pour toujours

19.4.15

You're My Favourite Kind Of Night


Gostava de saber escrever acerca daquilo que o teu sorriso me faz, mas não consigo. Perdi todas as palavras que te poderia dirigir, todo o conjunto de adjetivos que te poderia atribuir ficaram presos na tua aura e nessa sensação de plenitude com que me preenches. Podia escrever-te todas as cartas do mundo, podia oferecer-te todas as palavras que tenho, mas quero-te para a eternidade. Quero-te enquanto souber quem sou. Promete-me apenas que quando me esquecer o do meu nome, me relembras do teu. Se eu te disser que possuis todo o espaço em meu redor, acreditas em mim? Não há mais nenhum olhar que eu queira que me encare, mais nenhum sorriso que me preencha, mais nenhum corpo que me toque. Corações descompassados, ao mesmo ritmo, na mesma batida e na mesma música. Estamos em contratempo mas isso não interessa a mais ninguém. Só a nós. Só nós.

21.3.15

When We Collide We Come Together


Nunca aprendi a escrever sobre algo que não fosse o amor ou a desilusão. Costumava considerar-me uma escritora razoável. Hoje, já nem escritora sou. Não sou nada quando já não sei organizar os meus próprios pensamentos. Fui deixando tudo isso morrer aos poucos. Não o fiz propositadamente, mas deixei de ter algo para escrever. Deixei de ter tema, deixei de ter inspiração. Não sei o que faço aqui, neste espaço, neste canto que um dia foi mais a minha casa do que as quatro paredes que me circundam. Provavelmente, já desisti de tentar há muito, mas nem eu tenho exatamente a certeza disso. Apaixonei-me. Duas vezes. E das duas vezes esse fogo se apagou. Dizem que só nos apaixonamos duas vezes na vida inteira. Já escrevi o suficiente para duas vidas. Talvez nunca mais venha a conseguir escrever cartas de amor. "Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, e o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatro paredes".