Não sou de meias palavras nem de meios termos. Não sou de meias paixões, mas ainda menos de me entregar à primeira palavra de amor. Não confio nos outros nem espero que confiem em mim. Sou fria. Mais do que devia, por vezes, mas gosto de o ser. A maioria das pessoas não valem o meu tempo e apenas o dispenso àqueles que me provam, dia após dia, que precisam tanto de mim como eu preciso deles. Já apanhei desilusões daquelas que te fazem não querer sair de casa, não querer comer e nem sequer levantar da cama. Já confiei cegamente em quem não devia e me fodeu à grande. Perdi amigos, perdi amores, perdi o norte, mas não sou de ficar de braços cruzados quando me mandam ao chão. Posso lá ficar durante tempo indeterminado, mas volto sempre com mais força, mais experiência e mais vontade de provar que sou capaz de fazer o que quer que seja. Quando gosto, gosto a sério, baixo o orgulho, baixo as armas, mas a minha dignidade, ninguém ma tira. Já fiz centenas de coisas que não devia, já cometi erros que só a mim me posso culpar, mas, os piores, fi-los por amor e não me arrependo. Não sigo em frente antes de tentar até à última hipótese, mas quando desisto verdadeiramente, sou das que não volta. Sou das que deixa um pedaço de si em cada pessoa que amou, que as marca e as faz odiar-me com tanta intensidade como me amaram. Sou das que deixa saudades, mas que as sentes a dobrar. Sou uma pessoa complicada, mas gosto que me descompliquem. Sou um livro aberto, mas estou escrita na única língua que não sabes falar. Fui feita para o amor, mas não para estar apaixonada. Fui feita para isto, para, frases feitas à parte, ser amada por poucos e odiada por muitos.
18.9.14
27.8.14
Cups Of The Rosé ♥
Ando a embebedar-me todas as noites há cinco dias. Sempre me sais do pensamento por umas horas. Não totalmente, mas o teu rosto não se torna tão habitual como quando estou sóbria. Estar sóbria e pensar em ti custa-me mais do que se o fizer com álcool no sangue. Por isso, prefiro beber. Prefiro comprar uma garrafa de vinho e deixar que essa se torne na minha rotina noturna. Nunca pensei que a minha paz de alma residisse no álcool. É estranhamente confortável, não sentir nada por umas horas, ver o mundo andar à roda e sentir o corpo pesado a levitar. É reconfortante fechar os olhos e sentir-me tonta. Adormeci com uma mistura estranha entre um sorriso e lágrimas. Já me tinha esquecido do cheiro do teu perfume e a minha almofada cheirava exatamente como tu. As saudades que tinha desse aroma... Queria mais que tudo que tivesses medo de deixar-me sozinha com os meus pensamentos, queria que te preocupasses comigo, queria que tomasses conta de mim quando eu não sei bem quem sou ou o que faço. Mas não estás aqui e tem de existir alguém que o faça por ti.
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