Preciso. Preciso de ti. Preciso que voltes para mim e que tomes o meu coração de assalto. Preciso que devolvas o brilho que os meus olhos antes tinham. O brilho que lhes ofereceste, com sorrisos, e não lágrimas.
Vem, o mais depressa que puderes, pois não sei quanto tempo aguentarei sem ti do meu lado. Chamem-me de fraca, mas é o que o meu coração suplica. Por entre os berros gritantes da minha voz muda, chamo pelo teu nome. Sabias que ontem, ou devo antes dizer, hoje de madrugada, acordei, com lágrimas a escorrer-me pela face, e com o teu nome nos meus lábios?
Isto começa a tornar-se loucura, obsessão. E eu não quero acabar louca, por isso, meu amor-perfeito, adeus. Vou procurar pelo amor, noutro lugar onde chova todos os dias e onde eu possa clarear as ideias e purificar o âmago do meu ser. Amo-te.

