas horas que perco sem qualquer resultado. 
A minha mente voa pelos mais diversos recantos, mas acaba sempre por parar em ti. Acaba sempre por ir ter ao sítio que eu mais quero evitar. É cansativo. Eu estou cansada. Eras como uma luz que me guiava, mas agora tornaste-te na luz que me encandeia a visão, de tal modo, que eu não consigo ver o caminho à minha frente. A cada passo que dou, arrisco-me a cair do abismo que sei que se aproxima. Mas recuso-me a ficar parada. Não sei se por medo de me encontrares aqui, à espera que te vás embora; se por curiosidade de saber o que encontrarei no fundo desse abismo. Talvez seja um misto dos dois. Assim como tu foste um misto de amor e de desilusão para mim.

28.1.12

And Who Do You Think You Are? ♥



Faz hoje um mês. Faz hoje um mês que decidiste separar os nossos caminhos. Faz hoje um mês que me disseste que o que vivemos foi uma mentira.
Um mês de lágrimas, um mês de gritos, um mês de escuridão. Mas não te aches muito importante, não foste só tu a razão pelo qual este meu último mês tenha sido um inferno. Mas foste parte dela, e isso chega.
Isso chega para eu me sentir destruída por ti, embora não queira. Isso chega para me esconder da tua sombra. Isso chega para não conseguir sorrir como antes.
E sabes o que mais chega? Eu viver a minha vida em prol do teu ser. Chega. Acabou. 
Porquê? Ainda podes perguntar (embora duvide que o faças). Porque "nós" acabámos. Morremos. Cedemos. Esmorecemos. Agora existo eu. Sem ti. E talvez seja melhor assim. Não para ti. Para mim.

20.1.12

Whispering Like It's A Secret ♥


Vieste ao blog? Leste as minhas palavras? Aquelas que dirigi para ti e as dirigidas ao ar? Diz-me, leste-me? Porque eu disse que tinha saudades da tua voz. E tu ligaste-me. Ligaste-me e eu pude ouvir as tuas palavras, o som da tua voz, a forma como me chamas "menina", como entoas aquilo que dizes, daquela maneira que sabes que eu adoro e só te oiço a fazer comigo, mesmo que seja ilusão 
E mesmo que aos ouvidos de outrem, soe a pura  loucura, eu ia ter contigo. Tu pediste, e eu iria, de bom grado até, por mais que me custe admitir. Mesmo que fosse para estar contigo três segundos. Eu tenho andado a evitar-te sim, porque não sei aquilo que o meu coração aguenta, mas agora, depois de teres dirigido as tuas palavras para mim, agora, só quero ver-te. Tocar-te. Saber que ainda existes, que ainda respiras, mesmo que seja por outra pessoa. 
O facto de teres perdido aqueles minutos do teu tempo por mim, para dizeres que estavas à espera que eu aparecesse, faz-me repensar um pouco o meu último texto. Talvez afinal, ainda disponibilizes alguma parte de ti, por mais ínfima que seja para saber se estou bem. E isso... bem, faz-me sentir melhor do que deveria. Mas eu não consigo controlar isso, é mais forte do que eu, e acaba por me levar para esse caminho que eu não queria ter de percorrer de novo, o teu.   

19.1.12

Who's The Killer In The Crowd? ♥


Estou farta.
Estou farta que todas as palavras que profira ou escreva sejam destinadas à tua pessoa. 
Estou farta que a tua presença (ou a inexistência da mesma) aflua à minha mente, quando tudo o que eu quero, é esquecer-te e seguir em frente com a mesma ligeireza com que tu o fizeste.
Este cantinho, estas linhas, são minhas. Este recanto que aqui criei é o meu refúgio. E, sinceramente, não quero que se torne o nosso teu. 
Esta sou eu. Aquele ser que eu já não conheço, esse sim, és tu. Alienado de mim e do meu sentimento.
E estas palavras, são para ti, por mais que me custe dar-tas. São para que quando as ignorares, eu ainda as possa ler e aperceber-me do quão idiota sou, por ainda gastar o meu tempo com quem não gasta um segundo do seu, por mim.
De ti, já bastam as constantes recordações e o bater descompassado do meu coração danificado. De ti, já bastam os pesadelos que me acordam de madrugada. Os pesadelos onde morremos, onde caímos, onde choramos, onde sofremos. De ti, já basta a perda de controlo dos meus sentidos, o peito que dói, que teima em ficar vazio, sem querer deixar sequer o ar entrar. 
De ti, já bastas tu. 

