pour toujours

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10.4.12

Had I Known How To Save A Life ♥



Tenho muitas saudades tuas, sabias, avô? Quero ir ao cemitério e oferecer-te uma flor. Mas não consigo. Custa-me ter de entrar naquele outro mundo, gelado, onde estão todos aqueles que partiram e deixaram os seus a chorar por si. Custa-me ter de enfrentar que de facto, já não estás aqui comigo. 
Não consigo entrar na tua casa. Já não estás lá, pronto a dar-me um abraço apertado e um beijinho. Já não vou mais ouvir a tua voz, e isso dói, dói muito.
Só te queria aqui comigo outra vez, vem, por favor. Volta para ao pé da tua pequenina, porque eu continuo aqui, com as lágrimas a escorrer-me pela cara, esperando o teu regresso, quando sei que já não estás.

26.3.12

But I Still Remember That Day We Met In December ♥


É como andar sobre vidros partidos. Pensar no que fazer.
É doloroso, e quiçá desnecessário, porque a minha decisão estava tomada desde o início. É uma dor imposta por mim mesma, porque eu sempre soube o que queria fazer. A minha decisão mantém-se. A minha muralha continua erguida. Continua forte, e eu, dentro dela, protegida. Dentro da redoma do meu orgulho. 
Continuarei no silêncio, no exílio, no túnel. O meu corpo permanecerá onde está. A minha mente,  essa, vagueará, mas manter-se-á fiel. Fiel aos seus próprios princípios improvisados. Afinal, há sempre uma primeira vez para tudo, não é?

22.3.12

Past The Point Of No Return ♥


E é um desapego tal que não me incomoda a mente nem o coração.
Reconheço que raramente sou fria para quem me magoa. Mas tenho limites.
Odiando fazê-lo, quebro as minhas promessas. Mas é para o meu próprio bem, por isso, faço-o. Coisa rara, que o meu engenho estranha e quer contrariar. Mas não posso deixar que isso aconteça. Passei o ponto sem retorno, ou pelo menos, esforço-me para o fazer.
Preciso de eliminar de vez as réstias de sofrimento que me tatuaram no coração. É um processo doloroso. Foi um processo doloroso, digo. Porque já nada aqui resta. Nada do que me fez chorar. Nada do que me fez duvidar do meu sorriso. 
É complicado abdicar das promessas outrora feitas. Para mim, é. O ser humano é um ser egoísta, que fará tudo para se proteger a si próprio e salvaguardar o seu coração, e remei muito tempo contra essa maré. 
Preciso de me proteger. Ou então colapso. E isso, desprezo.
Passei o ponto sem retorno. E não me incomoda a mente nem o coração.  

1.3.12

Once Upon A Time There Was Light In My Life ♥


Meu amor, meu anjo, desculpa.
Porque eu sei que darias tudo de ti para que eu voltasse a ter uma réstia que fosse de mim. 
Eu é que sou estúpida, e nem mesmo quando tenho o teu sorriso à minha frente e as tuas palavras prontas para aconchegar a minha dor, sou capaz de te dizer o vazio que sinto cá dentro. 
Só te queria agradecer por tudo o que já fizeste pela minha pessoa, e ainda mais por tudo o que tentas fazer, perante o meu semblante taciturno e sombrio. Obrigada por seres das poucas pessoas que ainda tenta arrancar um sorriso do meu rosto, por onde as lágrimas mais têm corrido. 
É só mesmo para dizer que te amo, e que espero que a chuva não te tenha levado para longe de mim e do meu engenho. Sempre, franjinhas.

