pour toujours

26.8.15

We Can Make Love


Já te disse mais de um milhão de vezes que amar-te é simples. Tão simples, mesmo quando eu sou a pessoa mais complicada à face da Terra. Amo amar-te. Amo ter-te. Quem disse que querer ter não é amar, não sabia no que consiste o amor. Amar é precisamente querer ter. Querer ter perto a toda a hora, querer tocar, querer provar, querer sentir. Querer saber de cor cada recanto da outra pessoa, decorar as suas expressões e os segredos que só são descobertos de madrugada. Amar é querer conhecer com a alma, com as mãos e com a língua. E é isso que nos faz ter outra pessoa. E admito que gosto tanto de te ter. Gosto de te conhecer como mais ninguém conhece. Gosto de saber exatamente o que te leva à loucura. Gosto de ter a certeza do que estás a pensar quando paras e olhas para mim ou quando ficas calado, encostado ao balcão da cozinha com uma chávena de café. Gosto da nossa euforia dos beijos, da pele colada e da respiração ofegante. De a seguir poder passear-me pela casa de cuecas com a tua camisola vestida. Mas gosto ainda mais de me poder sentar logo de seguida no sofá contigo a ver um programa qualquer de carros enquanto me fazes festas no cabelo e me falas em receitas de gin ou me contas como foi o dia no trabalho. Gosto da nossa simplicidade. Gosto até de estar deitada contigo no sofá a ver uma novela qualquer. Sei que a noite acaba como quisermos. Podemos acabar com a roupa espalhada pelo chão e abraçados num só. Mas também podemos acabar a dormir nos braços um do outro, com o genérico da novela como barulho de fundo, que ninguém se dá ao trabalho de desligar a televisão. Somos felizes de qualquer maneira. Continuamos a ter-nos. Acordados ou a dormir, vestidos ou despidos, colados ou cada um no seu lado da cama. Amor é ter sim. É ter o teu corpo nos meus braços, o teu sorriso nos meus olhos e a tua entrega na minha alma. É teres os meus beijos no teu pescoço, os meus medos nas tuas mãos e a minha felicidade todos os dias contigo. Amamo-nos, por isso é que nos temos. E que seja sempre assim!

13.8.15

God, You Held My Hand And We Stand Just Taking In Everything


Desculpa por ser a chata que sou. A miúda complicada e cheia de problemas. A miúda cheia de inseguranças que ninguém vê e de perguntas que ninguém sabe responder. Desculpa por te pedir desculpa. E ao mesmo tempo sou a mulher decidida, cheia de garra e que luta por aquilo que quer, que enfrenta e move mundos e fundos para cumprir os seus objetivos. A mulher segura de si mesma e plenamente confiante nas suas capacidades. Que, de vez em quando, acorda e saber que vai conquistar o mundo. Que sabe que te consegue enlouquecer só com um olhar. Sou meia bipolar, mas normalmente ninguém vê o meu lado mais vulnerável. Acho que já te disse uma vez que tinha medo de me apaixonar porque é aí que ficamos mais vulneráveis. É aí que nos entregamos completamente a uma pessoa, corpo e alma. Quando alguém conhece os nossos maiores medo, os nossos sonhos mais grandiosos. Sim, porque, como sabes, não tenho meio termo. Para mim, apaixonar-me é dar tudo o que tenho a outra pessoa. É despir-me completamente. É essa a verdadeira essência do amor. Por motivos de força maior, por atração cósmica ou interveniência de Deus, apaixonei-me por ti. E isso significa que levas com o bom e o mau de mim. Os defeitos e as qualidades. As birras e as crises de romantismo. Significa que tens de me aturar quando choro, quando sou estúpida e quando discuto. Mas também quer dizer vais estar lá quando tenho ataques de riso, quando digo que te amo e quando me apetece ir passear em Belém. Podia dizer que tens o azar de ter de levar com isso tudo, mas deixa-me ser senhora de mim mesma e do meu nariz e dizer que tens uma sorte que nem te passa pela cabeça. Tens a sorte de eu me ter apaixonado por ti, de querer passar o resto da minha vida nos teus braços. Deixa-me dizer que de vez em quando tenho noção do que valho. Deixa-me ser convencida e dizer-te que não me apaixono por qualquer um porque não sou qualquer uma. Mas deixa-me lembrar-te que, se tu tens sorte em me ter, eu também tenho sorte por te ter. Eu também tenho a sorte de ter um homem como tu. Que me ama e que eu amo. Que me quer e que eu quero. Que me atura, que me mima, que me acalma. Que me faz sentir linda e sexy nos dias em que eu não acho que o seja. Temos a sorte de nos termos encontrado, de nos termos compreendido mutuamente e de nos sabermos amar como mais ninguém algum dia poderia saber. Sou uma miúda com sorte. Ou uma mulher, o que me quiseres chamar. Tenho o homem dos meus sonhos comigo.