pour toujours

30.5.12

But That Was Love And It's An Ache ♥


Preciso. Preciso de ti. Preciso que voltes para mim e que tomes o meu coração de assalto. Preciso que devolvas o brilho que os meus olhos antes tinham. O brilho que lhes ofereceste, com sorrisos, e não lágrimas.
Vem, o mais depressa que puderes, pois não sei quanto tempo aguentarei sem ti do meu lado. Chamem-me de fraca, mas é o que o meu coração suplica. Por entre os berros gritantes da minha voz muda, chamo pelo teu nome. Sabias que ontem, ou devo antes dizer, hoje de madrugada, acordei, com lágrimas a escorrer-me pela face, e com o teu nome nos meus lábios? 
Isto começa a tornar-se loucura, obsessão. E eu não quero acabar louca, por isso, meu amor-perfeito, adeus. Vou procurar pelo amor, noutro lugar onde chova todos os dias e onde eu possa clarear as ideias e purificar o âmago do meu ser. Amo-te. 

28.5.12

Under Your Spell Again ♥


E se as minhas palavras morrerem? Se os pensamentos que me afluem à mente todos os dias se extinguirem? Que será de mim, então? Serei apenas mais uma pequena alma, de coração igual ao de toda a gente. De mente vazia. Morta, mais vale dizer. Os pequenos apontamentos que vou rabiscando numa folha de papel suja não chegam nem para me inventar o esboço de um sorriso. Não chegam nem para me enganar a mim própria. Não posso. Não consigo viver assim, acordada com a lua. O sono há muito que se foi. Agora, apenas resto eu, uma folha, uma caneta e as minhas lágrimas. Essa água poluída de memórias que nem com diluente consigo apagar. Noto que as minhas palavras se começam a enrolar na língua e paro. Chega. Por hoje já estou embriagada o suficiente. Morre.