pour toujours

16.9.12

I Can't Wîn, Without You ♥


Princesa, num ápice, passaram-se 365 dias. Trezentos e sessenta e cinco dias de uma amizade inexplicável, improvável e provada inquebrável. Isto é muito mais do que uma mera "amizade virtual", que por vezes cai no estigma de não ser real e verdadeira. Mas é. A nossa pelo menos, é do mais fidedigno possível. Porque além dos laços físicos que nos unem, os sentimentais são muito mais fortes, e esses sim, onde quer que estejamos, vão sempre existir. Um ano são muitos dias, muitas memórias. Lágrimas sem fim, gargalhadas numa igual medida. É disso que as verdadeiras amizades são feitas, e a nossa, nunca pairou pelos caminhos da falsidade. Talvez por sermos tão honestas uma com a outra. Porque o nosso primeiro elo de ligação continua a atormentar as nossas conversas, mas também a enchê-las de alegrias. Mas sabes que mais? Tenho a dizer que hoje, dia 16 de Setembro de 2012, um ano sobre a nossa amizade, tenho um orgulho imenso em afirmar que por cima desse nosso primeiro elo, residem mais um milhão deles que acabam por torná-lo em apenas uma coisa que aconteceu e que estava destinada a conduzir-nos a uma amizade muito mais profunda. Tenho orgulho em ti, princesa. Tenho orgulho em mim e tenho orgulho em nós. E tal como já o disseste, o destino quis que hoje, deixássemos para trás o nosso "11 ever" e que adoptássemos um "12 ever", em honra dos 12 meses que o blog, o carinho, um aniversário, uma peça de teatro e um dia sem jeito nos proporcionaram. Por isso, amo-te, Princesa. 12 ever, porque ambas sabemos que isto é muito mais do que "4 ever". 

14.9.12

Can't Stay At Home, Can't Stay At School ♥


E chorei. Chorei, chorei e chorei. Era como se o meu semblante tivesse guardado em si toda a água do Mundo. Quando? Quando os meus pés tocaram o solo familiar e marmóreo do meu lar. Não me censures. Mesmo com a confirmação perante os meus olhos, permanecia na indecisão de ter de te enfrentar todos os dias, dentro de uma mesma sala. Não tinha e não tenho escolha, para dizer a verdade. A partir do momento em que o teu nome figurava na mesma lista que o meu, lá em baixo, o acontecimento tornara-se irreversível. E porque essa é uma palavra tão forte e que tão bem conta a história do nosso (não) amor, tocou-me bem no fundo da alma e da garganta, que ainda agora se encontra num perfeito nó cego. Mas sabes? Talvez isto fortaleça a nossa amizade e finalmente, possa pôr o meu sentimento por ti num outro sítio lá longe, difícil de chegar e fácil de ignorar. 
E porque a minha mente nunca pára a descansar nas coisas boas, o meu destino também não.  
E és tu, lá no mesmo sítio que eu. E eu, por outras horas, a percorrer os mesmos corredores frios que tanto amo e detesto ao mesmo tempo. Amo porque me relembram o antigo sonho de lá trabalhar e fazer da medicina a minha forma de estar. Também o fim desse sonho é já irreversível. E odeio. Odeio porque ultimamente, esses corredores têm sido como que a minha segunda casa. E estou farta das suas cores desmaiadas e batas brancas. E como se da minha casa se tratasse, todas as batas sabem o meu nome, mas desconhecem a minha verdadeira história. A razão pela qual ali passo tanto tempo. Todos me dizem que estou em risco de vida, mas ninguém pára para me dizer porquê. E é isto. Agora, contigo ou sem ti, esta máquina presa ao meu braço direito, não me deixa enervar.
Até segunda, meu amor-perfeito, por favor, sê gentil com as minhas praxes. Bom regresso às nossas aulas.