pour toujours

Mostrar mensagens com a etiqueta night thoughts. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta night thoughts. Mostrar todas as mensagens

26.3.12

But I Still Remember That Day We Met In December ♥


É como andar sobre vidros partidos. Pensar no que fazer.
É doloroso, e quiçá desnecessário, porque a minha decisão estava tomada desde o início. É uma dor imposta por mim mesma, porque eu sempre soube o que queria fazer. A minha decisão mantém-se. A minha muralha continua erguida. Continua forte, e eu, dentro dela, protegida. Dentro da redoma do meu orgulho. 
Continuarei no silêncio, no exílio, no túnel. O meu corpo permanecerá onde está. A minha mente,  essa, vagueará, mas manter-se-á fiel. Fiel aos seus próprios princípios improvisados. Afinal, há sempre uma primeira vez para tudo, não é?

18.3.12

Nothing Lasts Forever ♥



Sentou-se na cama. A casa estava silenciosa, talvez deserta. O único vestígio de que estaria possivelmente alguma alma dentro daquelas paredes era o ligeiro movimento do seu peito, ao respirar. Dizia possivelmente, porque tudo poderia não passar de um pesadelo e ela afinal não estar... adormecida. Na escuridão da qual não mais se despediria. 




05.03.2012

15.3.12

Tell Me All The Things You Want To Do ♥



Parou.
Numa rua deserta.
Estava cansada. Cansada de tudo.
Não parara um segundo desde que saíra. 
Os ares estavam pesados, como que adivinhando mais uma chuvada, ou talvez algo mais. E a vegetação que via a seu lado era mortiça, como se nunca tivesse sequer florescido. Ouvia algo, mas talvez fosse a sua imaginação. 
Não se lembrava como fora ali parar... Não tinha nada a não ser um casaco, uma caneta e um caderno. E um chapéu-de-chuva imaginado.
Teria começado esta viagem para escrever? Desenhar? Fugir? 
Fugir de quem? De quê?
De si própria, talvez.
Mas já nem isso sabe...
Não fora feita para entender os recantos da sua mente. Retorcida e complicada. Como a arquitectura de uma igreja.
Sentou-se. No chão. Ali mesmo. No asfalto molhado e frio.
Sentou-se, para nunca mais ter de se levantar. 
Para ficar ali para sempre. Isolada de tudo, no sossego.
Começara a chover.
A chuva não a incomodava, muito pelo contrário, sempre achara que lhe fazia bem. Para limpar as ideias, e levar todo o pessimismo numa enxurrada. E seria precisamente isso que faria, mais uma vez.
Sim, a chuva sempre lhe fizera bem.

9.3.12

We Only Said Goodbye With Words ♥


As palavras custavam a sair-lhe da boca. Não queria falar. Não queria ouvir, sequer. Era obrigada a estar ali,  rodeada de pessoas que odiava e que sabia que a odiavam também. Era obrigada a dizer que estava bem, quando claramente só queria fugir. De tudo. Da luz, da escuridão, do barulho. Até do silêncio em que tantas vezes se mergulhava. Fugir de quem? Nem ela o sabia, mas já não aguentava toda aquela fachada. 
Levantou-se e saiu. Ao tomar contacto com o ar abafado daquela noite que inspirava para si, sentiu-se estranhamente feliz. Atravessou a estrada, e nesse momento, passou o ponto sem retorno.

14.2.12

I (Don't) Know My Destination ♥


"Pára, por um momento e olha à tua volta", digo para mim mesma. 
"Já há muito tempo que a tristeza paira em ti, e abraça o teu coração com demasiada força. Há muito tempo que choras e que deixas que a amargura permaneça incrustada no teu ser. Sabes os segundos que já desperdiçaste a tentar conter as lágrimas que acabaram sempre por escorrer-te pela face? Sabes os sorrisos que já deixaste escapar, os momentos aos quais já fechaste os olhos, apenas para te deixares consumir por essa angústia que te destrói um pouco mais, todos os dias? Não fazes ideia daquilo que já sofreste, pois não? Bem sei que tudo o que consegues ver agora é o cansaço e todas as forças que do teu pobre semblante te levaram. Sei que queres desligar-te da luz e daquilo (ou de quem) um dia te fez feliz, mas ouve-me! Não podes fazer isso! Luta por quem acreditas que fará o mesmo por ti. Luta por quem queres. Luta pelas tuas dúvidas. Luta para saberes porquê. Luta para arrancares a verdade do discurso de outrem. Mas, acima de tudo, luta por ti."

