pour toujours

4.1.12

Everybody Has A Dark Side ♥


E escrever, estas palavras, a estas horas, porquê?
E existir, porquê existir? Não me interpretem mal, estou grata por estar viva, estou grata por o meu coração ainda bombear o sangue que teima em não me aquecer o suficiente. Estou gelada, realmente. E não há mantas que me aqueçam. Só não sei se é porque a casa é mesmo muito fria ou se o gelo já vem de mim. Talvez venha. Talvez eu seja tão insensível que a ruindade já transpira dos meus poros. Mas não. Eu sei que não é isso. Sou demasiado boa pessoa para que isso aconteça. Ou talvez não. Agora acabei de perder toda a credibilidade, não foi? Não me importa. Na verdade, nestes últimos tempos, pouca coisa tem captado a minha atenção, e ainda menos a tem mantido. Desisti de sair com as pessoas do costume. Aquelas pessoas que não trazem nada de novo à minha vida. E também não tenho paciência para tentar travar conhecimento com novos indivíduos, por isso, permaneço eu, sozinha, e isso até se consegue tornar agradável.
Lá fora, ouço o barulho dos carros. Querer viver numa cidade dá nisto. Agora, bem que preferia estar isolada dos sons também. Não são nada de novo. Não me alegram nem me entristecem, apenas tornam o meu humor imutável, e cada vez mais, a cada dia que passa. Isto é, quando dou pelos dias passarem, porque, na maior das honestidades, dormir é para os fracos. E eu recuso-me a dar parte fraca, por isso, até os meus olhos se fecharem (contra minha vontade, é certo), sou a pessoa mais forte que conheço, e não há nada nem ninguém que me possa tirar essa força, que, na verdade, de nada me serve. Mas deixem-me estar. Enquanto vos ignoro, não vos incomodo. E pedia, (se não fosse pedir muito), que também fizessem o mesmo, que esquecessem a minha presença, porque quando morrer, quero apodrecer sem ninguém se lembrar. Dispenso os olhares de pena, os "coitadinha...". Dispenso tudo isso. E não me tentem convencer do contrário.


30 de Dezembro de 2011

Eu nem sei de onde saiu este texto... Da parte mais negra da minha mente, suponho. Everybody has a dark side, right?

1.1.12

Até Sempre ♥


Antes demais (e de novo) Bom Ano, queridos seguidores :)
Espero que tenham entrado em 2012 em beleza! 

Oh, e eu queria que o meu primeiro post de 2012 fosse alegre e cheio de notícias boas, ou pelo menos, mais inspirado, mas não consigo, perdoem-me.
Tive a pior notícia possível, no primeiro dia de 2012... O meu avô não ficou bem. E... bem, eu não consigo sequer escrever a palavra, mas acredito que ele esteja agora num sítio melhor, ou pelo menos, quero acreditar nisso. 
Eu... eu não sei bem o que hei-de dizer, ou escrever. Estas situações por vezes tiram-nos as palavras,  mas eu precisava de vir aqui ao blog. Sinto-me confortável aqui, protegida, compreendida.
E não sei se hei-de dirigir estas palavras a ninguém, aquele sujeito indefinido tantas vezes utilizado, a vós, ou a ti, avô. Talvez para ti, já que tenho a (ténue) esperança que me estejas a ouvir.

Avô, desculpa a falta de palavras. Sabes? Arrependo-me de ter vindo fazer a passagem de ano com os meus tios... Queria ter estado contigo, agora que sei que nunca mais te vou poder ver, ouvir ou abraçar. Perdoa-me, por favor. 
Eu sei que estás melhor assim; melhor no sítio onde estás, onde quer que esse sítio seja, mas custa, custa muito ter de te dizer um adeus definitivo. Sabes o que devíamos fazer? Transformar esse "adeus" num "até sempre", porque sei que estarás sempre, sempre comigo. E eu estarei sempre contigo. A tua menina, a tua pequenina. Sempre.
Não sei se acredito numa vida depois da morte, na reencarnação, no Céu, no Inferno... Em pequena, acreditava piamente em tudo isso, mas depois, cresci, e descobri que quando somos enterrados, na terra suja e escura dos cemitérios, o nosso corpo começa a decompor-se e... pronto. Mas sabes? Acho que com isto, o meu coração é obrigado a acreditar que estejas bem, e que me estejas a ver; mas se não estás (por favor, que estejas), espero que em vida, tenhas sabido que te amo, muito.
Até sempre, Avô.