Não condenes o fogo que nos levou a fingir consumar qualquer ato condenável e leviano. Secretismos que no fim só nos foderam ainda mais a vida. Cada partícula foi sentida. Cada beijo foi tentação. Foi a morte. Todas as noites, mais um encontro fortuito e desnecessariamente desejado. Não só por mim, mas por cada átomo da tua alma que mentia a todos os corações que te queriam. Era tentação, era traição. E para ti, meu bem, acabou em desilusão.
9.9.13
1.9.13
Pretty When You're Faithful ♥
Não estou triste. Não tenho razões para verter uma lágrima que seja por ti. Desde o início que ambos soubemos que apenas faria o papel de amante. Sempre soubemos que eu era a outra. Que estavas com outra rapariga que nem sequer sonhava com a minha existência. Aquela alma que morreria ao saber dos beijos que trocávamos às escondidas, das promessas que fizemos um ao outro e dos planos que tínhamos de correr o mundo em segredo. E agora, que ela descobriu tudo? Agora que ela sabe que lhe mentiste? Agora que ela sabe que eu sou a puta que lhe roubou o (pseudo) namorado? Porque não passo disso mesmo. Uma puta. A culpa terá de ser repartida em duas partes, admito. Nenhum de nós fez nada sozinho. Eu senti o teu corpo com a mesma euforia com que sentiste o meu. Os nossos lábios tocaram-se com a mesma sofreguidão. As nossas vozes fizeram as mesmas juras tão eternas, mas tão efémeras. É isso. Ambos cedemos e pecámos, num erro colossal e crasso. Que tipo de pessoas somos nós afinal? As pessoas que traem? Que pecam em segredo? Que não se importam se são putas ou cabrões? E sabes o que é doentio? Mesmo assim, não me arrependo por um segundo daquilo que fizemos. Porque sentimos. Sentimos tudo o que havia para sentir. E porque, no fundo, apesar de tudo, valemos muito mais do que vocês os dois. Eu sou a tua Andresa tanto quanto tu és o meu Bruno, e isso, ninguém pode julgar ou tentar mudar.
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