É como andar sobre vidros partidos. Pensar no que fazer.
É doloroso, e quiçá desnecessário, porque a minha decisão estava tomada desde o início. É uma dor imposta por mim mesma, porque eu sempre soube o que queria fazer. A minha decisão mantém-se. A minha muralha continua erguida. Continua forte, e eu, dentro dela, protegida. Dentro da redoma do meu orgulho.
Continuarei no silêncio, no exílio, no túnel. O meu corpo permanecerá onde está. A minha mente, essa, vagueará, mas manter-se-á fiel. Fiel aos seus próprios princípios improvisados. Afinal, há sempre uma primeira vez para tudo, não é?
