Queria escrever mas não queria que fosses o meu tema. Queria escrever o que quer que fosse que não tivesse um resquício de ti. Gostava de ainda saber o que fazer com as palavras sem ser uni-las para me sentir mais unida a ti. Unida talvez como nunca estive. As coisas já não fazem sentido. Aliás, já nada faz sentido, não se não estiver contigo. Nunca estou contigo. Nunca mais vou estar contigo por isso, é justo dizer que o que resta do que restou já não fará mais sentido para mim. Este texto está tão mau... Começo a achar que já nem quando falo de ti as palavras me saem bonitas. Mal saem, à força ou não, a verdade é que permanecem isoladas no mesmo sítio de há já uns meses. E eu aqui também. Aqui sem te ter ao meu lado. Aqui sem te poder tocar, sem te poder ter. Talvez nunca te tenha tido e tenha imaginado tudo. Mais ainda do que aquilo que imagino e adivinho por entre as palavras que não me dizes. Palavras, palavras, palavras. Quantas vezes é que já repeti isto? Começas a soar-me a redundância. Estes últimos dois anos são puros pleonasmos. Ou putas de redundâncias. Escrevo, escrevo e não digo nada de jeito. Claro que não. Não posso inventar novos vocábulos. Como é que se inventam histórias de um livro que já acabou faz tempo? Preferia estar na rua. Estar ao frio. Ainda sinto frio. Na ausência do teu toque, o ar frio da noite bofeteia-me os sentidos. Já não te sinto. Talvez o teu perfume seja a única coisa tua que permanece comigo. Estou farta de ter a mesma conversa comigo mesma vezes sem conta. Já perdi o rumo aos teus lumes. Já perdi tudo. Quero sentir-me viva outra vez, mas nada me acende. Acende-me, por favor. Acorda-me, ama-me, pede-me, tem-me. Porque mais ninguém conseguirá. Viciei-me em ti e sequei.
5.1.15
28.12.14
The Heart Wants What It Wants
Eu menti. Menti quando disse que não te amava mais. Menti quando disse que me eras completamente indiferente. A verdade é que não faço a mínima ideia do que é ser feliz sem ti aqui. Fiz tanto na esperança que as coisas mudassem que cheguei ao meu ponto de rotura e passei a fazer de tudo para que me odiasses. Deixei de me querer preocupar contigo e achei que uma grande discussão meio encenada fosse o suficiente para te apagar de mim. Mas não foi. E olha para mim, a três dias de acabar o ano e a chorar por uma coisa que acabou há dois anos. Quero arrancar-te de mim, nem que seja à força. Faço o que for preciso para te tirar da cabeça. Mato cada célula do meu corpo, esfrego-o até não sentir mais o teu toque. Selo os lábios para que o teu sabor nunca mais desapareça de mim. Quero-te como sempre te quis, amo-te como se deve amar, loucamente, mais do que a vida em si e de forma cega e incondicional. Não fiquei melhor em esquecer-te, fiquei melhor em fingir que não me arrepio cada vez que oiço a tua voz. És a única pessoa que alguma vez me fez sentir bonita, por dentro e por fora, viva os clichés. Se me dissesses neste preciso momento "amo-te, foge comigo", eu saía de casa sem maquilhagem e sem malas. Matas-me de amor. Morro de saudades.
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