pour toujours

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18.1.12

Because I Heard It Screaming Out Your Name ♥


Escrevo-te de novo hoje, mais uma carta fantasma, a ninguém entregue.
É só para dizer que te amo. Ou amava. Sou ingénua, inocente e inexperiente. 
Mas escrevo, sem endereço, apenas endereçado. Tu.
Quantas palavras que pensei foram tuas e para ti! Eram como um som, que sempre tinha estado adormecido, mas que tu acordaste, com a tua voz doce, sussurrada ao meu ouvido. 
Mas depois, esse som cessou. Tu emudeceste. Eu ouvia apenas o teu silêncio. Costumava incomodar-me, custar-me a vida. Depois passou. Depois, mesmo que tivesses um "amo-te" preparado, eu não quereria ouvir tais palavras ditas pela tua boca. E ainda não quero. Mas o silêncio continua a custar-me, porque a melodia que eu repetia todas as noites na minha cabeça, era a tua voz. Não, ainda não me esqueci da sua sonoridade maravilhosa, da forma como pronuncias cada letra, como entoas cada sílaba, como terminas cada frase. Mas canso-me de repetir sempre as mesmas coisas. Não me dás nada de novo para que possa recordar.
Mas não faz mal. Talvez seja melhor assim. Para mim e para ti. Para nós. Ah, esqueci-me que esses morreram.


17.1.12

My Beloved Was Weighed Down ♥



Não te deixes enganar pelo nome que te atribuí no título. Sabes que és o meu (não) amor.
Mas olha, é só para dizer que estou preocupada contigo. As tuas palavras foram "cometi um erro". 
Que erro foi esse, que te deixou assim? Que podes ter feito que te tenha puxado tão para o fundo, para este escuro que eu odeio. Não te deixes ficar na escuridão, está bem? Promete-me. Promete-me que vais afastar todos esses monstros. Que vais correr até à luz. Que não te vais perder no caminho. Porque esse caminho é teu, e eu não quero que essa culpa, essa angústia por ti mesmo te faça sair do trilho que tens de percorrer.
Quero que isso passe. Não porque ignoraste, como tantas vezes fazes, mas porque lutaste para destruir isso que te atormenta.
Mas não confundas estas minhas palavras com amor, porque eu (não) estou apaixonada por ti.
Estas palavras vêm do meu coração, sim, mas estão cravadas de compaixão, de preocupação, de medo. Nunca de amor, porque esse morreu. Talvez possa ser ressuscitado. Mas eu não sei se quero que isso aconteça.

16.1.12

"I Love You" Never Felt Like Any Blessing ♥



Já não sei que palavras te hei mais de dirigir. Já gastei tudo o que poderia eventualmente dizer-te. Já disse que te amo. Ou amava. Esse sentimento ficou no passado, e enquanto o conseguir manter aí, é onde permanecerá. 
Deixaste-me as mãos vazias. Geladas. O peito aberto e o coração partido ao meio. A mente turva, como água estagnada. Apagaste o brilho do meu olhar. Passei noites em claro. 
A minha almofada ficou manchada. Todas as lágrimas que derramei por ti, estão lá marcadas, como feridas de guerra. O ar queimava-me a garganta cada vez que proferia uma simples palavra que fosse. A minha mente foi assolada por constantes pesadelos. Nós morríamos sempre, se queres saber.
No entanto, mesmo tendo a perfeita noção de tudo isto, eu dizia a mim mesma que te perdoava, tudo, mas a verdade é que ainda não o tinha conseguido realmente fazer. Ainda.
Mas agora, neste preciso momento, nestes segundos que estão a passar sem nenhum de nós dar conta, consegui fazê-lo. Consegui perdoar-te. Mas não te enganes. A minha mente não apagará nem esquecerá o que aconteceu. Vou apenas pôr-lhe um véu por cima.
E de ti, espero o arrependimento, mas não o retorno. Nem que seja porque sei que tal não vai acontecer.
Eu perdoo o que houver para perdoar.
Eu deixo de amar cada partícula do teu ser. 
Eu sou finalmente livre do aprisionamento que me foi imposto pelo meu próprio coração.
Eu (não) estou apaixonada por ti.
Eu sou eu, novamente. Sou apenas "eu" e não "eu e uma réstia de ti". Eu recuperei o meu ser.
E, pela última vez, serás o meu (não) amor.