12.2.12

I Build Myself Up ♥


O vento gélido batia na persiana com uma força avassaladora. Quase tão avassaladora como a dor que sentia. Quase. A dúvida não lhe saía da mente, como se alguém aí a tivesse imposto e aprisionado. Custava-lhe concentrar-se em algo mais do que nos seus pensamentos. Sentia a alma corroída pelas palavras e actos que não compreendia. E esperava compreendê-los; quando o sol nascesse e o vento esmorecesse. Mas consigo, trazia o medo que o seu mundo iria permanecer na escuridão, e as suas certezas, seriam para sempre arrastadas pelo vento.

11.2.12

There's a Gun In My Hand ♥


Eu deveria proibir-me a mim mesma de escrever estas palavras. Devia deixá-las guardadas bem no fundo de mim, e nunca mais as proferir, com a tua pessoa em mente. Eu deveria deixar estes vocábulos de lado e obrigar o meu coração a seguir em frente. Mas não consigo.
Sou fraca demais para isso, e as minhas noites escuras comprovam-no. Tenho a mente inundada de perguntas e de "porquês". Em todo o nosso discurso, existem incoerências que eu não consigo decifrar. E vou ficando à sombra das tuas escolhas, sabendo que nunca mais vou ver a (nossa) luz. Sinto falta da claridade. Sim, é isso mesmo. Vá, fala lá agora e diz que me compreendes.  Ou talvez seja eu que estou enganada. 

6.2.12

Through My Rise And Fall ♥



Tudo o que oiço é o silêncio. A minha mente está vazia. O meu coração também. As mãos estão frias, e o cabelo, atado descuidadamente num rabo de cavalo. Retirei todos os espelhos que tinha em casa. Já não aguentava ter de ver o meu reflexo, os meus olhos cansados, e cada vez mais baços. 
Dói-me a cabeça. Dói-me o corpo. Dói-me o ser. Preciso de algo que afugente os meus fantasmas, os meus pesadelos constantes. Preciso de algo que afugente o medo constante que faz o meu coração bater ora mais rápido ora quase cessar o seu (já enorme) esforço. Já me custa ser quem sou. Já me custa viver. 



P.S. Meus queridos e fofinhos, já somos (mais de) 100! Obrigada a todos e a cada um de vocês. Obrigada por estarem sempre presentes, obrigada por me lerem. Obrigada por gostarem. Obrigada por tudo, meus lindos! 

4.2.12

Lights Will Guide You Home ♥


Todos os pedacinhos que me foram sendo retirados, tudo o que de mim levaram, paira no ar. E eu quero agarrar essas partículas e voltar a ser quem era, mas as sombras puxam-me para baixo. Vejo tudo aquilo que vivi, todas as memórias que tenho na mente, como fotografias espalhadas no chão, mas apenas consigo agarrar as más, as que me fizeram sofrer. Por mais que tente alcançar a felicidade, ela escapa-se por entre os meus dedos, como se de areia fina se tratasse. 
Dou um passo em frente, decidida a continuar o meu caminho, mas sou empurrada para trás, e caio. O meu corpo não sofre, e a minha boca não profere um único som,  mas por dentro, choro, grito, suplico ao meu mecanismo que não se deixe afectar. Que continue, com brio e cuidado, a funcionar. Mas talvez lhe peça algo impossível. Ele teima em falhar. Teima em reflectir tudo aquilo que fazem comigo. As minhas luzes? São poucas, e eu não consigo ver o caminho, apenas vou distinguindo os contornos daquilo que me espera. Estou grata por existirem, e por me darem tudo de si, mas também precisam de alumiar o seu caminho, e não lhes posso pedir para que me dêem mais do que já dão. 
Obrigada por existirem. 

