pour toujours

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28.3.12

Well Shit At Least You Tried ♥



Não, não fora isso que prometera a si própria.
Prometera ao seu coração que iria deixar de doer. Que ouvir o seu nome já não causaria nenhum tipo de dor ou angústia. Prometera a si mesma deixar fora do seu coração aquilo que ainda restava dele, e seguir o seu próprio caminho, sem nunca mais se lembrar daquilo e de quem lhe tinha em tempos mutilado o coração, quase aniquilando os seus batimentos indefinidamente. Prometera. Assim como prometera manter-se no desapego. Mas não consegue. Não consegue deixar de sentir um arrepio cada vez que ouve o seu nome. Não consegue retrair uma lágrima cada vez que se engana, e se refere a ele como seu. Não consegue reprimir um esgar de dor cada vez que o vê, ao longe, e decide, para seu próprio bem, não se aproximar. 
Independentemente de tudo isso, continua feliz. Talvez seja algo novo, alguém novo, que teima em pousar no seu coração, e tocar-lhe a alma. Talvez seja um simples brilho no olhar que a deixe feliz. Talvez seja o início do fim. Talvez seja apenas um percalço, e que o seu caminho continue escrito, nas ruas do esquecimento de quem, no fundo, já não se lembra. Nem que seja porque esse ser já não está lá, e deu lugar ao epítome do  ódio renegado, maltratado e proferido entre dentes.

25.3.12

I Tell My Love Wreck It All ♥


Via o sorriso desenhado no seu rosto. Os olhos, brilhando docemente, por entre todas as memórias que já vivera. O cabelo, outrora baço, irradiava agora luz. A boca, com os lábios pequenos e rosados, era o cerne de tudo. Por entre cada uma das suas feições, conseguia descortinar as palavras que nunca dissera. Os beijos que nunca dera. Nos seus braços, adivinhava os corpos que nunca segurara. As mãos, ainda quentes do calor outrora partilhado, encontravam-se agora vazias. Abertas, na esperança de que algum ser quisesse dividir os seus átomos consigo. Enquanto tal não acontecia, aguardava, pacientemente, como quem espera pela vida.
Sentia no ar em seu redor o perfume, sempre forte, de quem um dia lhe limpara as lágrimas que não mais escorreram dos seus olhos infantis. Ouvia ainda todas as melodias trocadas com o aparelho vocal que pertencera em dias à sua outra metade, em tons graves e agudos, que iam sendo inventadas na escala musical. Tudo se resumia às vivências que hoje não passavam de recordações. De meros suspiros lançados ao vento. Tudo se resumia a um tornado de sensações que nunca na sua vida teria impedido de seguir o seu curso. Tudo se resumia a nada. 
Afastou-se do espelho.

22.3.12

Past The Point Of No Return ♥


E é um desapego tal que não me incomoda a mente nem o coração.
Reconheço que raramente sou fria para quem me magoa. Mas tenho limites.
Odiando fazê-lo, quebro as minhas promessas. Mas é para o meu próprio bem, por isso, faço-o. Coisa rara, que o meu engenho estranha e quer contrariar. Mas não posso deixar que isso aconteça. Passei o ponto sem retorno, ou pelo menos, esforço-me para o fazer.
Preciso de eliminar de vez as réstias de sofrimento que me tatuaram no coração. É um processo doloroso. Foi um processo doloroso, digo. Porque já nada aqui resta. Nada do que me fez chorar. Nada do que me fez duvidar do meu sorriso. 
É complicado abdicar das promessas outrora feitas. Para mim, é. O ser humano é um ser egoísta, que fará tudo para se proteger a si próprio e salvaguardar o seu coração, e remei muito tempo contra essa maré. 
Preciso de me proteger. Ou então colapso. E isso, desprezo.
Passei o ponto sem retorno. E não me incomoda a mente nem o coração.  

15.3.12

Tell Me All The Things You Want To Do ♥



Parou.
Numa rua deserta.
Estava cansada. Cansada de tudo.
Não parara um segundo desde que saíra. 
Os ares estavam pesados, como que adivinhando mais uma chuvada, ou talvez algo mais. E a vegetação que via a seu lado era mortiça, como se nunca tivesse sequer florescido. Ouvia algo, mas talvez fosse a sua imaginação. 
Não se lembrava como fora ali parar... Não tinha nada a não ser um casaco, uma caneta e um caderno. E um chapéu-de-chuva imaginado.
Teria começado esta viagem para escrever? Desenhar? Fugir? 
Fugir de quem? De quê?
De si própria, talvez.
Mas já nem isso sabe...
Não fora feita para entender os recantos da sua mente. Retorcida e complicada. Como a arquitectura de uma igreja.
Sentou-se. No chão. Ali mesmo. No asfalto molhado e frio.
Sentou-se, para nunca mais ter de se levantar. 
Para ficar ali para sempre. Isolada de tudo, no sossego.
Começara a chover.
A chuva não a incomodava, muito pelo contrário, sempre achara que lhe fazia bem. Para limpar as ideias, e levar todo o pessimismo numa enxurrada. E seria precisamente isso que faria, mais uma vez.
Sim, a chuva sempre lhe fizera bem.

