(Não pares). Uma lágrima salgada escorre pela face do homem. Do homem sentado numa esquina. As mãos sujas, os cabelos desgrenhados, o estômago colado às costas. As pernas magras e fracas que não o aguentam em pé. (Não pares). O homem não sabe como foi ali parar. Reza pela morte do mundo cruel, áspero. O mundo negro e apodrecido que apenas vai matando corações. (Não pares). Não pares um segundo para o olhar o homem parado na esquina. O homem que abandonaram. Sabes que idade tem? (Não pares). Sabes? (Não pares). Ignora. (Não pares). Mata-o. (Pára). Agora já paras? Pega numa arma e mata-o. Não? Não és capaz de pegar numa faca e esventrar o seu corpo? Abominas pegar numa espingarda e enfiar uma bala no seu cérebro? Então, porque o ignoras? (Não pares). (Pára).
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16.4.12
11.4.12
It's Like A Dark Paradise♥
Mas por que é que eu sou tão estúpida? Não faz sentido absolutamente nenhum.
Hoje, estava decidida a falar contigo. E não fui. Porque sou uma cobarde. E porque tenho medo, muito medo de qual possa ser o desfecho final. Quase corri ao teu encontro, decidida a dizer-te tudo o que ainda guardo dentro de mim. Todas as palavras que ficaram por ouvir e por mencionar. Mas tu não estavas lá. Não estavas, e a minha coragem foi esmorecendo... Como sempre, a minha força vai diminuindo, ao ponto de se mostrar quase nula, e de me deixar num canto, fraca e indefesa, contra os meus próprios pensamentos. Esses pensamentos que se aglomeram em manchas negras, como que nuvens adivinhando uma tempestade. Por que é que eu sou tão cobarde? Tão estúpida, tão parva. Tão FRACA?!
Estou cansada de nunca levar as coisas até ao fim. E disso, só me posso culpar a mim. Estúpida.
10.4.12
Had I Known How To Save A Life ♥
Tenho muitas saudades tuas, sabias, avô? Quero ir ao cemitério e oferecer-te uma flor. Mas não consigo. Custa-me ter de entrar naquele outro mundo, gelado, onde estão todos aqueles que partiram e deixaram os seus a chorar por si. Custa-me ter de enfrentar que de facto, já não estás aqui comigo.
Não consigo entrar na tua casa. Já não estás lá, pronto a dar-me um abraço apertado e um beijinho. Já não vou mais ouvir a tua voz, e isso dói, dói muito.
Só te queria aqui comigo outra vez, vem, por favor. Volta para ao pé da tua pequenina, porque eu continuo aqui, com as lágrimas a escorrer-me pela cara, esperando o teu regresso, quando sei que já não estás.
9.4.12
This Is My Idea Of Fun ♥
E hoje, aqui me encontro, com a mão dorida e a vista cansada, para escrever mais um aglomerado de palavras insignificantes. Mais um conjunto de letras que a ninguém interessa. Nem mesmo a mim. A minha mente paira por outros locais, neste momento. Todos os meus sentidos estão distanciados do meu corpo e do local onde os átomos que me conjecturam realmente se encontram.
Viajo pelos momentos que já passaram e que desejo ardentemente recuperar, reviver e guardar no coração.
Viajo pelo meu futuro, tão incerto. Tão frágil e volátil. Posso acabá-lo, amanhã, antes mesmo de o começar. Posso atirar-me ao mar, e morrer, sufocada pelas águas que, ao torturar-me, apenas estariam a cumprir o meu desejo.
Mas não, não o farei. Não transformarei o meu futuro num nada. Pelo menos, não por agora.
8.4.12
Whistling My Name ♥
Perco-me no silêncio das pessoas que sei que estão lá fora. Perco-me na minha própria respiração, e no bater regular do meu coração.
Lá fora, há-de pairar o desastre, a agonia e a confusão. É por isso que permaneço aqui. Para que amanhã ainda possa acordar e ver-me sorrir. Para que amanhã ainda queira acordar.
Alguém bate à porta. Vou abrir. Não está lá ninguém. (Não estás lá tu).