2.2.12

Who Will Fall Far Behind? ♥


Ela já não sabia o que fazer. Revirava-se na cama há horas. Parecia que todas as mágoas lhe tinham afluído à mente num só momento. Não aguentava mais. 
Levantou-se. Olhou para o relógio que ele lhe tinha oferecido no dia dos namorados. Marcava 5 horas e 7 minutos. Foi para a cozinha e preparou uma chávena de chá. Pôs-lhe 4 colheres de açúcar. Não suportava chá amargo. Enquanto bebia o chá de cidreira, o seu favorito, enrolada numa manta, olhava pela janela. Apenas um pensamento habitava a sua mente exausta: por que é que ainda tinha aquele relógio na mesa de cabeceira? Por que é que ainda não o tinha deitado fora, assim como ele tinha deitado fora o seu coração? A resposta era simples. Ainda o amava. Esperava que ele voltasse com o seu coração. Mas ela não o queria admitir. Dia após dia, tentava convencer-se que aquele relógio estava lá apenas porque ela gostava dele. Porque o seu engenho a acalmava. Mas na verdade, era porque no som dos seus ponteiros, podia jurar que ouvia o bater do coração dele. Podia jurar que o amor dele não tinha morrido, simplesmente estava confinado naquele relógio, e ele (ainda) não o sabia.
Deu por si a pensar no que ele estaria a fazer naquele preciso momento. A dormir? Ou talvez estivesse a fazer tudo menos dormir. Talvez estivesse com ela. Talvez lhe estivesse a prometer tudo aquilo que um dia lhe prometera a ela. Por um momento, desejou poder avisá-la que tudo o que ele lhe sussurrava eram palavras vãs, juras de amor traiçoeiras, e que ele iria acabar por destruir o seu coração. Mas talvez não fossem. Talvez ele amasse mesmo a outra. Talvez ele acabasse por ficar com ela, e por uma vez, cumprir a tal promessa do "para sempre".
Quando acabou o chá, eram quase 5h30. Mas deixou-se estar a observar aquilo que via da janela.
Os primeiros raios de sol iluminaram a cozinha. Iluminaram também os seus olhos, vermelhos do cansaço, e as olheiras profundas que os rodeavam. 
Levantou-se e foi até ao quarto. Olhou  de relance para o relógio. 5h53. Quase 6 da manhã. Tinha de conseguir dormir. De repente, sentiu algo diferente. Sentia a casa mais vazia, mais abandonada. Conseguia ouvir a própria respiração. Conseguia ouvir as lágrimas que lhe escorriam agora pela face abaixo. Deitou-se na cama, e assim que os seus cabelos tocaram o tecido claro e macio da almofada, adormeceu. Um sono profundo. Sem sonhos, sem choros. Simplesmente dormiu.
Quando acordou, olhou para o relógio. Ainda marcava as 5h53.  

31.1.12

No One Can Find The Rewind Button ♥



O barulho das botas no asfalto fê-la acordar dos seus devaneios. Sentia-se gelada. Entrou num dos poucos cafés que ainda estavam abertos àquela hora. O café estava vazio, à excepção de um homem sentado ao balcão a beber um copo de uísque. Sentou-se numa mesa e pediu um café. Não conseguia tirar os olhos do homem do balcão. Algo na sua postura a atraía. Quando lhe foram dar o café, ele levantou-se. Ia a sair, quando os seus olhos se encontraram. Eram de um azul profundo. Embora soubesse que era falta de educação, não conseguia desviar o olhar do dele. Apenas naquela fracção de segundo, consegui ver-lhe a alma. Conseguiu ver-lhe todo o sofrimento, todas as mágoas. E pareceu-lhe ver também um ar convidativo. Como se ele lhe estivesse a pedir conforto. "Estás louca!", pensou, quando ele saiu para a rua. 
Levou a chávena aos lábios cuidadosamente pintados de vermelho. O café, forte e sem açúcar, como sempre, queimou-lhe a garganta. Bebeu-o lentamente, como se esperasse descobrir um novo sabor, por entre todos aqueles que já conhecia. 
Quando acabou o café, deixou-se estar ali sentada, a observar as paredes. Directamente à sua frente, estava pendurado um quadro de uma paisagem. Ao lado, um relógio grande e dourado, marcava 01:05 da manhã. 
Alguém lhe tocou no braço. "Menina, tem de sair. Vamos fechar". Levantou-se, pagou o café e saiu. 
Assim que pôs um pé fora da porta, levantou o olhar e vi-o. O homem do balcão. Ela parou. Ele avançou. Olhou-a nos olhos. Ela viu novamente aquele ar convidativo. Aspirou o seu perfume. Era maravilhoso. Deixou-se inebriar por ele. Ele agarra-a, sorri, e beija-a.
Ela nunca tinha sido beijada assim. Com tanta loucura, tanto desejo. Puro desejo. Explorou a boca dele e descobriu novos sabores, novas tentações. Ele largou-a finalmente, e disse "Vem comigo. Anda comigo. Não preciso de saber o teu nome. Não precisas de saber o meu. Vem só". Ela via o quão imprudente aceitar a proposta dele poderia ser, mas, que se dane! Só por uma noite, queria ser livre de fazer o que lhe apetecesse, e céus!, como lhe apetecia fugir com ele para o fim do mundo. Ela acena que sim com a cabeça, e vão juntos, de mãos dadas para um destino indefinido. Essa indefinição acaba por levá-los até a um quarto de hotel. 
Nesse quarto, ela descobriu cada milímetro dele. Deixou que as suas mãos fortes a protegessem. Deixou que ele a amasse. E deu-lhe tudo de si. Assim como ele lhe deu tudo aquilo de que era feito. Ela viu-se reflectida nos olhos dele, e em todos os momentos que partilharam, deixou com ele uma parte si, para que ele nunca a esquecesse. Para que, numa madrugada fria, ele se sentasse no balcão de um café, com um copo de uísque na mão e pensasse nela, a desejasse de novo. E para que percebesse que ao agarrá-la, ao tocá-la, ao amá-la e ao senti-la daquela maneira, lhe tinha devolvido toda a liberdade, e por isso mesmo, nunca mais a iria ter. 

