pour toujours

10.4.13

I Murder Love In The Night ♥


Talvez escreva para não adormecer. Talvez para fingir que o Mundo lá fora não existe mais e as únicas almas que sobraram foram a minha e a tua, fingindo que nunca se conheceram. Imaginando que tudo aquilo que dissemos, na verdade, nunca passou de sussurros e de pensamentos que nem eu pensei. Afinal, eu nunca pensei em nada concreto. Nem mesmo em ti.

8.4.13

We Were So Perfect ♥


Não consigo adormecer. Tenho a tua presença cravada no meu peito. Sinto um aperto no órgão vital apenas comparável à dor da tua ausência. Já não sei o que fazer para me sentir bem. Pelo menos, para não me sentir tão a esmorecer como neste momento. Tento conter as lágrimas ou será mais uma parte de nós a escapulir-se de dentro de mim, e eu quero manter tudo o que resta daquilo que fomos bem guardado. Quero fugir à melancolia, tão próxima das madrugadas que julgo frias por aqui não estares. Os átomos que me rodeiam não me conseguem aconchegar. Nem sequer abraçar-me com um terço da força do teu sorriso. Continuo a querer curvar os lábios cada vez que esboças um esgar alegre. Não tenho a certeza se o consigo fazer sempre que o fazes também. Dói-me a mão de escrever tudo isto. Acho que os meus dedos se cansam mais agora, ao ter de escrever sobre a falta que me fazes. Não me apetece enfrentar-te amanhã. Porque vais estar do outro lado da estrada e não junto a mim, a aquecer-me as mãos, que por norma, gelam até no verão. Tenho a televisão ligada no canal musical do costume e cada nota que se apodera do meu quarto morto relembra-me de ti e das nossas madrugadas perfeitas. Aquelas em que pertencíamos um ao outro e, juntos, ao amor, à entrega e à candura das nossas vozes ensonadas e apaixonadas. Não consigo cessar o corropio de pensamentos e lembranças latentes num quarto fechado, que, com ou sem átomos é o nosso por direito. Foi. É. Foi. Sempre o será. Planeio a próxima metáfora a usar na nossa história e pergunto-me se não será demasiado idêntica às anteriores seculares. São e não são. Ou não sabem o que são. Tal como nós não sabemos se seremos eternos apaixonados ou eternas recordações.