15.1.12

Sweeter Than Heaven ♥


Eu estava despedaçada. No chão. Sem forças para me levantar, sem forças sequer para respirar. Eu queria deixar de lutar. Queria cessar o meu esforço tão doloroso para respirar e ficar inerte, afogada nos meus próprios sentimentos. Eu queria. Mas já não quero. E é tudo graças a ti, minha princesa. 
As tuas palavras, conseguem sempre alumiar-me o caminho, mesmo quando tudo está escuro como breu. Consegues sempre secar-me as lágrimas, mesmo quando eu sinto que vou ficar exangue e cair, sem forças para mais. Conheces-me. Conheces a minha alma. Conheces aquilo de que sou feita, porque afinal, somos feitas do mesmo. De recordações, de angústias, de mágoas, de sorrisos forçados e de lágrimas derramadas por quem não as quer ver secas. Mas sabes? Também somos feitas de gargalhadas, de simplicidade, de alegrias, de vitórias, de orgulhos, de amizade, de amor. Somos feitas de luz e de escuridão, quer queiramos quer não. Mas somos nós, e por muito que o nosso exterior se altere, o interior é nosso, e ninguém nos pode tirar isso.
Hoje, ou devo antes dizer, no presente da nossa história, salvaste-me. Levantaste-me do chão, e gritaste. Gritaste para que eu acordasse, para que não me deixasse morrer. Ofereceste à minha alma, o alento que ela tanto precisava e que mais ninguém tinha sido capaz de mostrar. Revestiste o meu coração de força e conseguiste consertá-lo, mesmo quando eu te dizia, dia após dia, que tal seria impossível.
Não conheço palavras suficientes para te agradecer a tua insistência no meu coração magoado. Não tenho na minha mente um léxico tão variado que me permita exprimir o quão grata estou por não desistires de mim, por te manteres sempre do meu lado, mesmo quando o meu coração levantava tempestades, e nos deixava completamente encharcadas de lágrimas. 
Estou aqui. E estarei aqui. Porque tu existes, e porque esse teu coração bondoso te levou a gastar tempo comigo, quando tudo o que precisavas era tempo para ti.
E o que quer que as minhas palavras valham, eu quero abraçar-te e fazer por ti o triplo de tudo o que já fizeste por mim. Porque tu, mais do que ninguém, mereces todo o meu tempo, toda a minha dedicação, todo o meu ser.
Amo-te muito, princesa.

14.1.12

I Was A Heavy Heart To Carry ♥


Hoje sonhei contigo outra vez. Disseste que estavas arrependido. Beijaste-me a testa, e nesse preciso momento, o chão desabou. Caímos desamparados. Chegámos ao fundo de um buraco escuro. E aí, morremos. Ou eu morri, definitivamente. Porque já me vens a matar aos poucos há muito tempo. Ou talvez não seja assim tanto, mas o que o meu coração ferido sente, são séculos e séculos de tortura, de sofrimento nas tuas mãos. O meu coração sente-se a despedaçar, todos os dias mais um pouco. E agora, não tenho medo de dizer que a culpa é tua. Porque é. Não te posso mentir.
Os sorrisos verdadeiros que antes esboçava, cederam, para dar lugar às lágrimas que não limpam o que tu fizeste. Essa água salgada e quente que brota dos meus olhos todas as noites, não tem forças para levar numa enxurrada o teu toque. E então, eu fico assim. Porque tu não soubeste ficar.
E eu ando a medo, pelas ruas que dantes percorria com confiança, contigo do meu lado. Vejo a tua sombra marcada por cada sítio que passo, e o meu receio é que um dia, essa sombra dê lugar à tua pessoa. Porque, sinceramente, eu temo a minha reacção quando te vir. Não tenho medo de chorar, porque sei que isso não vai acontecer. Não temo insultar-te, porque sei que não mereces que canse a minha voz. Temo ignorar-te. Congelaste o meu coração, e ele transformou-se num órgão do mais fino gelo, que se quebra com apenas um sopro. Por isso, temo ignorar-te. Porque tal coisa, significaria que me deixaste incapaz de sentir. Ou de te sentir. 
Então, eu fico. Aqui; onde deverias estar comigo. Fico aqui a ignorar a tua existência, enquanto temo fazê-lo realmente.

