Sei que não és feliz. Sei que não aspiravas a que a tua vida acabasse assim, porque ao fim e ao cabo, já morreste. Sei que querias algo mais para ti. Tinhas tanta garra, tanta força... Eras aquilo que o Mundo desejava ser, e agora, vejo-te aí, com esse olhar triste, sorriso meio forçado e gargalhadas que disfarçam soluços. E no dia de hoje, é tarde demais para voltar atrás e fazer tudo de maneira diferente, para que tivesses ficado do lado de quem querias, amavas, e precisavas. Tiveste de seguir a tua vida, porque o teu Mundo deu uma volta de 360 graus, sem que tu tivesses sequer tempo para perguntar "porquê?". Já não exsudas alegria e vontade de viver. O que vier, é o que fica, e adaptar-te-às a isso. Não eras assim... Lembro-me de ti quando ainda lutavas pelo amor fugaz e pelo prazer momentâneo, sempre saboreando a eternidade, às gramas, até que um dia fosse tua por completo. Quem te deixou assim? Quem te perdeu e te tirou o que de teu mais amavas? Querias deixar tudo para trás e ser finalmente feliz, não era? Mas o Mundo não te pertence a ti apenas, e por isso, permaneces aqui, porque já não consegues ir aí ou ali, com a felicidade estagnada e o coração congelado.
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12.7.12
26.3.12
But I Still Remember That Day We Met In December ♥
É como andar sobre vidros partidos. Pensar no que fazer.
É doloroso, e quiçá desnecessário, porque a minha decisão estava tomada desde o início. É uma dor imposta por mim mesma, porque eu sempre soube o que queria fazer. A minha decisão mantém-se. A minha muralha continua erguida. Continua forte, e eu, dentro dela, protegida. Dentro da redoma do meu orgulho.
Continuarei no silêncio, no exílio, no túnel. O meu corpo permanecerá onde está. A minha mente, essa, vagueará, mas manter-se-á fiel. Fiel aos seus próprios princípios improvisados. Afinal, há sempre uma primeira vez para tudo, não é?
10.3.12
And Our Hearts Combined ♥
Não, tu não sabes quem eu sou.
Eu também não sei quem tu és.
Mas sei que um dia te pertencerei, e que me pertencerás também.
Sei que irei aproximar-me de ti. Iremos conversar, sem nunca perdermos o tema. Iremos despedir-nos e prometer que nos iremos ver de novo. Trocaremos números de telemóvel. E depois? Mais um encontro será combinado. Eu ficarei uma semana inteira, ansiosa por ver-te caminhar até à minha pessoa.
Quando te vir, quando vir o teu sorriso ao observares o meu, sentir-me-ei a flutuar.
Iremos despedir-nos mais uma vez, depois de uma noite de gargalhadas, e aí, os meus olhos suplicarão para que juntes os teus lábios aos meus. Fá-lo-às, com a promessa de que sou a rapariga mais bonita que alguma vez viste. E nesse momento, apaixonar-me-ei por ti. E tu? Tu apaixonar-te-às por mim.
Iremos adormecer nos braços um do outro, e eu acordarei de madrugada só para observar o teu rosto sereno enquanto dormes. Não resistirei a dar-te um leve beijo na cabeça, e sentir o aperto dos teus braços mais forte à volta do meu corpo. Irei sussurrar um "amo-te" ao teu ouvido, enquanto o teu semblante permanece adormecido. E ao raiar do dia, irei ouvir da tua boca que me amas como nunca amaste nem nunca amarás mais ninguém.
Não, tu não sabes quem eu sou, mas eu amo-te.
Eu também não sei quem tu és, mas sei que me amas.
14.2.12
I (Don't) Know My Destination ♥
"Pára, por um momento e olha à tua volta", digo para mim mesma.
"Já há muito tempo que a tristeza paira em ti, e abraça o teu coração com demasiada força. Há muito tempo que choras e que deixas que a amargura permaneça incrustada no teu ser. Sabes os segundos que já desperdiçaste a tentar conter as lágrimas que acabaram sempre por escorrer-te pela face? Sabes os sorrisos que já deixaste escapar, os momentos aos quais já fechaste os olhos, apenas para te deixares consumir por essa angústia que te destrói um pouco mais, todos os dias? Não fazes ideia daquilo que já sofreste, pois não? Bem sei que tudo o que consegues ver agora é o cansaço e todas as forças que do teu pobre semblante te levaram. Sei que queres desligar-te da luz e daquilo (ou de quem) um dia te fez feliz, mas ouve-me! Não podes fazer isso! Luta por quem acreditas que fará o mesmo por ti. Luta por quem queres. Luta pelas tuas dúvidas. Luta para saberes porquê. Luta para arrancares a verdade do discurso de outrem. Mas, acima de tudo, luta por ti."
