Não, não fora isso que prometera a si própria.
Prometera ao seu coração que iria deixar de doer. Que ouvir o seu nome já não causaria nenhum tipo de dor ou angústia. Prometera a si mesma deixar fora do seu coração aquilo que ainda restava dele, e seguir o seu próprio caminho, sem nunca mais se lembrar daquilo e de quem lhe tinha em tempos mutilado o coração, quase aniquilando os seus batimentos indefinidamente. Prometera. Assim como prometera manter-se no desapego. Mas não consegue. Não consegue deixar de sentir um arrepio cada vez que ouve o seu nome. Não consegue retrair uma lágrima cada vez que se engana, e se refere a ele como seu. Não consegue reprimir um esgar de dor cada vez que o vê, ao longe, e decide, para seu próprio bem, não se aproximar.
Independentemente de tudo isso, continua feliz. Talvez seja algo novo, alguém novo, que teima em pousar no seu coração, e tocar-lhe a alma. Talvez seja um simples brilho no olhar que a deixe feliz. Talvez seja o início do fim. Talvez seja apenas um percalço, e que o seu caminho continue escrito, nas ruas do esquecimento de quem, no fundo, já não se lembra. Nem que seja porque esse ser já não está lá, e deu lugar ao epítome do ódio renegado, maltratado e proferido entre dentes.








