pour toujours

20.8.14

Can't Go Home Alone Again ♥


Preciso de escrever. Preciso desesperadamente de te dizer tudo aquilo que não posso dizer em pessoa. Queria tanto que estivesses aqui. Estou a deixar-me fugir aos poucos outra vez e não sei por que caminhos a escuridão me levará desta vez. Era só do teu toque que precisava para acordar, daquela faísca que incendiava os nossos corpos. Ontem pedi que me matasses de amor, mas hoje suplico-te que me tragas de volta à vida. Acredita que não há nada mais torturante do que estar a centímetros da superfície e sentir as pernas e os braços a desistir de lutar. Estou a afogar-me nas memórias que me deixaste. Estou de luto. Por mim e por ti. Os laços que outrora nos uniam estão a rasgar-se e a minha luz está a apagar-se, pouco a pouco, mas cada vez mais rapidamente. O céu continua o mesmo, embora já não estejas comigo. Fui estúpida em achar que até as estrelas sentiriam a tua falta. 

18.8.14

But Still She Stays ♥


Eu sempre fiz tudo por ti. E tu sempre fizeste tudo por mim. Sempre nos agarrámos mutuamente, nunca deixando nenhum de nós cair no esquecimento. Mas, ultimamente, tenho evitado cruzar-me contigo na minha mente. Provavelmente porque, embora não sinta arrependimento por tudo aquilo que te disse (que, verdade seja dita, já devias ter ouvido há muito mais tempo), continuo a querer que voltes a ser a pessoa que eras e que voltemos a poder estar juntos. Tenho saudades tuas. Mais do que aquelas que devia, mais do que aquelas que consigo transcrever e muito mais do que aquelas que já chorei. Foram mais as promessas que cumprimos do que as que quebrámos, mas as que falharam têm um peso muito maior. Um coração partido pesa muito mais do que um coração apaixonado, isso eu posso garantir-te. O meu coração afundou quando me disseste que procuraste em todo o lado por mim, que esperaste por mim, que esperaste que eu voltasse. Vais passar uma vida a tentar encontrar-me em todas as mulheres que cruzarem o teu caminho. E vais perceber que nenhuma será aquilo que eu fui. Confesso que também eu procuro nos lábios que beijam os meus o teu sabor e não o encontro. Procuro nas mensagens as tuas palavras e nos sussurros a tua voz. Quando me perco nas memórias que me deixaste, percebo que não haverá ninguém como tu na minha vida. Talvez nunca haja ninguém melhor e eu terei de me contentar com o segundo melhor. O problema é que todos me parecem ser o terceiro e o quarto. Adormeço a pensar como seria ter o teu corpo colado ao meu e isso é meu maior calmante e, ao mesmo tempo, o meu maior desespero. Tal como tu sempre o foste. Sei perfeitamente que te lembraste de mim hoje, tal como te lembras todos os dias. Sempre tua, Andresa.