Acho que compreenderes sinceramente como me tenho sentido nestes últimos dias é impossível. Sinto que estou distante de tudo e de todos, mas de ti especialmente. Sinto esta distância angustiante como uma analogia de ácido na pele. Talvez seja pela aproximação daquela data fatídica. É estranho ter a consciência de que não és o amor da minha vida, mas saber que és a pessoa que com mais intensidade amei. Amei, amo, amarei, sei lá. Sou um misto de confusões. De interjeições de dor e sentimentos suspensos. Vida suspensa, talvez seja uma definição mais abrangente. Acho piada quando vejo que te dás tão bem com ela. Em parte porque sei que ainda gostas dela. Talvez até gostes um pouco mais dela do que de mim. Não me digas que gritas o meu nome quando estás colado a ela, porque eu não acredito. Estão mais próximos e é certo e sabido que longe da vista, longe do coração. Talvez não sejamos a prova viva disso, mas a verdade é que eu tenho receio. Talvez medo. Melhor dizendo, pavor que a prefiras a ela em detrimento do amor sôfrego que sabes que sinto por ti. Houve uma altura em que achei que sentias o mesmo. Por vezes ainda acho que o sentes, mas há alturas em que simplesmente não consigo tomar isso como um axioma. Nada é certo, nada é seguro nem indubitável. Sabes o que é acordar todos os dias com o coração num nó? Sabes o que é perder o controlo e cair no chão? Sabes o que é esvaziares o estômago de nervosismo? Eu só sei que tudo isto começa a soar-me a sinónimo de amor e de te amar e não quero. A única coisa que quero és tu, e se não te posso ter, não quero mais nada. Se a minha felicidade depende de um rapaz? Não. Mas depende de ti. Não acredito que desci tão baixo.
14.10.13
22.9.13
I Love You Like a Love Song ♥
Não sei já que vocábulos dirigir-te. Não sei até que ponto as variações melódicas da minha voz ainda te conseguem mover. Sei, com uma sofreguidão dolorosa, que te amo. Sei que amor verdadeiro não morre e que as madrugadas continuam a ser nossas com a mesma intensidade. Apesar de todos os obstáculos e deste nosso amor platónico, eu sou o teu grande grande amor, tal como tu és o meu. Tal como a candura da tua voz continua presente cada vez que me diriges uma palavra que seja. Eu sei que ainda guardo o teu coração nas minhas mãos. E eu sei que se a nossa história realmente tiver todos os capítulos que lhe adivinho, não morreremos assim. Revejo cada passo nosso num amor cinematográfico. Daqueles que toda a gente vê como impossíveis. Mas tu próprio sempre fizeste questão de me lembrar que poderíamos fazer tudo o que quiséssemos, que poderíamos viver todas as aventuras de um filme, porque não passávamos de meras personagens guiadas pelo amor. A razão talvez estivesse do teu lado, porque agora, depois de tanto tempo, sei que o nosso guião não pode acabar assim. Sei que ainda me amas. E quanto à nossa vida numa película, eu queria vivê-la numa hora e meia e tu querias que eu fosse feliz. Para ser feliz, só preciso de ti e de uma boa banda sonora.
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