pour toujours

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4.2.12

Lights Will Guide You Home ♥


Todos os pedacinhos que me foram sendo retirados, tudo o que de mim levaram, paira no ar. E eu quero agarrar essas partículas e voltar a ser quem era, mas as sombras puxam-me para baixo. Vejo tudo aquilo que vivi, todas as memórias que tenho na mente, como fotografias espalhadas no chão, mas apenas consigo agarrar as más, as que me fizeram sofrer. Por mais que tente alcançar a felicidade, ela escapa-se por entre os meus dedos, como se de areia fina se tratasse. 
Dou um passo em frente, decidida a continuar o meu caminho, mas sou empurrada para trás, e caio. O meu corpo não sofre, e a minha boca não profere um único som,  mas por dentro, choro, grito, suplico ao meu mecanismo que não se deixe afectar. Que continue, com brio e cuidado, a funcionar. Mas talvez lhe peça algo impossível. Ele teima em falhar. Teima em reflectir tudo aquilo que fazem comigo. As minhas luzes? São poucas, e eu não consigo ver o caminho, apenas vou distinguindo os contornos daquilo que me espera. Estou grata por existirem, e por me darem tudo de si, mas também precisam de alumiar o seu caminho, e não lhes posso pedir para que me dêem mais do que já dão. 
Obrigada por existirem. 

1.2.12

Can I Make It Better? ♥


Avô,
Faz hoje um mês que partiste. Não me via a fazer outra coisa a estas horas, senão escrever-te. Desde que partiste, deixaste em mim um vazio muito grande. Maior do que esperava. É verdade. É verdade que nunca fomos muito próximos. É verdade que não foste o avô mais presente. E também é verdade que eu provavelmente, não fui a melhor neta. Mas sabes o que é que também é verdade? O facto de eu sentir a tua falta. Porque sinto. E sei que haverá muita gente a perguntar-(m)se "Então e por que razão não tentaste aproximar-te do teu avô enquanto ainda era tempo? Porque é que só agora lhe mostras todo esse carinho?". Ou talvez seja só eu.
Mas sinceramente, não sei. Talvez tivesse medo da tua reacção. Sempre foste um homem severo, e eu tinha receio que menosprezasses o meu carinho por ti. 
Há pouco tempo, a avó confidenciou-me que nunca te ias deitar sem antes passar, ao de leve e com ternura, a mão no meu retrato que tinhas na tua mesa de cabeceira.
Algumas lágrimas fugiram dos meus olhos quando ela me disse isso. Foram cair na fotografia nossa que tinha nas mãos. Oh... tu eras meu avô. E eu era tua neta.
Como pude ser capaz de duvidar que receberias de braços abertos um gesto do meu apreço? Tenho tantos arrependimentos guardados no meu coração. Tantos. Estão guardados bem lá no alto, para que eu nunca lhes chegue e nunca os consiga afugentar daqui. E eu queria poder recomeçar tudo de novo. Queria poder ver-te outra vez e saldar esta dívida que tenho para com o teu coração, avô.
Queria poder abraçar-te, só mais uma vez.
Tivesse eu percebido mais cedo, o quão importante realmente eras (és) para mim, teria feito muita coisa diferente. Muita mesmo. E não me importa o "efeito borboleta", porque eu alterava todo o meu presente e aniquilava todo o meu futuro, se pudesse ser a neta que queria. Por um dia que fosse.
Tu ainda vives, avô. No meu coração. E naquela fotografia que eu tenho agora pendurada na parede do meu quarto. Tu ainda vives, naquela tinta e naquele papel com a nossa imagem gravada.
E tu viverás sempre.
Porque eu sou tua neta.
E tu és meu avô.

27.1.12

It Takes An Ocean Not To Break ♥


Avô, a tua ausência marcou-me mais do que eu esperava.
A dor que sinto é muito superior àquela que gostava que o meu coração suportasse. Não penses que te queria esquecer, ou que queria ficar indiferente à tua partida; mas também não me queria sentir assim. 
Estou permanentemente à beira das lágrimas. Não há um dia em que não chore. Tenho saudades tuas. Da tua voz. E o facto de saber que NUNCA mais vou poder ouvir a tua voz quando me chamavas "pequenina", dói tanto tanto. Custa-me respirar só de saber que nunca mais vou poder sentir os teus braços protectores à minha volta. Tenho os olhos a arder de tanto tentar conter as lágrimas que querem transbordar dos meus olhos castanhos. Castanhos escuros, como os teus.
Tenho saudades tuas. Arrependo-me de não ter passado tanto tempo quanto devia contigo. Enquanto podia. Sinto-me culpada. E essa culpa corrói-me por dentro. Acho que nunca senti nada tão mau assim.
Meu Deus! Eu queria tanto, mas tanto poder ter-te aqui comigo outra vez! Partiste tão repentinamente... Não deste tempo para que  me pudesse mentalizar que nunca mais iria ver-te. E isso não é justo para nenhum de nós.
Eu sempre disse que se pudesse voltar atrás no tempo... bem, não voltava, nem alterava nada, mas agora, dava tudo de mim para poder regressar aos segundos, aos dias, aos anos que já passaram, só para poder ter-te comigo novamente, avô. Apetece-me gritar aos quatro cantos do Mundo "Volta, por favor!", mas para quê? Não iria adiantar de nada.
Será que estás a olhar por mim? Será que estás bem?
Oh, e já estou a chorar outra vez... Porquê?! Porque é que isto me afecta tanto? Não devia! Não podia! Tudo desabou, e porquê? Será que sou eu que sou fraca ou és tu que és uma luz muito mais forte, avô?   
  

