pour toujours

6.2.12

Through My Rise And Fall ♥



Tudo o que oiço é o silêncio. A minha mente está vazia. O meu coração também. As mãos estão frias, e o cabelo, atado descuidadamente num rabo de cavalo. Retirei todos os espelhos que tinha em casa. Já não aguentava ter de ver o meu reflexo, os meus olhos cansados, e cada vez mais baços. 
Dói-me a cabeça. Dói-me o corpo. Dói-me o ser. Preciso de algo que afugente os meus fantasmas, os meus pesadelos constantes. Preciso de algo que afugente o medo constante que faz o meu coração bater ora mais rápido ora quase cessar o seu (já enorme) esforço. Já me custa ser quem sou. Já me custa viver. 



P.S. Meus queridos e fofinhos, já somos (mais de) 100! Obrigada a todos e a cada um de vocês. Obrigada por estarem sempre presentes, obrigada por me lerem. Obrigada por gostarem. Obrigada por tudo, meus lindos! 

5.2.12

God Only Knows What We're Fighting For ♥


Vou ouvindo os ponteiros do relógio. O tempo vai passando. A mediocridade paira no ar, misturada com as partículas de pó e com o fumo do meu cigarro. Dou um gole no chá. Queima-me a garganta e a língua, mas não quero saber. Pode ser que queime também a dormência. 
Olho para o mundo do lado de fora da minha janela. Está inerte. Parece um daqueles quadros reles e baratos que vemos, expostos nos consultórios médicos. Algo no mundo lá fora se move. Oiço um estrondo. Um carro foi contra um poste. Provavelmente, é mais um condutor podre de bêbado. Deve beber para escapar à mediocridade da sua vida. Mas como eu já disse, ela paira no ar, é impossível escapar-lhe. 
Mais um gole de chá. Mais um bafo no cigarro. 
Ao fim de não sei quantas horas, afasto-me da janela. O carro ainda lá estava, espetado contra um poste agora deformado. O condutor, tinha saído pelo próprio pé. Deve ter fugido. Foi procurar outro bar. Outra cerveja. Outro uísque. Outra vodka. Outro copo de vinho. Outra vida.