18.1.12

Because I Heard It Screaming Out Your Name ♥


Escrevo-te de novo hoje, mais uma carta fantasma, a ninguém entregue.
É só para dizer que te amo. Ou amava. Sou ingénua, inocente e inexperiente. 
Mas escrevo, sem endereço, apenas endereçado. Tu.
Quantas palavras que pensei foram tuas e para ti! Eram como um som, que sempre tinha estado adormecido, mas que tu acordaste, com a tua voz doce, sussurrada ao meu ouvido. 
Mas depois, esse som cessou. Tu emudeceste. Eu ouvia apenas o teu silêncio. Costumava incomodar-me, custar-me a vida. Depois passou. Depois, mesmo que tivesses um "amo-te" preparado, eu não quereria ouvir tais palavras ditas pela tua boca. E ainda não quero. Mas o silêncio continua a custar-me, porque a melodia que eu repetia todas as noites na minha cabeça, era a tua voz. Não, ainda não me esqueci da sua sonoridade maravilhosa, da forma como pronuncias cada letra, como entoas cada sílaba, como terminas cada frase. Mas canso-me de repetir sempre as mesmas coisas. Não me dás nada de novo para que possa recordar.
Mas não faz mal. Talvez seja melhor assim. Para mim e para ti. Para nós. Ah, esqueci-me que esses morreram.


17.1.12

My Beloved Was Weighed Down ♥



Não te deixes enganar pelo nome que te atribuí no título. Sabes que és o meu (não) amor.
Mas olha, é só para dizer que estou preocupada contigo. As tuas palavras foram "cometi um erro". 
Que erro foi esse, que te deixou assim? Que podes ter feito que te tenha puxado tão para o fundo, para este escuro que eu odeio. Não te deixes ficar na escuridão, está bem? Promete-me. Promete-me que vais afastar todos esses monstros. Que vais correr até à luz. Que não te vais perder no caminho. Porque esse caminho é teu, e eu não quero que essa culpa, essa angústia por ti mesmo te faça sair do trilho que tens de percorrer.
Quero que isso passe. Não porque ignoraste, como tantas vezes fazes, mas porque lutaste para destruir isso que te atormenta.
Mas não confundas estas minhas palavras com amor, porque eu (não) estou apaixonada por ti.
Estas palavras vêm do meu coração, sim, mas estão cravadas de compaixão, de preocupação, de medo. Nunca de amor, porque esse morreu. Talvez possa ser ressuscitado. Mas eu não sei se quero que isso aconteça.

30.12.11

Please, Be Safe ♥

(Imagem com direitos de autor!)

Avô, escrevo hoje para ti, mas sinceramente, não sei que palavras te hei-de dirigir.
Nunca fomos muito próximos. Sempre me disseram, tu e a avó, que me amam muito, e eu não duvido disso, mas gostava, que às vezes, fizessem algo que o provasse. Uma visita surpresa? Ou então, uma visita apenas. Pois, bem sei que agora é impossível, com o avô neste estado em que está, mas ele nem sempre esteve assim, pois não? Nos meus 14 anos de vida, sei que quase nunca vieram cá a casa. E também sei que não foi por falta de convites, nem de vontade; pelo menos da minha parte e dos meus pais. E não moram longe.
E este Natal? Assim como os dois ou três últimos, recusaram-se a passá-lo connosco. Porquê? "Estamos muito cansados. Mas amamo-vos muito.". Sim, eu também vos amo, aos dois; mas avô, eu sei o que os médicos dizem. Dizem para nos irmos preparando, porque não deves ficar muito mais tempo entre nós. E embora os meus pais não me queiram adiantar muitos pormenores, eu vou ouvindo as conversas. E vejo o estado em que estás, com os meus próprios olhos, cada vez que os meus pais me levam a vossa casa. 
E sabes, avô? Acho que o meu maior desgosto, é saber que não me vais ver acabar a Universidade, como tanto querias. E apesar de não seres o avô mais presente, eu amo-te, e amar-te-ei sempre. E agora, por favor, fica bem.