pour toujours

22.8.14

And I Still Hold Your Hand In Mine When I'm Asleep ♥


Gostava sinceramente de saber se acreditaste numa palavra que seja daquilo que te disse. Gostava de saber se te magoei tão profundamente quanto me magoaste. No início, era esse o meu único propósito: fazer-te sentir descartável e inútil. No entanto, acabei por me aperceber que, se me odiasses, talvez fosse mais fácil esquecer-te, deixar de te amar e sair deste ciclo vicioso que nos consome. Talvez tenha resultado para ti, mas eu continuo fatalmente apaixonada por ti. Fatal é, provavelmente, o melhor adjetivo para descrever toda a nossa história; desde o momento em que os nossos lábios se tocaram pela primeira vez e o meu coração parou por uns segundos, até à primeira vez que te disse que te amava, lágrimas a escorrerem-me pelo rosto. Mortal, quando me falaste pela primeira vez do teu irmão ou quando, no meio do Campo Pequeno, te ajoelhaste à minha frente e cantaste para mim. Cada instante que relembro é uma bala que me atravessa o peito, a cabeça, os braços, as pernas. Efetivamente, fatal.

20.8.14

Can't Go Home Alone Again ♥


Preciso de escrever. Preciso desesperadamente de te dizer tudo aquilo que não posso dizer em pessoa. Queria tanto que estivesses aqui. Estou a deixar-me fugir aos poucos outra vez e não sei por que caminhos a escuridão me levará desta vez. Era só do teu toque que precisava para acordar, daquela faísca que incendiava os nossos corpos. Ontem pedi que me matasses de amor, mas hoje suplico-te que me tragas de volta à vida. Acredita que não há nada mais torturante do que estar a centímetros da superfície e sentir as pernas e os braços a desistir de lutar. Estou a afogar-me nas memórias que me deixaste. Estou de luto. Por mim e por ti. Os laços que outrora nos uniam estão a rasgar-se e a minha luz está a apagar-se, pouco a pouco, mas cada vez mais rapidamente. O céu continua o mesmo, embora já não estejas comigo. Fui estúpida em achar que até as estrelas sentiriam a tua falta.