A minha mente funciona a mil. Albergo demasiados pensamentos para uma pessoa só, e isso reflete-se na rapidez com que datilografo as palavras que vão escorrendo pelos meus dedos. Como o sangue que me corre nas artérias. Quero fugir. Quero sair daqui, deste pedaço de alma em que me odeio mais do que me amo. Doem-me os sentidos e arde-me o respirar. Tenho a visão turva, mas não posso culpar as lágrimas. Essas há muito que secaram, juntamente com os meus lábios. Vou nadar na saudade.