30.1.12

But I Haven't Seen Barbados ♥


Percebe uma coisa: eu não te ando a evitar por seres quem és. Eu ando a evitar-te por ser quem sou. E hoje... oh, hoje foi um dia mau. Os meus pensamentos acumulavam-se em montes inúteis. 
Tenho o coração ainda rasurado; a sanidade presa por um fio e todas as memórias possivelmente felizes  arquivadas num livro que agora deve estar desfeito em pó. Quando vejo o meu reflexo no espelho, já não reconheço os olhos que aí observo. Estes são mortiços. Não têm vida. Perderam todo o brilho que alguma vez tiveram. E não sei se a culpa será tua. Pode ser minha. Pode ser do tempo que perco a tentar tirar-te do meu pensamento. Pode ser dessas horas que perco sem qualquer resultado. 
A minha mente voa pelos mais diversos recantos, mas acaba sempre por parar em ti. Acaba sempre por ir ter ao sítio que eu mais quero evitar. É cansativo. Eu estou cansada. Eras como uma luz que me guiava, mas agora tornaste-te na luz que me encandeia a visão, de tal modo, que eu não consigo ver o caminho à minha frente. A cada passo que dou, arrisco-me a cair do abismo que sei que se aproxima. Mas recuso-me a ficar parada. Não sei se por medo de me encontrares aqui, à espera que te vás embora; se por curiosidade de saber o que encontrarei no fundo desse abismo. Talvez seja um misto dos dois. Assim como tu foste um misto de amor e de desilusão para mim.

23.1.12

I'm Not Scared Of Your Stolen Power ♥


Escrevo. Escrevo pois nada mais posso fazer.
Congelada, interiorizo aquilo que ainda consigo assimilar, por entre os destroços do que outrora fora algo mais do que uma amálgama  de edifícios destruídos e corpos que jazem, despidos e mutilados, no chão.
Esta guerra, assim como todas as outras que sofremos, não faz sentido. Tudo o que temos tido é guerra. Batalhas. Explosões. Mortes. Feridos. Dor. Perda. Sofrimento.
Quantas mais vidas terão de ser ceifadas, para que, finalmente, os senhores do ouro, do poder e dos diamantes de sangue se retraiam, e deixem de profanizar a vida?
O meu corpo congelou, os meus sentidos entraram em degelo, e agora, não são nada mais que as meras gotas de suor que escorrem pela face de quem não dorme para sobreviver.

"Escorre sangue pelo ouro, em directo na TV.
Embora doa...  (...) 
Nada fiz para mudar
Nada vai mudar!"