1.1.12

Até Sempre ♥


Antes demais (e de novo) Bom Ano, queridos seguidores :)
Espero que tenham entrado em 2012 em beleza! 

Oh, e eu queria que o meu primeiro post de 2012 fosse alegre e cheio de notícias boas, ou pelo menos, mais inspirado, mas não consigo, perdoem-me.
Tive a pior notícia possível, no primeiro dia de 2012... O meu avô não ficou bem. E... bem, eu não consigo sequer escrever a palavra, mas acredito que ele esteja agora num sítio melhor, ou pelo menos, quero acreditar nisso. 
Eu... eu não sei bem o que hei-de dizer, ou escrever. Estas situações por vezes tiram-nos as palavras,  mas eu precisava de vir aqui ao blog. Sinto-me confortável aqui, protegida, compreendida.
E não sei se hei-de dirigir estas palavras a ninguém, aquele sujeito indefinido tantas vezes utilizado, a vós, ou a ti, avô. Talvez para ti, já que tenho a (ténue) esperança que me estejas a ouvir.

Avô, desculpa a falta de palavras. Sabes? Arrependo-me de ter vindo fazer a passagem de ano com os meus tios... Queria ter estado contigo, agora que sei que nunca mais te vou poder ver, ouvir ou abraçar. Perdoa-me, por favor. 
Eu sei que estás melhor assim; melhor no sítio onde estás, onde quer que esse sítio seja, mas custa, custa muito ter de te dizer um adeus definitivo. Sabes o que devíamos fazer? Transformar esse "adeus" num "até sempre", porque sei que estarás sempre, sempre comigo. E eu estarei sempre contigo. A tua menina, a tua pequenina. Sempre.
Não sei se acredito numa vida depois da morte, na reencarnação, no Céu, no Inferno... Em pequena, acreditava piamente em tudo isso, mas depois, cresci, e descobri que quando somos enterrados, na terra suja e escura dos cemitérios, o nosso corpo começa a decompor-se e... pronto. Mas sabes? Acho que com isto, o meu coração é obrigado a acreditar que estejas bem, e que me estejas a ver; mas se não estás (por favor, que estejas), espero que em vida, tenhas sabido que te amo, muito.
Até sempre, Avô.

30.12.11

Please, Be Safe ♥

(Imagem com direitos de autor!)

Avô, escrevo hoje para ti, mas sinceramente, não sei que palavras te hei-de dirigir.
Nunca fomos muito próximos. Sempre me disseram, tu e a avó, que me amam muito, e eu não duvido disso, mas gostava, que às vezes, fizessem algo que o provasse. Uma visita surpresa? Ou então, uma visita apenas. Pois, bem sei que agora é impossível, com o avô neste estado em que está, mas ele nem sempre esteve assim, pois não? Nos meus 14 anos de vida, sei que quase nunca vieram cá a casa. E também sei que não foi por falta de convites, nem de vontade; pelo menos da minha parte e dos meus pais. E não moram longe.
E este Natal? Assim como os dois ou três últimos, recusaram-se a passá-lo connosco. Porquê? "Estamos muito cansados. Mas amamo-vos muito.". Sim, eu também vos amo, aos dois; mas avô, eu sei o que os médicos dizem. Dizem para nos irmos preparando, porque não deves ficar muito mais tempo entre nós. E embora os meus pais não me queiram adiantar muitos pormenores, eu vou ouvindo as conversas. E vejo o estado em que estás, com os meus próprios olhos, cada vez que os meus pais me levam a vossa casa. 
E sabes, avô? Acho que o meu maior desgosto, é saber que não me vais ver acabar a Universidade, como tanto querias. E apesar de não seres o avô mais presente, eu amo-te, e amar-te-ei sempre. E agora, por favor, fica bem.