Tentei cumprimentar-te de forma agridoce. Tentei escapar e fugir às tuas inúmeras tentativas de captar a minha atenção. Mas chegaste, tomaste-me nos teus braços e não me largaste mais. Entregámo-nos à noite quente e adocicada que nos conduziu os corpos à colisão. Eu queria fugir de ti. Queria terminar a nossa história de amor nova iorquina de uma vez por todas, mas cada átomo em mim estremecia com a tua respiração. Não me deixaste falar. Colaste os teus lábios aos meus no primeiro segundo em que me viste, mesmo ali, à frente de todos. Estavas sôfrego, alienado do que estava à tua volta. Querias-me no momento e querias que cada segundo fosse eterno. Passámos a noite a tentar matar o desejo e a sede que tínhamos um do outro. Guardei os gritos mudos do teu nome no meu peito e preferi calar a voz com os teus lábios. O meu corpo elevou-se do chão e o meu abrigo passou a ser o teu colo. Beijaste-me. Beijei-te. Apeteceu-me dizer que estavas diferente, mas decidi reprimir esse pensamento e deixar todos os outros fluírem. Nada nos para. Afinal, histórias como a nossa não acabam do nada.
21.8.13
15.8.13
Time After Time ♥
O meu corpo anseia tanto por ti quanto o meu semblante cansando suplica por um café bem forte, sempre com adoçante, nunca açúcar. És o meu café forte. Bem, melhor dizendo, és o meu absinto em chamas. Deixas um rasto de emoções em ebulição. Ferves o meu corpo nas tuas mãos. Beijas a alma que sobra e sorves o veneno dos meus lábios quentes. É tudo uma história de querer e poder. É uma história de posse. É a melhor história que já vivi. E por isso, termina no dia em que regressares. Valho muito mais do que aquilo que fazes parecer. Não sou a outra. Sou muito melhor que isso. Não te condeno. Teria de me condenar a mim também. Ambos cedemos à tentação, ao calor e à luxúria. Não me arrependo de nós por um único segundo. Não me arrependo da nossa história de amor nova iorquina, mas é tempo de a terminar. Sem lágrimas, sem vazio, sem tristeza. Não te amo, sinto-te, meu amor-perfeito.
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