Preciso de me sentir amada. Preciso de dar. De retribuir aquilo que já devia ser meu. Preciso de saber que há alguém que pensa em mim a toda a hora e que essa alma tem paragem obrigatória na minha mente.
Já não é só dizer que não sei falar de amor, é não saber o que é estar apaixonada. É não saber o que é que um beijo pode despoletar em mim. É a saudade daquele momento que me corta a respiração, da pressão no peito, da ansiedade que apenas se traduz no estremecimento do meu corpo. É a lembrança de todos aqueles momentos que achava fidedignos ao meu coração. As borboletas na barriga e todos os clichés de que se consigam lembrar. É saber que hoje, amo o nada. Sem eufemismos. Sem ironias. Sem antecedentes. Apenas abraçada ao advérbio loucamente.