(Meus amores lindos, já somos 202! Nem sei como vos agradecer! Obrigada por todo o apoio que me têm dado, pelos elogios, pela presença. Juro que nunca pensei que houvesse tanta gente disposta a ler as minhas palavras, a aturar os meus devaneios. Tanta gente pronta a limpar as minhas lágrimas e a pôr-me um sorriso na cara. Tanta gente que fica feliz quando eu estou feliz. Muito obrigada, nem sei bem o que vos posso dizer, além de que vos adoro, mesmo, e que por mim, estaria ao vosso lado, fisicamente, todos os dias. Dar-vos-ia um abraço bem apertado quando chorassem e partilharia os vossos sorrisos e triunfos. Obrigada, por tudo, sempre.)
(Meus amores lindos, já somos 202! Nem sei como vos agradecer! Obrigada por todo o apoio que me têm dado, pelos elogios, pela presença. Juro que nunca pensei que houvesse tanta gente disposta a ler as minhas palavras, a aturar os meus devaneios. Tanta gente pronta a limpar as minhas lágrimas e a pôr-me um sorriso na cara. Tanta gente que fica feliz quando eu estou feliz. Muito obrigada, nem sei bem o que vos posso dizer, além de que vos adoro, mesmo, e que por mim, estaria ao vosso lado, fisicamente, todos os dias. Dar-vos-ia um abraço bem apertado quando chorassem e partilharia os vossos sorrisos e triunfos. Obrigada, por tudo, sempre.)
3.4.12
Haven't You Heard The Rumors ♥
Tudo o que é bom, é sol de pouca dura. Hás-de me explicar, como é que em 5 dias mudas de ideias, assim, num ápice. Hás-de dizer é o que raio é que eu tenho de errado para que uma pessoa não consiga "arcar" comigo mais do que uns meros dias. E ainda me hás-de dizer como é que, do dia para a noite, passas de "casa-te comigo, meu amor" para "estou confuso". Não compreendo, a sério que não.
E não me venhas dizer que estou a ser agressiva, porque isto não passa de espanto, perplexidade. E sabes que mais? Não sei se estou contigo, se estou sem ti, por isso mesmo, permaneço aqui, estagnada. À espera que dirijas as tuas palavras à minha alma. Mas afinal, o que é que se passou aí, nesse teu coração? Não consigo perceber se foi apenas uma discussão, se foi o fim. (Por favor, meu Príncipe, não deixes que seja o fim).
28.3.12
Well Shit At Least You Tried ♥
Não, não fora isso que prometera a si própria.
Prometera ao seu coração que iria deixar de doer. Que ouvir o seu nome já não causaria nenhum tipo de dor ou angústia. Prometera a si mesma deixar fora do seu coração aquilo que ainda restava dele, e seguir o seu próprio caminho, sem nunca mais se lembrar daquilo e de quem lhe tinha em tempos mutilado o coração, quase aniquilando os seus batimentos indefinidamente. Prometera. Assim como prometera manter-se no desapego. Mas não consegue. Não consegue deixar de sentir um arrepio cada vez que ouve o seu nome. Não consegue retrair uma lágrima cada vez que se engana, e se refere a ele como seu. Não consegue reprimir um esgar de dor cada vez que o vê, ao longe, e decide, para seu próprio bem, não se aproximar.
Independentemente de tudo isso, continua feliz. Talvez seja algo novo, alguém novo, que teima em pousar no seu coração, e tocar-lhe a alma. Talvez seja um simples brilho no olhar que a deixe feliz. Talvez seja o início do fim. Talvez seja apenas um percalço, e que o seu caminho continue escrito, nas ruas do esquecimento de quem, no fundo, já não se lembra. Nem que seja porque esse ser já não está lá, e deu lugar ao epítome do ódio renegado, maltratado e proferido entre dentes.
23.3.12
We Still Play Out In The Rain ♥
Olha em frente e perde o olhar no horizonte que se estende perante si. Pega num cigarro e leva-o aos lábios. Acende-o e sorve o fumo. Sente a boca invadida pelo trago amargo e seco do tabaco. Era como se tivesse bebido uma chávena de café forte. Sentiu-se um pouco zonza, e como sempre, isso dizia-lhe que o cigarro estava a fazer o seu efeito.