13.1.12

I'm No Longer Your Muse ♥



Sexta-feira 13. Dizem que é o dia do azar. Não noto nenhuma diferença deste dia para os outros. A tristeza permanece igual, as lágrimas são derramadas pela mesma causa, os sorrisos são fingidos para as mesmas pessoas de sempre e a escuridão mantém-se.
É engraçado, como as pessoas que aclamam aos sete céus que mais me amam, são, no final aquelas que mais me magoam. Mas isso já é de esperar. É um cliché tantas vezes utilizado que começa a perder o significado. Mas para mim não. Para mim, esta frase continua a ser como punhais que se cravam no meu peito. Indícios da verdade que mais me custa ver. Mas hei-de aprender a viver com isso. Hei-de aprender a viver com o peito vazio. Hei-de reconhecer que o meu coração é como meros cartões postais e recortes de revistas, espalhados no chão de uma casa deserta. De uma casa deserta cujo telhado de madeira apodrecido, cede a cada rajada de vento. 
Mas porque é que ainda te digo isto? Tu, melhor que ninguém, deves saber como eu sou. Foste tu que me remodelaste, que criaste esta nova versão de mim. Só que te enganaste na fórmula, e cometeste um pequeno erro. Eu já não me preocupo contigo, erro crasso, realmente.

12.1.12

No, I Can't Take One More Step Towards You ♥



O telemóvel toca. Olho para o relógio. 4h:30 da manhã. "Mas quem será, a esta hora?". Atendo, e ouço uma voz familiar. "O que é queres?" Pergunto, antes de te dar oportunidade de dizer um "Olá" que fosse. "Quero falar contigo. Posso?". Pondero a minha resposta. Se te disser um "não" e te desligar o telemóvel, continuarás a ligar-me até ouvires uma resposta afirmativa. Se te der a oportunidade de dizeres o que queres, estarei a humilhar-me, a rebaixar-me, e a dar parte fraca. Tu notas a minha demora e perguntas "Estás a pensar?". Ris-te. Tens o descaramento de te rires por eu me sentir insegura em relação às tuas palavras. "Não, não podes falar comigo, mas deixa-me dizer-te isto: quando desligares a chamada, e perceberes que nunca mais vais ouvir o som da minha voz, não chores, sorri, porque depois de todas as asneiras que fizeste comigo, ainda conseguiste fazer algo bom; tornaste-me alguém mais forte e ponderada. Sê feliz, e aprende a fazê-lo sem mim". 

Gostava imenso de ter conseguido dizer-te isto, mas fui cobarde e tomei o caminho mais fácil. Desliguei-te a chamada, e em seguida, o telemóvel. Isso garante-me que, mesmo que queiras, não me voltas a incomodar, pelo menos, por hoje.
Não, não me acordaste. Tenho passado as noites em claro. Mas não é por tua culpa. "Não queiras mais de mim do que aquilo que já tens", digo em voz alta. Tenho o hábito de fazer isto, quando estou sozinha. Falo para o ar, como se me pudesses ouvir. Mas eu sei que não podes. Não me importo com isso. É melhor assim, porque eu quero afogar a (grande) parte do meu ser que ainda espera voltar para os teus braços. 
E podes dizer tudo o que quiseres. Eu nunca te dei razão, não é agora que vou começar.

11.1.12

Just 20 Seconds Since I Left You ♥


Está frio na rua. Acelero o passo. Atravesso a estrada sem olhar e chego ao parque. Avisto-te sentado num banco, mesmo no fundo do parque. Deves estar à espera dela. Continuo a andar, tentando não pensar que vou ter de passar mesmo à tua frente, e que não vou poder parar para te cumprimentar. Estou a 5 metros do banco, mas ainda não me viste. Dou mais um passo. Decisão errada, porque tu notaste a minha presença, e olhaste directamente para os meus olhos. Eu viro-te as costas, e quero andar, mas as minhas pernas não me obedecem. Começo a ficar tonta. Sinto os teus olhos cravados nas minhas costas. Não consigo respirar. Pareceu-me ouvir, ao longe, a tua voz, a chamar-me, mas não tenho a certeza. Não quero saber. Faço um esforço enorme, e lá consigo obrigar-me a andar. Só quero fugir dali o mais depressa possível.
Volto ao início do parque, ainda mortificada. Sento-me num banco e olho para o vazio, tentando abstrair-me de tudo, de todos os pensamentos que afluem à minha cabeça, mas nada resulta. Na minha mente, só consigo ver os teus olhos, a tua expressão quando olhaste para mim. Pareceu-me adivinhar ali um laivo de desprezo. Se calhar é o que mereço. 
Sinto alguém a tocar-me no braço. Olho para o lado, esperando ver-te, mas não. É só uma senhora qualquer, que quer saber as horas. "16h42". Mas porque é que eu ainda espero que reconheças que eu existo, quando sei que não o vais fazer?
Levanto-me e saio do parque. Parece que vou ter de seguir o caminho mais longo. Ajeito o cachecol e fecho o casaco. Olho para trás. Já não estás lá, mas não quero ter de passar por ali outra vez.
O meu passo vai ficando cada vez mais rápido, mas não corro. Não estou a fugir de nada nem de ninguém. Só que eu sei que estou a fugir de ti. 
"De nada nem de ninguém", repito em voz alta. Era suposto convencer-me a mim mesma, mas não resulta. Tiro o telemóvel e os phones do bolso. Ponho-os nos ouvidos, e ligo a música. Quero afogar os meus pensamentos em guitarras estridentes e estrondos de bateria. Ponho o volume no máximo. Já não me consigo ouvir a pensar, e assim, sinto-me melhor.
Chego a casa. 
Desligo a música, tiro os phones, o cachecol, o casaco e descalço-me.
Vou à casa de banho e observo o meu reflexo no espelho. Tenho a maquilhagem esborratada. Estive a chorar? Não me apercebi. Ou não me quis aperceber.
Afinal ainda temos algo em comum. Enquanto tu finges não te aperceber que existo, eu finjo que não me apercebo das minhas lágrimas. Mas prometo-te, que será a única coisa que ainda nos liga.

