Sinto-te. Sinto-te a chegar devagar e ao de leve. Sinto-te a tomares cuidadosamente o meu coração nas tuas mãos e a protegê-lo, tal como ele tanto precisava. Consigo adivinhar a tua respiração, bem pertinho da minha, que me diz que hoje, os nossos corações batem em uníssono. E isso é tão bom.
És aquilo de que preciso para ficar bem. Tenho em ti um porto de abrigo. Uma mão que segurará a minha, se eu teimar em perder o equilíbrio. Tenho a minha segurança nos teus braços, e o paraíso nos teus olhos. Esses olhos verdes que eu tanto amo.
Obrigada por me quereres fazer feliz. Obrigada por me ensinares de novo a amar. Obrigada por seres meu.
E olha? És um idiota, gordo feio, otário, estúpido, e é por isso que eu te amo.
(E diz lá se aqueles ali em cima não parecem mesmo nós?)

