pour toujours

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23.3.12

We Still Play Out In The Rain ♥


Olha em frente e perde o olhar no horizonte que se estende perante si. Pega num cigarro e leva-o aos lábios. Acende-o e sorve o fumo. Sente a boca invadida pelo trago amargo e seco do tabaco. Era como se tivesse bebido uma chávena de café forte. Sentiu-se um pouco zonza, e como sempre, isso dizia-lhe que o cigarro estava a fazer o seu efeito.
Adorava aquele sabor. Era toda uma parafernália de sabores e sensações que o resto do mundo desconhecia.
Acaba de fumar e apaga o cigarro com o pé. Sente o ímpeto de pegar em mais um, mas não o faz. Em vez disso, sai do sítio de onde está, quase em passo de corrida. O ar entrava-lhe por entre as fibras do fino casaco castanho. Doíam-lhe os pés, daqueles sapatos de tacão enorme. "Que se lixe, até gosto da sensação". 
Abrandou o passo e sentou-se num banco de jardim. Tirou outro cigarro da mala, e mais uma vez, desfrutou da calma que lhe trazia. Pensou em tudo. E não pensou em nada. 
Gotas pesadas de água começaram a cair. Nesse preciso momento, deixou cair o cigarro no chão molhado. Apagou-se imediatamente.
A chuva levou-lhe o sorriso. Camuflou-lhe as lágrimas. E depois? Depois fez o que sempre fizera. Devolveu-lhe tudo o que lhe tinha tirado e o que sempre lhe pertencera. O seu coração.

3.3.12

'Cause Your Presence Still Lingers Here ♥


Ouvia o silêncio que pairava à sua volta. A sala estava fria. As mãos, mesmo dentro das luvas, estavam geladas. Tinha conseguido cravar um cigarro ao velho da esquina, mas não tinha lume. Pegou no cigarro e observou-o, com olhos de ver. Retirou as luvas e sentiu bem nos seus dedos a textura suave, mas ao mesmo tempo rugosa. Inspirou o seu aroma. "Porra, era capaz de matar agora por lume". Partiu o cigarro ao meio, e atirou-o para o outro canto da sala.
Tinha o cabelo preso no alto da cabeça. Soltou-o. Sentiu um alívio imediato. Mais ainda queria o cigarro que sabia já não poder levar aos lábios. Teria de permanecer com o sabor doce e ao mesmo tempo, tão amargo, da boca dele. Qualquer coisa seria melhor do que aquela constante recordação dele, mais forte a cada segundo que passava. 
Directamente à sua frente, tinha um espelho de corpo inteiro. Viu o seu corpo, naturalmente esguio, quase esquelético. "Podia perder uns quilos". 
Decidiu que não iria nunca mais ceder à tentação de provar os lábios dele. Toda a amargura que ele lhe deixara na boca e no coração, depois das palavras vãs, era bem superior ao sentimento momentâneo que o movimento dos seus lábios junto dos dele despertava. Ordenou a si mesma que parasse de pensar em tal coisa, e aí, viu o isqueiro que estivera sempre ao seu lado. No outro lado da sala, estava, partido ao meio, o cigarro que nunca chegaria a fumar. 

11.9.11

No Espírito...

No espírito do post anterior, deixo-vos com este anúncio Australiano...
É BASTANTE GRÁFICO