9.1.12

The Bridge ♥



Tenho as mãos geladas. Doem-me os pés. "Não devia ter comprado esta porcaria de botas", penso. Mesmo assim, continuo a andar. Tenho o meu destino definido na cabeça há semanas: a ponte. Está frio, e no céu escuro, conseguem distinguir-se levemente nuvens carregadas, que anunciam mais uma chuvada. "Ultimamente tem chovido muito", digo para mim mesma. Vou tentando afastar outros pensamentos da minha cabeça com este monólogo de circunstância. 
Estou quase a chegar ao meu destino predefinido; apenas me falta atravessar uma rua e lá estarei. Paro no passeio, à espera que o semáforo fique verde para os peões. O tempo parece demorar muito a passar. De repente, uma gota de água cai em cima do meu casaco. E depois outra. E outra. E começa a chover. "Tal como eu tinha pensado". O sinal fica, finalmente, verde. Mesmo assim, olho para um lado e outro antes de atravessar. A chuva tolda-me a visão, mas sei bem o caminho que quero seguir para chegar onde quero estar. 
Avisto finalmente a ponte. E o rio, em todo o seu esplendor. Sento-me num dos bancos que lá estão. A madeira está encharcada, mas não me importo. Olho em volta. Não se vê ninguém por perto, mas continuo a ouvir vozes e gargalhadas, como um barulho de fundo persistente. "PÁRA!", grito na minha cabeça. E as vozes cessam. Tudo está num perfeito silêncio. Então, o meu telemóvel toca. Não me apetece atender, mas mesmo assim, olho para o visor. Conheço este número bem demais. "Não vou mesmo atender", mas antes de poder carregar no botão vermelho, os meus dedos pressionam o verde. Encosto automaticamente o telemóvel ao ouvido e do lado de lá, oiço a tua voz. "Amor?". Fico tentada a ignorar-te, mas da minha boca, sai um "O que é que queres?" "É só para te pedir desculpa. Eu amo-te. E estou arrependido. Fui tão idiota. Consegues perdoar-me?". Ao ouvir estas palavras, uma lágrima quente e salgada teima em escorrer pela minha cara, mas consigo contê-la. "Não. Adeus". E desligo o telemóvel imediatamente. Guardo-o novamente no bolso das calças e esboço um sorriso. "Eu sabia que ele se ia arrepender". 
Ainda não parou de chover. Olho para o relógio. 22h57. 
Levanto-me e aproximo-me do muro da ponte. Sento-me na pedra gelada e cruzo os braços. "O rio é lindo".
Com cuidado, subo para o muro. Deixo-me estar ali uns minutos, em pé, com a chuva a bater-me no corpo. 
Olho novamente para o relógio. 23h23. 
Salto. 
"Porra, não devia ter comprado a merda das botas".

