pour toujours

3.6.13

But I Know I'll See Your Face Again ♥


O tempo passava, talvez mais lento do que o costume. Lá fora, talvez o dia estivesse bonito. Ou talvez chovesse torrencialmente. Ela não o sabia. Na verdade, não queria descobrir sequer. Vivia, como tantos outros, enclausurada na sua própria mente. Não se lembrava da última vez que dormira sem que os piores pesadelos lhe assolassem a mente. Sonhos horríveis, em que eles ainda pertenciam um ao outro Em que tudo estava bem. Tinha jurado nunca mais falar com ele acerca do que sentiam. Afinal, o facto de estarem apaixonados devia ser mantido em segredo. Por ele, por ela e pela outra. Ele estava cego. E ela só não sabia se era de amores se porque não aguentava a deceção. Provavelmente a segunda hipótese. Ele sempre fechou os olhos ao sentimento, e agora, ela também fingia não ver que a outra o andava a enganar em plena luz do dia. Como quem diz. Deixou-se estar quieta. Fingiu que já não sentia nada por ele e sorriu. Sempre ficava mais bonita com felicidade nos olhos, ainda que fosse falsa. Mentiu e disse que não o via sofrer. Andou e deu o papel à melhor amiga dele. "Faz o que quiseres".

2.6.13

Take It Off Now Boy ♥


Eu costumava ter a certeza daquilo que queria. Sabia que o branco era a cor da paz e o negro a cor da morte. Não havia cinzentos. Era adepta do pragmatismo, até no amor e no sentir. Nunca fui romântica. Preferia a verdade nua e crua a um trejeito idílico que cobrisse uma mentira de sonho. Porra. Eu sabia quem era e quem queria. E no espaço de um ano, tudo mudou. O meu amor eterno morreu. O meu amor-perfeito ressuscitou. E agora? Quem amo? De quem preciso? Quem me ama? Quem precisa de mim? E se os quiser aos dois de igual forma? Sou louca. Matem-me já.