22.1.12

Where He Slowly Let Me Drown ♥


Aparentemente, o meu subconsciente mantém-se fiel à tua pessoa, mesmo quando não tem de o fazer. Odeio-o por isso. Porque, quando em sonhos me afogas, me matas, ainda grito um "amo-te", por entre golfadas de ar impossíveis. Enquanto engolia aquela água estagnada, forçada aos meus pulmões, pelas tuas mãos, ainda era o teu nome que os meus lábios tentavam pronunciar.  Ainda era por ti que chamava, a quem pedia socorro. Foi por isso que morri. Pedi ajuda ao meu próprio assassino.
"Foi só um sonho". Era o que eu queria que me dissesses, quando me lançasse de novo para os teus braços. Mas o facto de não o poder fazer, torna tudo assustadoramente mais real.
Eu via, os teus olhos, cheios de raiva, ódio. Possuídos por uma loucura que se tornou fatal para o meu coração.
Tu mataste-me.
E eu acordei. Com o peito pesado, lágrimas a escorrer-me pela cara, e uma sensação de vazio avassaladora. Comecei a tremer. De frio, de raiva, de medo. E não via nada. Estava escuro como breu. Por momentos pensei mesmo que tivesse morrido, que aquilo fosse a tal "vida depois da morte" de que se fala. Mas não. Era  o meu quarto. Ainda só não decidi se fiquei feliz ou desiludida por isso.

16.1.12

"I Love You" Never Felt Like Any Blessing ♥



Já não sei que palavras te hei mais de dirigir. Já gastei tudo o que poderia eventualmente dizer-te. Já disse que te amo. Ou amava. Esse sentimento ficou no passado, e enquanto o conseguir manter aí, é onde permanecerá. 
Deixaste-me as mãos vazias. Geladas. O peito aberto e o coração partido ao meio. A mente turva, como água estagnada. Apagaste o brilho do meu olhar. Passei noites em claro. 
A minha almofada ficou manchada. Todas as lágrimas que derramei por ti, estão lá marcadas, como feridas de guerra. O ar queimava-me a garganta cada vez que proferia uma simples palavra que fosse. A minha mente foi assolada por constantes pesadelos. Nós morríamos sempre, se queres saber.
No entanto, mesmo tendo a perfeita noção de tudo isto, eu dizia a mim mesma que te perdoava, tudo, mas a verdade é que ainda não o tinha conseguido realmente fazer. Ainda.
Mas agora, neste preciso momento, nestes segundos que estão a passar sem nenhum de nós dar conta, consegui fazê-lo. Consegui perdoar-te. Mas não te enganes. A minha mente não apagará nem esquecerá o que aconteceu. Vou apenas pôr-lhe um véu por cima.
E de ti, espero o arrependimento, mas não o retorno. Nem que seja porque sei que tal não vai acontecer.
Eu perdoo o que houver para perdoar.
Eu deixo de amar cada partícula do teu ser. 
Eu sou finalmente livre do aprisionamento que me foi imposto pelo meu próprio coração.
Eu (não) estou apaixonada por ti.
Eu sou eu, novamente. Sou apenas "eu" e não "eu e uma réstia de ti". Eu recuperei o meu ser.
E, pela última vez, serás o meu (não) amor.

15.1.12

Sweeter Than Heaven ♥


Eu estava despedaçada. No chão. Sem forças para me levantar, sem forças sequer para respirar. Eu queria deixar de lutar. Queria cessar o meu esforço tão doloroso para respirar e ficar inerte, afogada nos meus próprios sentimentos. Eu queria. Mas já não quero. E é tudo graças a ti, minha princesa. 
As tuas palavras, conseguem sempre alumiar-me o caminho, mesmo quando tudo está escuro como breu. Consegues sempre secar-me as lágrimas, mesmo quando eu sinto que vou ficar exangue e cair, sem forças para mais. Conheces-me. Conheces a minha alma. Conheces aquilo de que sou feita, porque afinal, somos feitas do mesmo. De recordações, de angústias, de mágoas, de sorrisos forçados e de lágrimas derramadas por quem não as quer ver secas. Mas sabes? Também somos feitas de gargalhadas, de simplicidade, de alegrias, de vitórias, de orgulhos, de amizade, de amor. Somos feitas de luz e de escuridão, quer queiramos quer não. Mas somos nós, e por muito que o nosso exterior se altere, o interior é nosso, e ninguém nos pode tirar isso.
Hoje, ou devo antes dizer, no presente da nossa história, salvaste-me. Levantaste-me do chão, e gritaste. Gritaste para que eu acordasse, para que não me deixasse morrer. Ofereceste à minha alma, o alento que ela tanto precisava e que mais ninguém tinha sido capaz de mostrar. Revestiste o meu coração de força e conseguiste consertá-lo, mesmo quando eu te dizia, dia após dia, que tal seria impossível.
Não conheço palavras suficientes para te agradecer a tua insistência no meu coração magoado. Não tenho na minha mente um léxico tão variado que me permita exprimir o quão grata estou por não desistires de mim, por te manteres sempre do meu lado, mesmo quando o meu coração levantava tempestades, e nos deixava completamente encharcadas de lágrimas. 
Estou aqui. E estarei aqui. Porque tu existes, e porque esse teu coração bondoso te levou a gastar tempo comigo, quando tudo o que precisavas era tempo para ti.
E o que quer que as minhas palavras valham, eu quero abraçar-te e fazer por ti o triplo de tudo o que já fizeste por mim. Porque tu, mais do que ninguém, mereces todo o meu tempo, toda a minha dedicação, todo o meu ser.
Amo-te muito, princesa.

