pour toujours

2.12.12

You Call Me Sunshine ♥


Olha pela janela e não vê nada. Tenta perscrutar a multidão que se aproxima dos seus pensamentos em busca do seu semblante e não o encontra. Por uma vez na vida, espera que não chova. A água iria toldar-lhe ainda mais a visão, e aí... aí ela nunca mais o encontraria. Estava desesperada. Queria chorar. Afogar-se. Atirar-se de um penhasco e morrer. "Aparece!" Nada. "Estou sozinha. Vou ficar sozinha. Vou morrer sozinha." As mãos tremiam. Os olhos ardiam. O coração batia descompassadamente. À cabeça, só lhe vinham palavras desorganizadas e clichés. Expressões que já usara ilimitadamente. Não tinha energia para fechar os olhos. "Se secarem... Morro de cegueira". Deixou-se estar. "Amor?" A voz soava-lhe familiar. "Meu amor! O que se passa? O que estás a fazer?". Tentou sorrir, mas os lábios não lhe permitiram a fraqueza. "Vai-te embora.. Não te quero aqui", disse. "Eu sei que tens medo, mas vai ficar tudo bem. Não te achas capaz de amar com felicidade. Eu sei. Achas que vai sempre acabar tudo mal. Mas eu prometo-te que não vai. Eu amo-te. Agora, vem. Vem comigo". Enfraqueceu os lábios. Fechou os olhos. Abrandou o músculo cardíaco. "Se morrermos e o Céu existir, tu vais lá para cima".

1.12.12

Keep Me Forever, Tell Me You Own Me ♥


Daqui: http://weheartit.com/entry/44888862

Se calhar sou melhor na escrita do que nas palavras proferidas. Acho que ao fim deste tempo, a tua personalidade profunda já conseguiu descortinar isso no meu ser. Sorrio, choro, hesito, tenho medo e sou difícil de compreender, mas quando me entrego, passo a ser completamente irracional. Trabalho em função do amor e da paixão. Tanto prolongo, como sou fugaz naquilo que faço. Sei que neste momento, estás a ler cada palavra devagar e a soletrar cada frase na tua cabeça, de modo a que possas analisar cada expressão e recurso estilístico que utilizo. Não sabes se é um texto em bruto ou se as minhas palavras foram lapidadas, tal e qual como um diamante. Sinto o estômago às voltas, repleto de borboletas irrequietas e, na minha cabeça, o fogo-de-artifício latente em mim desde dia 18 de outubro de 2012, intensifica-se, só de pensar nisso. Talvez seja melhor a imaginar um mundo paralelo àquele onde todos coexistimos do que a ver a verdade à minha frente e soletrar-te aquilo que vai no meu coração. Quero que saibas que não é por mal. É porque me deixas sem voz. Cada gesto, cada ato, cada toque. Não sou a melhor pessoa para escrever textos de amor, porque prefiro o sentimento cru. A brutalidade do toque, o desejo latente em cada movimento. Gosto do romantismo de um olhar profundo e da força de um beijo. Acredito sinceramente que o amor é a melhor coisa do Mundo, quando aliado a ti. És a melhor definição de sentimento. És o meu verbo amar, tocar, sentir, estremecer, querer e ter. És o meu inverno com picos de verão. És o meu gelado de chocolate e menta. És tudo, quando eu sou nada. És a luz, o som e a alegria no meio de um concerto dos The Script. 
Feliz Aniversário. Amo-te.