É estranho não me sentir humana. Sou como que uma marioneta, nas tuas mãos. Controlas-me e nem dás por isso. E custa, tanto, querer libertar-me do teu poder e não conseguir. Sim, sou apenas mais um fantoche que controlas, com as tuas mãos de aço. Apenas mais uma boneca com que brincaste. Apenas mais uma, no meio de 10 ou 15. Fui tão feliz contigo, que durante 7 meses essas memórias me consumiram e não me deixaram ver que tinha a felicidade mesmo à frente dos olhos: obrigar-me a soltar o meu corpo desfeito e desfalecido das tuas cordas, que me arranham o coração, a garganta e os olhos. E agora, agora que tenho um canivete como coração, vou soltar-me. E vou ser feliz. Deixa-me ir, vá. Cansei-me de ser apenas mais uma para a tua colecção, meu amor-perfeito. Adios.