24.2.12

I Don't Wanna Waste The Weekend ♥


Olha para ela. Sabes o que perdeste?
Perdeste a rapariga que agora sorri. Perdeste a rapariga dos saltos altos e da maquilhagem. A rapariga das camisolas com mensagens inspiradoras. Perdeste a rapariga que escreve e que já conseguiu concretizar um dos seus sonhos. Perdeste aquela miúda que canta só porque sim. Que ouve música clássica uns bons decibéis acima do recomendado.
Perdeste a menina triste, que chorou muito, é verdade, mas sei que quererias consolá-la. Perdeste a menina que ainda chora, mas que não deixa que uma única lágrima seja derramada por ti.
Perdeste a rapariga das unhas multicolor e que é viciada em brincos. Perdeste a "miúda do inglês". Perdeste a rapariga desastrada que não sabe dançar, mas mesmo assim, sonha que é bailarina. Perdeste a miúda dos vans verde-água que usa como sapatilhas de ballet. Perdeste a rapariga que idolatra a Marylin e a Audrey e que passa a vida a cantar Adele. Perdeste o sorriso dela. Tiveste tudo na mão, mas perdeste aquilo que de mais precioso tinhas na tua posse. O coração dela. E esse, não voltará a ti. Não porque tu não o queres, mas porque ela assim o decide.
Perdeste quem ela era, quem ela é e quem ela será. E quando olhares para trás, percebe que foste apenas tu que a perdeste, não foi ela que desapareceu.

12.2.12

I Build Myself Up ♥


O vento gélido batia na persiana com uma força avassaladora. Quase tão avassaladora como a dor que sentia. Quase. A dúvida não lhe saía da mente, como se alguém aí a tivesse imposto e aprisionado. Custava-lhe concentrar-se em algo mais do que nos seus pensamentos. Sentia a alma corroída pelas palavras e actos que não compreendia. E esperava compreendê-los; quando o sol nascesse e o vento esmorecesse. Mas consigo, trazia o medo que o seu mundo iria permanecer na escuridão, e as suas certezas, seriam para sempre arrastadas pelo vento.

1.2.12

Can I Make It Better? ♥


Avô,
Faz hoje um mês que partiste. Não me via a fazer outra coisa a estas horas, senão escrever-te. Desde que partiste, deixaste em mim um vazio muito grande. Maior do que esperava. É verdade. É verdade que nunca fomos muito próximos. É verdade que não foste o avô mais presente. E também é verdade que eu provavelmente, não fui a melhor neta. Mas sabes o que é que também é verdade? O facto de eu sentir a tua falta. Porque sinto. E sei que haverá muita gente a perguntar-(m)se "Então e por que razão não tentaste aproximar-te do teu avô enquanto ainda era tempo? Porque é que só agora lhe mostras todo esse carinho?". Ou talvez seja só eu.
Mas sinceramente, não sei. Talvez tivesse medo da tua reacção. Sempre foste um homem severo, e eu tinha receio que menosprezasses o meu carinho por ti. 
Há pouco tempo, a avó confidenciou-me que nunca te ias deitar sem antes passar, ao de leve e com ternura, a mão no meu retrato que tinhas na tua mesa de cabeceira.
Algumas lágrimas fugiram dos meus olhos quando ela me disse isso. Foram cair na fotografia nossa que tinha nas mãos. Oh... tu eras meu avô. E eu era tua neta.
Como pude ser capaz de duvidar que receberias de braços abertos um gesto do meu apreço? Tenho tantos arrependimentos guardados no meu coração. Tantos. Estão guardados bem lá no alto, para que eu nunca lhes chegue e nunca os consiga afugentar daqui. E eu queria poder recomeçar tudo de novo. Queria poder ver-te outra vez e saldar esta dívida que tenho para com o teu coração, avô.
Queria poder abraçar-te, só mais uma vez.
Tivesse eu percebido mais cedo, o quão importante realmente eras (és) para mim, teria feito muita coisa diferente. Muita mesmo. E não me importa o "efeito borboleta", porque eu alterava todo o meu presente e aniquilava todo o meu futuro, se pudesse ser a neta que queria. Por um dia que fosse.
Tu ainda vives, avô. No meu coração. E naquela fotografia que eu tenho agora pendurada na parede do meu quarto. Tu ainda vives, naquela tinta e naquele papel com a nossa imagem gravada.
E tu viverás sempre.
Porque eu sou tua neta.
E tu és meu avô.

30.12.11

2012, Please Be Good ♥


Meus seguidores queridos e fofinhos, muito obrigada por existirem, e por aturarem as minhas palavras.
Posso dizer que graças ao blog, criei muitas amizades, que certamente quero manter em 2012!
Prevejo que este seja o meu último post do ano, por isso não queria mesmo deixar de vos agradecer pelas vossas infindáveis palavras de carinho, apreço e compreensão. Adoro-vos, sabiam?
E que para o ano, venham muitos mais post e muitas mais amizades :)
Bom Ano!
Sorriam e sejam felizes, sempre, porque vocês, definitivamente, merecem-no.