11.2.12
There's a Gun In My Hand ♥
Eu deveria proibir-me a mim mesma de escrever estas palavras. Devia deixá-las guardadas bem no fundo de mim, e nunca mais as proferir, com a tua pessoa em mente. Eu deveria deixar estes vocábulos de lado e obrigar o meu coração a seguir em frente. Mas não consigo.
Sou fraca demais para isso, e as minhas noites escuras comprovam-no. Tenho a mente inundada de perguntas e de "porquês". Em todo o nosso discurso, existem incoerências que eu não consigo decifrar. E vou ficando à sombra das tuas escolhas, sabendo que nunca mais vou ver a (nossa) luz. Sinto falta da claridade. Sim, é isso mesmo. Vá, fala lá agora e diz que me compreendes. Ou talvez seja eu que estou enganada.
6.2.12
Through My Rise And Fall ♥
Tudo o que oiço é o silêncio. A minha mente está vazia. O meu coração também. As mãos estão frias, e o cabelo, atado descuidadamente num rabo de cavalo. Retirei todos os espelhos que tinha em casa. Já não aguentava ter de ver o meu reflexo, os meus olhos cansados, e cada vez mais baços.
Dói-me a cabeça. Dói-me o corpo. Dói-me o ser. Preciso de algo que afugente os meus fantasmas, os meus pesadelos constantes. Preciso de algo que afugente o medo constante que faz o meu coração bater ora mais rápido ora quase cessar o seu (já enorme) esforço. Já me custa ser quem sou. Já me custa viver.
P.S. Meus queridos e fofinhos, já somos (mais de) 100! Obrigada a todos e a cada um de vocês. Obrigada por estarem sempre presentes, obrigada por me lerem. Obrigada por gostarem. Obrigada por tudo, meus lindos!
3.2.12
Bless Your Soul ♥
Vem. Vem devagar. Podes levar todo o meu ser. Dou-te tudo aquilo que sou. Descobre aquilo de que sou feita. Consegues encontrar no espectro do meu olhar quantas lágrimas já chorei? E nos meus lábios? Contas os meus sorrisos? Vem e desinquieta tudo aquilo que sei. Ensina-me a ser como gostava de ser. Metamorfoseia as minhas palavras na música que queres ouvir. Leva os meus pensamentos, antes que me destruam. Vem, vem sem pressa.
Mas vem por mim.
Mas vem por mim.
Vem para mim.
30.1.12
But I Haven't Seen Barbados ♥
Percebe uma coisa: eu não te ando a evitar por seres quem és. Eu ando a evitar-te por ser quem sou. E hoje... oh, hoje foi um dia mau. Os meus pensamentos acumulavam-se em montes inúteis.
Tenho o coração ainda rasurado; a sanidade presa por um fio e todas as memórias possivelmente felizes arquivadas num livro que agora deve estar desfeito em pó. Quando vejo o meu reflexo no espelho, já não reconheço os olhos que aí observo. Estes são mortiços. Não têm vida. Perderam todo o brilho que alguma vez tiveram. E não sei se a culpa será tua. Pode ser minha. Pode ser do tempo que perco a tentar tirar-te do meu pensamento. Pode ser dessas horas que perco sem qualquer resultado.
A minha mente voa pelos mais diversos recantos, mas acaba sempre por parar em ti. Acaba sempre por ir ter ao sítio que eu mais quero evitar. É cansativo. Eu estou cansada. Eras como uma luz que me guiava, mas agora tornaste-te na luz que me encandeia a visão, de tal modo, que eu não consigo ver o caminho à minha frente. A cada passo que dou, arrisco-me a cair do abismo que sei que se aproxima. Mas recuso-me a ficar parada. Não sei se por medo de me encontrares aqui, à espera que te vás embora; se por curiosidade de saber o que encontrarei no fundo desse abismo. Talvez seja um misto dos dois. Assim como tu foste um misto de amor e de desilusão para mim.
21.1.12
If I'm Wrong, I Am Right ♥
Consegues olhar-me nos olhos e dizer-me que os nossos momentos não significaram nada para ti? Consegues olhar directamente para a minha alma e dizer-me, que por um segundo que fosse, nunca me amaste?
E agora? Será que te apercebeste do tremendo erro que cometeste? Será que houve finalmente algo aí que passou a fazer sentido? Ou será que és mesmo um caso perdido? Destinado a permanecer no meu passado, no teu nunca e na ilusão de um "nós"?
Será que os nossos momentos te vêm à cabeça, nas alturas em que menos esperas? Será que te lembras do meu sorriso, que tanto elogiavas, quando estás a tentar não pensar em nada?
Questiono-me se te recordas da minha voz, da forma como pronuncio o teu nome. Isto acontece-te? Lembras-te de mim? Lembras-te que eu existo, e que partilhámos horas, juntos, no nosso próprio Mundo, deixando tudo o resto a preto e branco?