8.1.12

The Girl Who Played With Fire ♥


Amanhã, quero para mim uma caixa de fósforos e um frasco de álcool etílico. Ou uma garrafa de vodka, também resulta, e ainda me faz esquecer esta vida sombria.
Vou arrancar do meu pulso latente as tuas palavras, vou queimar o teu toque, e com a vodka, vou apagar o teu sabor. Tornaste-te numa faca de dois gumes, prontamente com sofreguidão para me apunhalar as costas e o coração. Mas olha, escusas de tentar danificar o meu coração, transformaste-o em granito, duro e escuro. Insensível e inquebrável. E não me venhas dizer que "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura", porque eu não preciso das tuas palavras odiosas para nada.
Os teus argumentos renegados, de nada te servem. Tornei-me agora fria, calculista, insensível, e à medida que a vodka me inebria, torno-me irracional. Tão irracional, ao ponto de te dizer que ainda te amo. Mas faz um favor, a mim e a ti, não acredites nessas palavras, porque eu também sei mentir.
Amanhã, vou fazer uma fogueira; vou deixar-me intoxicar pelo fumo, vou sentir a vodka a correr-me nas veias. Vou apagar, rasurar, queimar, expulsar-te de mim. E quando partires e deixares de habitar o meu corpo, parte com isto:
Tornaste-me nisto. A rapariga que sonhava com uma garrafa de vodka e um fósforo.

6.1.12

Just So You Know ♥



Sabes? Não merecias uma única palavra que fosse da minha parte; mas eu fiz-te uma promessa, e tenho de a cumprir, porque honro as minhas palavras, como muita gente não o faz. Eu prometi que não te ia deixar, nunca, independentemente daquilo que acontecesse, comigo ou contigo. Mas quero que tenhas na tua consciência que não o merecias.
E digo-te, muito sinceramente, que não tinhas o direito de (não) fazer o que fizeste. Estavas comigo, e disseste que me amavas, mesmo sabendo que as tuas palavras não eram fiéis à verdade. Deitaste tudo a perder, e porquê? Porque preferiste as palavras dela, em detrimento às minhas. E não tinhas o direito de fazer isso, porque no final, quem sofre(u) fui eu.
E o facto de teres combinado comigo, para falarmos, e de não te dignares a aparecer? Meu Deus! Não merecias um olhar meu, nem sequer merecias olhar para mim. E hoje, depois de ter dito que me cansei de te dirigir a palavra, mas que fiz uma promessa, olhaste para mim, muito surpreendido, como se eu não tivesse razões para dizer o que disse. E à tarde, quando nos vimos, por obra e (des)graça do Senhor, ignoraste-me. Oh, tu lá (pensas) que sabes, não é?
Quem caiu completamente desamparada, fui eu, e agora, acho que não te importas com isso. 
Fizeste o que fizeste levianamente, tranquilamente, mas eu espero que fiques com o sentimento de culpa, de arrependimento, de amargura, de angústia até, na consciência, porque, na verdade, o que fizeste, não se faz a ninguém, a ninguém mesmo.
Tenho em mim o receio que já não saibas amar alguém como uma pessoa deve e merece ser amada. 
Não te percas.
E repito-me, não merecias que uma única palavra da minha boca fosse dirigida à tua pessoa, mas eu fiz uma promessa, e tenho em mente cumprir e honrá-la, nem que seja para te mostrar que não é impossível fazê-lo, e que não tinhas de ser cobarde e desistir.

5.1.12

Fuck This Fucking Shit ♥

 


a sério, que merda de 2012.
querem que me aconteça mais o quê? é que até morrer era melhor que isto.
vamos só sumariar o que é que me aconteceu nestas últimas duas semanas:

A pessoa que eu pensava ser o amor da minha vida, que me prometeu um sempre, decidiu que afinal, queria amar outra pessoa. Ou melhor, queria amar UMA pessoa, porque sinceramente, duvido que me tenha amado. Sabes? Prometeste-me o Mundo na palma da mão é não foste sequer capaz de me dar o céu.

O meu Avô... não ficou bem. E o funeral foi dos piores dias da minha vida. Ver a minha Avó a chorar aos gritos "O meu amor! A minha paixão" enquanto levavam o caixão, foi... no mínimo, dilacerante. Ver o meu pai a chorar como nunca o tinha visto antes, foi como um tiro em cheio no coração. Perceber que nunca mais ia ver o meu avô... A sério, não há nada pior.

Descobri ontem que tenho uma pneumonia atípica, e que nem sequer devia sair de casa durante pelo menos dois meses. E por causa disso, não vou poder ir ao espetáculo do Cirque Du Soleil, amanhã... A coisa mais alegre, que me tem acontecido neste últimos tempos... aquilo pelo qual tenho estado mais ansiosa, para me libertar do ambiente soturno e triste que está em casa.
Aparentemente, estou em risco de ser internada, e posso morrer. Boa.
Eu queria fugir do ambiente de casa e agora nem sair posso. 

