pour toujours

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12.1.12

No, I Can't Take One More Step Towards You ♥



O telemóvel toca. Olho para o relógio. 4h:30 da manhã. "Mas quem será, a esta hora?". Atendo, e ouço uma voz familiar. "O que é queres?" Pergunto, antes de te dar oportunidade de dizer um "Olá" que fosse. "Quero falar contigo. Posso?". Pondero a minha resposta. Se te disser um "não" e te desligar o telemóvel, continuarás a ligar-me até ouvires uma resposta afirmativa. Se te der a oportunidade de dizeres o que queres, estarei a humilhar-me, a rebaixar-me, e a dar parte fraca. Tu notas a minha demora e perguntas "Estás a pensar?". Ris-te. Tens o descaramento de te rires por eu me sentir insegura em relação às tuas palavras. "Não, não podes falar comigo, mas deixa-me dizer-te isto: quando desligares a chamada, e perceberes que nunca mais vais ouvir o som da minha voz, não chores, sorri, porque depois de todas as asneiras que fizeste comigo, ainda conseguiste fazer algo bom; tornaste-me alguém mais forte e ponderada. Sê feliz, e aprende a fazê-lo sem mim". 

Gostava imenso de ter conseguido dizer-te isto, mas fui cobarde e tomei o caminho mais fácil. Desliguei-te a chamada, e em seguida, o telemóvel. Isso garante-me que, mesmo que queiras, não me voltas a incomodar, pelo menos, por hoje.
Não, não me acordaste. Tenho passado as noites em claro. Mas não é por tua culpa. "Não queiras mais de mim do que aquilo que já tens", digo em voz alta. Tenho o hábito de fazer isto, quando estou sozinha. Falo para o ar, como se me pudesses ouvir. Mas eu sei que não podes. Não me importo com isso. É melhor assim, porque eu quero afogar a (grande) parte do meu ser que ainda espera voltar para os teus braços. 
E podes dizer tudo o que quiseres. Eu nunca te dei razão, não é agora que vou começar.

11.1.12

Just 20 Seconds Since I Left You ♥


Está frio na rua. Acelero o passo. Atravesso a estrada sem olhar e chego ao parque. Avisto-te sentado num banco, mesmo no fundo do parque. Deves estar à espera dela. Continuo a andar, tentando não pensar que vou ter de passar mesmo à tua frente, e que não vou poder parar para te cumprimentar. Estou a 5 metros do banco, mas ainda não me viste. Dou mais um passo. Decisão errada, porque tu notaste a minha presença, e olhaste directamente para os meus olhos. Eu viro-te as costas, e quero andar, mas as minhas pernas não me obedecem. Começo a ficar tonta. Sinto os teus olhos cravados nas minhas costas. Não consigo respirar. Pareceu-me ouvir, ao longe, a tua voz, a chamar-me, mas não tenho a certeza. Não quero saber. Faço um esforço enorme, e lá consigo obrigar-me a andar. Só quero fugir dali o mais depressa possível.
Volto ao início do parque, ainda mortificada. Sento-me num banco e olho para o vazio, tentando abstrair-me de tudo, de todos os pensamentos que afluem à minha cabeça, mas nada resulta. Na minha mente, só consigo ver os teus olhos, a tua expressão quando olhaste para mim. Pareceu-me adivinhar ali um laivo de desprezo. Se calhar é o que mereço. 
Sinto alguém a tocar-me no braço. Olho para o lado, esperando ver-te, mas não. É só uma senhora qualquer, que quer saber as horas. "16h42". Mas porque é que eu ainda espero que reconheças que eu existo, quando sei que não o vais fazer?
Levanto-me e saio do parque. Parece que vou ter de seguir o caminho mais longo. Ajeito o cachecol e fecho o casaco. Olho para trás. Já não estás lá, mas não quero ter de passar por ali outra vez.
O meu passo vai ficando cada vez mais rápido, mas não corro. Não estou a fugir de nada nem de ninguém. Só que eu sei que estou a fugir de ti. 
"De nada nem de ninguém", repito em voz alta. Era suposto convencer-me a mim mesma, mas não resulta. Tiro o telemóvel e os phones do bolso. Ponho-os nos ouvidos, e ligo a música. Quero afogar os meus pensamentos em guitarras estridentes e estrondos de bateria. Ponho o volume no máximo. Já não me consigo ouvir a pensar, e assim, sinto-me melhor.
Chego a casa. 
Desligo a música, tiro os phones, o cachecol, o casaco e descalço-me.
Vou à casa de banho e observo o meu reflexo no espelho. Tenho a maquilhagem esborratada. Estive a chorar? Não me apercebi. Ou não me quis aperceber.
Afinal ainda temos algo em comum. Enquanto tu finges não te aperceber que existo, eu finjo que não me apercebo das minhas lágrimas. Mas prometo-te, que será a única coisa que ainda nos liga.