E sabes o que me intriga mais? Será que alguma vez te questionaste se eu estou a pensar em ti? Se estou triste, se estou bem, se estou com alguém, se estou sozinha?
Parte de mim quer saber a resposta a todas estas questões patéticas. A outra parte, tem um medo (ir)racional de ouvir-te proferir um "não"; com todas as letras, dito no compasso de um segundo. Sem hesitações, sem rodeios. Simplesmente, um complexo "não".
E acho que o meu medo me deixará ficar na ignorância. Talvez perca a oportunidade de ouvir outras coisas para além desta nossa "vida modelo", que descolámos, ao primeiro entrave.
11.1.12
Just 20 Seconds Since I Left You ♥
Está frio na rua. Acelero o passo. Atravesso a estrada sem olhar e chego ao parque. Avisto-te sentado num banco, mesmo no fundo do parque. Deves estar à espera dela. Continuo a andar, tentando não pensar que vou ter de passar mesmo à tua frente, e que não vou poder parar para te cumprimentar. Estou a 5 metros do banco, mas ainda não me viste. Dou mais um passo. Decisão errada, porque tu notaste a minha presença, e olhaste directamente para os meus olhos. Eu viro-te as costas, e quero andar, mas as minhas pernas não me obedecem. Começo a ficar tonta. Sinto os teus olhos cravados nas minhas costas. Não consigo respirar. Pareceu-me ouvir, ao longe, a tua voz, a chamar-me, mas não tenho a certeza. Não quero saber. Faço um esforço enorme, e lá consigo obrigar-me a andar. Só quero fugir dali o mais depressa possível.
Volto ao início do parque, ainda mortificada. Sento-me num banco e olho para o vazio, tentando abstrair-me de tudo, de todos os pensamentos que afluem à minha cabeça, mas nada resulta. Na minha mente, só consigo ver os teus olhos, a tua expressão quando olhaste para mim. Pareceu-me adivinhar ali um laivo de desprezo. Se calhar é o que mereço.
Sinto alguém a tocar-me no braço. Olho para o lado, esperando ver-te, mas não. É só uma senhora qualquer, que quer saber as horas. "16h42". Mas porque é que eu ainda espero que reconheças que eu existo, quando sei que não o vais fazer?
Levanto-me e saio do parque. Parece que vou ter de seguir o caminho mais longo. Ajeito o cachecol e fecho o casaco. Olho para trás. Já não estás lá, mas não quero ter de passar por ali outra vez.
O meu passo vai ficando cada vez mais rápido, mas não corro. Não estou a fugir de nada nem de ninguém. Só que eu sei que estou a fugir de ti.
"De nada nem de ninguém", repito em voz alta. Era suposto convencer-me a mim mesma, mas não resulta. Tiro o telemóvel e os phones do bolso. Ponho-os nos ouvidos, e ligo a música. Quero afogar os meus pensamentos em guitarras estridentes e estrondos de bateria. Ponho o volume no máximo. Já não me consigo ouvir a pensar, e assim, sinto-me melhor.
Chego a casa.
Desligo a música, tiro os phones, o cachecol, o casaco e descalço-me.
Vou à casa de banho e observo o meu reflexo no espelho. Tenho a maquilhagem esborratada. Estive a chorar? Não me apercebi. Ou não me quis aperceber.
Afinal ainda temos algo em comum. Enquanto tu finges não te aperceber que existo, eu finjo que não me apercebo das minhas lágrimas. Mas prometo-te, que será a única coisa que ainda nos liga.
9.1.12
The Bridge ♥
Tenho as mãos geladas. Doem-me os pés. "Não devia ter comprado esta porcaria de botas", penso. Mesmo assim, continuo a andar. Tenho o meu destino definido na cabeça há semanas: a ponte. Está frio, e no céu escuro, conseguem distinguir-se levemente nuvens carregadas, que anunciam mais uma chuvada. "Ultimamente tem chovido muito", digo para mim mesma. Vou tentando afastar outros pensamentos da minha cabeça com este monólogo de circunstância.
Estou quase a chegar ao meu destino predefinido; apenas me falta atravessar uma rua e lá estarei. Paro no passeio, à espera que o semáforo fique verde para os peões. O tempo parece demorar muito a passar. De repente, uma gota de água cai em cima do meu casaco. E depois outra. E outra. E começa a chover. "Tal como eu tinha pensado". O sinal fica, finalmente, verde. Mesmo assim, olho para um lado e outro antes de atravessar. A chuva tolda-me a visão, mas sei bem o caminho que quero seguir para chegar onde quero estar.