E sabem que mais? Quero que o Mundo se foda.

4.1.12

Everybody Has A Dark Side ♥


E escrever, estas palavras, a estas horas, porquê?
E existir, porquê existir? Não me interpretem mal, estou grata por estar viva, estou grata por o meu coração ainda bombear o sangue que teima em não me aquecer o suficiente. Estou gelada, realmente. E não há mantas que me aqueçam. Só não sei se é porque a casa é mesmo muito fria ou se o gelo já vem de mim. Talvez venha. Talvez eu seja tão insensível que a ruindade já transpira dos meus poros. Mas não. Eu sei que não é isso. Sou demasiado boa pessoa para que isso aconteça. Ou talvez não. Agora acabei de perder toda a credibilidade, não foi? Não me importa. Na verdade, nestes últimos tempos, pouca coisa tem captado a minha atenção, e ainda menos a tem mantido. Desisti de sair com as pessoas do costume. Aquelas pessoas que não trazem nada de novo à minha vida. E também não tenho paciência para tentar travar conhecimento com novos indivíduos, por isso, permaneço eu, sozinha, e isso até se consegue tornar agradável.
Lá fora, ouço o barulho dos carros. Querer viver numa cidade dá nisto. Agora, bem que preferia estar isolada dos sons também. Não são nada de novo. Não me alegram nem me entristecem, apenas tornam o meu humor imutável, e cada vez mais, a cada dia que passa. Isto é, quando dou pelos dias passarem, porque, na maior das honestidades, dormir é para os fracos. E eu recuso-me a dar parte fraca, por isso, até os meus olhos se fecharem (contra minha vontade, é certo), sou a pessoa mais forte que conheço, e não há nada nem ninguém que me possa tirar essa força, que, na verdade, de nada me serve. Mas deixem-me estar. Enquanto vos ignoro, não vos incomodo. E pedia, (se não fosse pedir muito), que também fizessem o mesmo, que esquecessem a minha presença, porque quando morrer, quero apodrecer sem ninguém se lembrar. Dispenso os olhares de pena, os "coitadinha...". Dispenso tudo isso. E não me tentem convencer do contrário.


30 de Dezembro de 2011

Eu nem sei de onde saiu este texto... Da parte mais negra da minha mente, suponho. Everybody has a dark side, right?

30.12.11

2012, Please Be Good ♥


Meus seguidores queridos e fofinhos, muito obrigada por existirem, e por aturarem as minhas palavras.
Posso dizer que graças ao blog, criei muitas amizades, que certamente quero manter em 2012!
Prevejo que este seja o meu último post do ano, por isso não queria mesmo deixar de vos agradecer pelas vossas infindáveis palavras de carinho, apreço e compreensão. Adoro-vos, sabiam?
E que para o ano, venham muitos mais post e muitas mais amizades :)
Bom Ano!
Sorriam e sejam felizes, sempre, porque vocês, definitivamente, merecem-no.

20.11.11

And So It Is...


  
O cheiro impregnava-se-lhe no nariz. Aquele cheiro de terra molhada e do medo de não saber para onde se vai a seguir. Depois de uma vida de rotina, o que se faz? Da janela do quarto via a claridade leitosa que anunciava mais um dia. Um dia de pardas especulações.
  Entre o novo e velho, nem as lágrimas seriam iguais, por mais que as tentasse esculpir. Tudo mudara. Nem para bem, nem para mal, simplesmente mudara. “É a fobia de muito boa gente”, pensava.
  Estava imóvel, na cadeira azul que sabe que construiu na infância. “Sei que construí a cadeira, mas não sei porquê. Para poder ficar imóvel à espera do nada? Para me lembrar que um dia fui criança, ansiando o desconhecido do dia de amanhã? Não me interessa.”. Realmente, o que interessa na vida? A solidão? O silêncio? Ou talvez a companhia e o barulho. Mas este ser humano não tinha nada disso. Este ser humano era um ser. E só “era” porque nascera.
  Nascera há Primaveras a mais, a seu ver, mas não se arrependia de ter escolhido aquela altura para o fazer. Escolher a altura para nascer? Já nem sequer imaginava situações com nexo.
  O nevoeiro presente lá fora, turvava-lhe a vista, e assim, não conseguia observar o resto do Mundo, do lado de lá da sua janela. Talvez fosse por isso que nada do que pensava fazia sentido aos olhos e aos ouvidos da sociedade.