8.1.12

The Girl Who Played With Fire ♥


Amanhã, quero para mim uma caixa de fósforos e um frasco de álcool etílico. Ou uma garrafa de vodka, também resulta, e ainda me faz esquecer esta vida sombria.
Vou arrancar do meu pulso latente as tuas palavras, vou queimar o teu toque, e com a vodka, vou apagar o teu sabor. Tornaste-te numa faca de dois gumes, prontamente com sofreguidão para me apunhalar as costas e o coração. Mas olha, escusas de tentar danificar o meu coração, transformaste-o em granito, duro e escuro. Insensível e inquebrável. E não me venhas dizer que "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura", porque eu não preciso das tuas palavras odiosas para nada.
Os teus argumentos renegados, de nada te servem. Tornei-me agora fria, calculista, insensível, e à medida que a vodka me inebria, torno-me irracional. Tão irracional, ao ponto de te dizer que ainda te amo. Mas faz um favor, a mim e a ti, não acredites nessas palavras, porque eu também sei mentir.
Amanhã, vou fazer uma fogueira; vou deixar-me intoxicar pelo fumo, vou sentir a vodka a correr-me nas veias. Vou apagar, rasurar, queimar, expulsar-te de mim. E quando partires e deixares de habitar o meu corpo, parte com isto:
Tornaste-me nisto. A rapariga que sonhava com uma garrafa de vodka e um fósforo.

5.1.12

Fuck This Fucking Shit ♥

 


a sério, que merda de 2012.
querem que me aconteça mais o quê? é que até morrer era melhor que isto.
vamos só sumariar o que é que me aconteceu nestas últimas duas semanas:

A pessoa que eu pensava ser o amor da minha vida, que me prometeu um sempre, decidiu que afinal, queria amar outra pessoa. Ou melhor, queria amar UMA pessoa, porque sinceramente, duvido que me tenha amado. Sabes? Prometeste-me o Mundo na palma da mão é não foste sequer capaz de me dar o céu.

O meu Avô... não ficou bem. E o funeral foi dos piores dias da minha vida. Ver a minha Avó a chorar aos gritos "O meu amor! A minha paixão" enquanto levavam o caixão, foi... no mínimo, dilacerante. Ver o meu pai a chorar como nunca o tinha visto antes, foi como um tiro em cheio no coração. Perceber que nunca mais ia ver o meu avô... A sério, não há nada pior.

Descobri ontem que tenho uma pneumonia atípica, e que nem sequer devia sair de casa durante pelo menos dois meses. E por causa disso, não vou poder ir ao espetáculo do Cirque Du Soleil, amanhã... A coisa mais alegre, que me tem acontecido neste últimos tempos... aquilo pelo qual tenho estado mais ansiosa, para me libertar do ambiente soturno e triste que está em casa.
Aparentemente, estou em risco de ser internada, e posso morrer. Boa.
Eu queria fugir do ambiente de casa e agora nem sair posso. 

E sabem que mais? Quero que o Mundo se foda.

25.12.11

A Beautiful Release ♥


Princesa, estou e estarei sempre aqui. 

Que nunca te passe sequer pela cabeça duvidares disso.
Perdoa-me a falta de palavras, mas a preocupação, por vezes, tem esse efeito em mim.


Adoro-te, inside & out, for always


11.11.11

11.11.11 ♥



Hoje é dia 11 de Novembro de 2011, ou seja, 11.11.11.
Dizem que às 11h:11 se deve pedir um desejo, e hoje, ainda com mais força.
Eu pedi. E sabes o que pedi? Esclarecimento. A dúvida está a corroer-me! Eu aposto no não. Todas as outras pessoas apostam no sim. Mantenho ou mudo? 

10.11.11

Happy Days? Yeah Right


Palavras serão sempre palavras, e os nossos actos contarão sempre para alguma coisa, quer queiramos quer não. Não há um botão para ligar e desligar os sentimentos das pessoas, e essa ausência traz mais dor do que aquilo que nos quer magoar.



8.11.11

Hear Me Out ♥


Palavras soltas escapam da minha boca à espera que as oiças... 
O vento abafa-as e o mar revolta-se, à espera que eu saiba o que mais te dizer para que me oiças.

7.11.11

My Quiet Place ♥



Olá Mundo!
Por vezes, sorrir não é suficiente para afastar a tristeza que paira em nós... Aliás, na maior parte das vezes não é  nem sequer uma ínfima parte daquilo que temos de fazer para que os fantasmas que nos acompanham nos libertem da sua sombra esmagadora. 
Hoje, olhei para o céu, e vi o Sol. Só assim, olhei para cima e lá estava o astro brilhante, e simplesmente, saber que há algo que brilha, que nos ilumina, fez-me sorrir, e o meu Mundo voltou a girar outra vez.


E este link é maravilhoso, a sério : http://amitaytweeto.com/thequietplace/
Imagem daqui: http://ameninaportrasdavidraca.blogspot.com/search?updated-max=2011-04-16T22%3A02%3A00-07%3A00&max-results=5