Avisto finalmente a ponte. E o rio, em todo o seu esplendor. Sento-me num dos bancos que lá estão. A madeira está encharcada, mas não me importo. Olho em volta. Não se vê ninguém por perto, mas continuo a ouvir vozes e gargalhadas, como um barulho de fundo persistente. "PÁRA!", grito na minha cabeça. E as vozes cessam. Tudo está num perfeito silêncio. Então, o meu telemóvel toca. Não me apetece atender, mas mesmo assim, olho para o visor. Conheço este número bem demais. "Não vou mesmo atender", mas antes de poder carregar no botão vermelho, os meus dedos pressionam o verde. Encosto automaticamente o telemóvel ao ouvido e do lado de lá, oiço a tua voz. "Amor?". Fico tentada a ignorar-te, mas da minha boca, sai um "O que é que queres?" "É só para te pedir desculpa. Eu amo-te. E estou arrependido. Fui tão idiota. Consegues perdoar-me?". Ao ouvir estas palavras, uma lágrima quente e salgada teima em escorrer pela minha cara, mas consigo contê-la. "Não. Adeus". E desligo o telemóvel imediatamente. Guardo-o novamente no bolso das calças e esboço um sorriso. "Eu sabia que ele se ia arrepender".
Ainda não parou de chover. Olho para o relógio. 22h57.
Levanto-me e aproximo-me do muro da ponte. Sento-me na pedra gelada e cruzo os braços. "O rio é lindo".
Com cuidado, subo para o muro. Deixo-me estar ali uns minutos, em pé, com a chuva a bater-me no corpo.
Olho novamente para o relógio. 23h23.
Salto.
"Porra, não devia ter comprado a merda das botas".
8.1.12
The Girl Who Played With Fire ♥
Amanhã, quero para mim uma caixa de fósforos e um frasco de álcool etílico. Ou uma garrafa de vodka, também resulta, e ainda me faz esquecer esta vida sombria.
Vou arrancar do meu pulso latente as tuas palavras, vou queimar o teu toque, e com a vodka, vou apagar o teu sabor. Tornaste-te numa faca de dois gumes, prontamente com sofreguidão para me apunhalar as costas e o coração. Mas olha, escusas de tentar danificar o meu coração, transformaste-o em granito, duro e escuro. Insensível e inquebrável. E não me venhas dizer que "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura", porque eu não preciso das tuas palavras odiosas para nada.
Os teus argumentos renegados, de nada te servem. Tornei-me agora fria, calculista, insensível, e à medida que a vodka me inebria, torno-me irracional. Tão irracional, ao ponto de te dizer que ainda te amo. Mas faz um favor, a mim e a ti, não acredites nessas palavras, porque eu também sei mentir.
Amanhã, vou fazer uma fogueira; vou deixar-me intoxicar pelo fumo, vou sentir a vodka a correr-me nas veias. Vou apagar, rasurar, queimar, expulsar-te de mim. E quando partires e deixares de habitar o meu corpo, parte com isto:
Tornaste-me nisto. A rapariga que sonhava com uma garrafa de vodka e um fósforo.
14.12.11
Forgive Me God ♥
Faça o que fizer vou sempre magoar alguém, por isso, mais vale sair eu destroçada.
É, eu estava a tentar encontrar a minha felicidade, mas a cada passo que dou, cada vez que me aproximo mais dela, vou destruindo e estragando a estrada de alguém.
Perdoa-me, princesa.
E Perdoai-me, Senhor, porque a cada passo que dou, peco mais um pouco.
6.12.11
Go Ahead, It Will Kill Me Faster ♥
Não me vais destruir pois não?
Promete-me que não o vais fazer.
Ou então desiste de mim, porque se eu cair novamente, é de vez.
É da maneira que me "leva" mais depressa.
1.12.11
I Don't Even Care, I'm Such A Hypocrite ♥
Estou cansada das minhas inseguranças. Estou farta de duvidar de tudo e todos sempre que algo bom acontece. Sinto-me tola ao duvidar, sinto-me tola ao acreditar. Talvez a solução seja simplesmente não sentir. Deixar de sentir por uns tempos, e ver de novo onde isso me leva.
Por mais que diga a mim mesma que "está tudo bem", na minha cabeça, não está. As minhas ideias andam confusas, na minha mente pairam milhões de pensamentos aleatórios.
Mais vale deixar-me cair, e esperar (ou não) que alguém me venha ajudar, para saber se alguém se preocupa, já que eu deixei de o fazer.
"Eu sei, eu sei". Mas não sei. E sinceramente, não sei se quero saber. Não sei se me importo.
Hello December ♥
É, Dezembro chegou, e eu continuo aqui.
Tudo permanece igual, mas ao mesmo tempo tudo mudou.
E sabes? Eu não me importo nada com estas mudanças.
E sabes? Eu não me importo nada com estas mudanças.
29.11.11
Incomprehensions ♥
Faz-me promessas,
Que eu não compreenda.
Mente-me,
E depois admite.
Sussurra,
E não digas nada.
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