14.3.12

Louder Than Bells ♥


Há muito tempo que não se sentia assim. Enquanto bebericava um pouco do café quente que acabara de fazer, observou a sala à sua volta. Num canto, uma pequena mesa, repleta de revistas e manuais de fotografia. Do lado esquerdo da mesa, via-se uma janela, redonda, com vista para a rua em frente. Aproximou-se da janela e observou o mundo exterior. Estava uma noite escura, e a única presença luminosa era a lâmpada tremeluzente de um candeeiro de rua. Na estrada, alguns carros iam passando, em intervalos de tempo irregulares. Desviou o olhar da janela. Pegou num dos manuais e folheou-o rapidamente, prestando atenção apenas às cores presentes nas imagens. De repente, parou bruscamente numa das páginas e observou a fotografia aí contida. Era a imagem de uma rapariga, extremamente parecida com ela. A rapariga sorria, e tinha os longos cabelos repletos de flores. Margaridas. Arrancou a folha, com cuidado, e com fita-cola, colou-a na parede. Aquela, era a imagem do que sentia. Um sorriso no rosto, e o cabelo repleto de flores. A liberdade  que pairava no seu olhar. E há muito tempo que não se sentia assim.  

11.3.12

Yet I'm Cold To The Core ♥


Às vezes, ando pela casa, e do nada, apareces na minha mente. Tu e um enorme conjunto de perguntas. Pergunto-me o que terei feito de errado para que não me amasses. Pergunto-me o que foi que te passou pela cabeça da primeira vez que disseste que me amavas e quando decidiste separar-nos. A minha cabeça dá voltas e voltas, sem nunca conseguir arranjar uma solução para uma tão complicada e inexplicável equação. As tuas atitudes são uma incógnita, e os meus pensamentos, a multiplicação de todas as perguntas que deixaste na minha mente e no meu coração. 
Sempre gostei de desafios, mas este é demasiado complicado para que o consiga desvendar. Tu és demasiado complicado para que eu consiga perceber onde raio é que tinhas a cabeça quando me mentiste daquela maneira. Quando iludiste os meus sentidos e fizeste com que me apaixonasse por ti. Que merda é que foste fazer?
Mas enfim, o que está feito, feito está, e não preciso que venhas soltar o nó que deste na minha cabeça. Aliás, mesmo que precisasse, não virias. Tu és assim mesmo. Eu mesma o soltarei, e farei dele um laço, para tentar embelezar o negrume, as feridas e as blasfémias. 
Sabes uma coisa? Eu tanto lutei para arranjar uma mera resposta, que percebi que simplesmente, há coisas que não se explicam. E tu és uma delas. A única coisa que posso fazer para ter uma pequena luz, um pequeno vislumbre da solução é ignorar. Atirar(-te) para trás das costas e seguir caminho. Porque, mesmo sem resposta, já percebi que eu não fiz nada de errado. Foste só mesmo tu que conseguiste destruir o que quer que tenhamos começado a construir. Se é que começámos a construir alguma coisa. 
Já lá vão os tempos em que julgava que existiam seres humanos que roçavam a perfeição. 

1.3.12

Once Upon A Time There Was Light In My Life ♥


Meu amor, meu anjo, desculpa.
Porque eu sei que darias tudo de ti para que eu voltasse a ter uma réstia que fosse de mim. 
Eu é que sou estúpida, e nem mesmo quando tenho o teu sorriso à minha frente e as tuas palavras prontas para aconchegar a minha dor, sou capaz de te dizer o vazio que sinto cá dentro. 
Só te queria agradecer por tudo o que já fizeste pela minha pessoa, e ainda mais por tudo o que tentas fazer, perante o meu semblante taciturno e sombrio. Obrigada por seres das poucas pessoas que ainda tenta arrancar um sorriso do meu rosto, por onde as lágrimas mais têm corrido. 
É só mesmo para dizer que te amo, e que espero que a chuva não te tenha levado para longe de mim e do meu engenho. Sempre, franjinhas.

24.2.12

I Don't Wanna Waste The Weekend ♥


Olha para ela. Sabes o que perdeste?
Perdeste a rapariga que agora sorri. Perdeste a rapariga dos saltos altos e da maquilhagem. A rapariga das camisolas com mensagens inspiradoras. Perdeste a rapariga que escreve e que já conseguiu concretizar um dos seus sonhos. Perdeste aquela miúda que canta só porque sim. Que ouve música clássica uns bons decibéis acima do recomendado.
Perdeste a menina triste, que chorou muito, é verdade, mas sei que quererias consolá-la. Perdeste a menina que ainda chora, mas que não deixa que uma única lágrima seja derramada por ti.
Perdeste a rapariga das unhas multicolor e que é viciada em brincos. Perdeste a "miúda do inglês". Perdeste a rapariga desastrada que não sabe dançar, mas mesmo assim, sonha que é bailarina. Perdeste a miúda dos vans verde-água que usa como sapatilhas de ballet. Perdeste a rapariga que idolatra a Marylin e a Audrey e que passa a vida a cantar Adele. Perdeste o sorriso dela. Tiveste tudo na mão, mas perdeste aquilo que de mais precioso tinhas na tua posse. O coração dela. E esse, não voltará a ti. Não porque tu não o queres, mas porque ela assim o decide.
Perdeste quem ela era, quem ela é e quem ela será. E quando olhares para trás, percebe que foste apenas tu que a perdeste, não foi ela que desapareceu.

23.2.12

Behind The Tears ♥


É verdade. Há tantas palavras que te poderia dirigir, Princesa, mas nenhum número seria suficiente. Ou nenhum conjunto de vocábulos seria suficientemente bom para descrever o que sinto, cá dentro, no meu coração.
Pudemos finalmente ver-nos. De corpo e alma. Pude finalmente abraçar-te e sentir que estamos juntas.
E passou tudo tão depressa... Vieste ao meu encontro, e, quando pestanejei, já estava a dar-te um abraço apertado, em jeito de despedida, e a conter uma lágrima de saudade, antes mesmo de deixares o meu campo de visão. 
Mas não foi tão bom, Princesa? Não foi tão reconfortante saber que ambas existimos, na vida uma da outra?
Olha Princesa, eu amo-te, sempre. E sabes? 21 de Fevereiro não é apenas o meu dia; é o nosso dia, e para o infinito o será.