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Enquanto meio Mundo andava com
músicas e sinos de Natal na ponta da língua, eu só pensava no que escrever-te. E demorei. Demorei a perceber que vocábulos é que
poderia transpor para aqui. E ainda agora, enquanto estas palavras escorrem dos
meus dedos, não tenho bem um plano definido. Vou deixá-las ir parar onde
quiserem. Sabes o que é incrível? É que, mesmo com toda a liberdade do Mundo,
elas vêm sempre parar a ti. Já viste o quanto gosto de escrever-te? O quanto os
meus dedos anseiam por pegar numa caneta e dirigir-te umas quantas ideias?
Talvez seja o coração que o coordene. Só que o coração não coordena nada. O
coração limita-se a albergar dentro de si o rosto que eu mais anseio ver todos
os dias. O coração apenas guarda as memórias que esse teu jeito doce de ser lhe
dá. E eu estou bem assim. Estou bem porque estou contigo. Inspirada ou não, és
tu que me fazes querer dizer coisas bonitas, cantar, dançar em pontas e até
correr atrás de uma bola. Se pudesse, este Natal queria-te só para mim. Sou
egoísta ao ponto de querer ser a única, a luz dos teus olhos. Tu sabes… Sabes
que eu nem sempre sou fácil. Que a minha voz se eleva por coisas de nada e que
tremo à visão de sombras. Sabes que me rio por tudo e por nada e que por vezes
olho para o infinito, esperando que o céu (não) caia sobre nós, e mesmo assim,
estás comigo. Mesmo assim, amas-me, tal como eu te amo, e eu não poderia pedir
mais nada. Tu és tudo o que eu quero. Que se lixem as flores, os chocolates ou
os perfumes. Feliz Natal. Amo-te.
(Meus amores lindos, espero que todos tenham um óptimo Natal, repleto de coisas boas e junto daqueles que mais amam. Já somos 307 e eu não poderia estar mais feliz!)