Adorava aquele sabor. Era toda uma parafernália de sabores e sensações que o resto do mundo desconhecia.
Acaba de fumar e apaga o cigarro com o pé. Sente o ímpeto de pegar em mais um, mas não o faz. Em vez disso, sai do sítio de onde está, quase em passo de corrida. O ar entrava-lhe por entre as fibras do fino casaco castanho. Doíam-lhe os pés, daqueles sapatos de tacão enorme. "Que se lixe, até gosto da sensação".
Abrandou o passo e sentou-se num banco de jardim. Tirou outro cigarro da mala, e mais uma vez, desfrutou da calma que lhe trazia. Pensou em tudo. E não pensou em nada.
Gotas pesadas de água começaram a cair. Nesse preciso momento, deixou cair o cigarro no chão molhado. Apagou-se imediatamente.
A chuva levou-lhe o sorriso. Camuflou-lhe as lágrimas. E depois? Depois fez o que sempre fizera. Devolveu-lhe tudo o que lhe tinha tirado e o que sempre lhe pertencera. O seu coração.
22.3.12
Past The Point Of No Return ♥
E é um desapego tal que não me incomoda a mente nem o coração.
Reconheço que raramente sou fria para quem me magoa. Mas tenho limites.
Odiando fazê-lo, quebro as minhas promessas. Mas é para o meu próprio bem, por isso, faço-o. Coisa rara, que o meu engenho estranha e quer contrariar. Mas não posso deixar que isso aconteça. Passei o ponto sem retorno, ou pelo menos, esforço-me para o fazer.
Preciso de eliminar de vez as réstias de sofrimento que me tatuaram no coração. É um processo doloroso. Foi um processo doloroso, digo. Porque já nada aqui resta. Nada do que me fez chorar. Nada do que me fez duvidar do meu sorriso.
É complicado abdicar das promessas outrora feitas. Para mim, é. O ser humano é um ser egoísta, que fará tudo para se proteger a si próprio e salvaguardar o seu coração, e remei muito tempo contra essa maré.
Preciso de me proteger. Ou então colapso. E isso, desprezo.
Passei o ponto sem retorno. E não me incomoda a mente nem o coração.
27.1.12
It Takes An Ocean Not To Break ♥
Avô, a tua ausência marcou-me mais do que eu esperava.
A dor que sinto é muito superior àquela que gostava que o meu coração suportasse. Não penses que te queria esquecer, ou que queria ficar indiferente à tua partida; mas também não me queria sentir assim.
Estou permanentemente à beira das lágrimas. Não há um dia em que não chore. Tenho saudades tuas. Da tua voz. E o facto de saber que NUNCA mais vou poder ouvir a tua voz quando me chamavas "pequenina", dói tanto tanto. Custa-me respirar só de saber que nunca mais vou poder sentir os teus braços protectores à minha volta. Tenho os olhos a arder de tanto tentar conter as lágrimas que querem transbordar dos meus olhos castanhos. Castanhos escuros, como os teus.
Tenho saudades tuas. Arrependo-me de não ter passado tanto tempo quanto devia contigo. Enquanto podia. Sinto-me culpada. E essa culpa corrói-me por dentro. Acho que nunca senti nada tão mau assim.
Meu Deus! Eu queria tanto, mas tanto poder ter-te aqui comigo outra vez! Partiste tão repentinamente... Não deste tempo para que me pudesse mentalizar que nunca mais iria ver-te. E isso não é justo para nenhum de nós.
Eu sempre disse que se pudesse voltar atrás no tempo... bem, não voltava, nem alterava nada, mas agora, dava tudo de mim para poder regressar aos segundos, aos dias, aos anos que já passaram, só para poder ter-te comigo novamente, avô. Apetece-me gritar aos quatro cantos do Mundo "Volta, por favor!", mas para quê? Não iria adiantar de nada.
Será que estás a olhar por mim? Será que estás bem?
Oh, e já estou a chorar outra vez... Porquê?! Porque é que isto me afecta tanto? Não devia! Não podia! Tudo desabou, e porquê? Será que sou eu que sou fraca ou és tu que és uma luz muito mais forte, avô?
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