9.1.12

The Bridge ♥



Tenho as mãos geladas. Doem-me os pés. "Não devia ter comprado esta porcaria de botas", penso. Mesmo assim, continuo a andar. Tenho o meu destino definido na cabeça há semanas: a ponte. Está frio, e no céu escuro, conseguem distinguir-se levemente nuvens carregadas, que anunciam mais uma chuvada. "Ultimamente tem chovido muito", digo para mim mesma. Vou tentando afastar outros pensamentos da minha cabeça com este monólogo de circunstância. 
Estou quase a chegar ao meu destino predefinido; apenas me falta atravessar uma rua e lá estarei. Paro no passeio, à espera que o semáforo fique verde para os peões. O tempo parece demorar muito a passar. De repente, uma gota de água cai em cima do meu casaco. E depois outra. E outra. E começa a chover. "Tal como eu tinha pensado". O sinal fica, finalmente, verde. Mesmo assim, olho para um lado e outro antes de atravessar. A chuva tolda-me a visão, mas sei bem o caminho que quero seguir para chegar onde quero estar. 
Avisto finalmente a ponte. E o rio, em todo o seu esplendor. Sento-me num dos bancos que lá estão. A madeira está encharcada, mas não me importo. Olho em volta. Não se vê ninguém por perto, mas continuo a ouvir vozes e gargalhadas, como um barulho de fundo persistente. "PÁRA!", grito na minha cabeça. E as vozes cessam. Tudo está num perfeito silêncio. Então, o meu telemóvel toca. Não me apetece atender, mas mesmo assim, olho para o visor. Conheço este número bem demais. "Não vou mesmo atender", mas antes de poder carregar no botão vermelho, os meus dedos pressionam o verde. Encosto automaticamente o telemóvel ao ouvido e do lado de lá, oiço a tua voz. "Amor?". Fico tentada a ignorar-te, mas da minha boca, sai um "O que é que queres?" "É só para te pedir desculpa. Eu amo-te. E estou arrependido. Fui tão idiota. Consegues perdoar-me?". Ao ouvir estas palavras, uma lágrima quente e salgada teima em escorrer pela minha cara, mas consigo contê-la. "Não. Adeus". E desligo o telemóvel imediatamente. Guardo-o novamente no bolso das calças e esboço um sorriso. "Eu sabia que ele se ia arrepender". 
Ainda não parou de chover. Olho para o relógio. 22h57. 
Levanto-me e aproximo-me do muro da ponte. Sento-me na pedra gelada e cruzo os braços. "O rio é lindo".
Com cuidado, subo para o muro. Deixo-me estar ali uns minutos, em pé, com a chuva a bater-me no corpo. 
Olho novamente para o relógio. 23h23. 
Salto. 
"Porra, não devia ter comprado a merda das botas".

8.1.12

The Girl Who Played With Fire ♥


Amanhã, quero para mim uma caixa de fósforos e um frasco de álcool etílico. Ou uma garrafa de vodka, também resulta, e ainda me faz esquecer esta vida sombria.
Vou arrancar do meu pulso latente as tuas palavras, vou queimar o teu toque, e com a vodka, vou apagar o teu sabor. Tornaste-te numa faca de dois gumes, prontamente com sofreguidão para me apunhalar as costas e o coração. Mas olha, escusas de tentar danificar o meu coração, transformaste-o em granito, duro e escuro. Insensível e inquebrável. E não me venhas dizer que "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura", porque eu não preciso das tuas palavras odiosas para nada.
Os teus argumentos renegados, de nada te servem. Tornei-me agora fria, calculista, insensível, e à medida que a vodka me inebria, torno-me irracional. Tão irracional, ao ponto de te dizer que ainda te amo. Mas faz um favor, a mim e a ti, não acredites nessas palavras, porque eu também sei mentir.
Amanhã, vou fazer uma fogueira; vou deixar-me intoxicar pelo fumo, vou sentir a vodka a correr-me nas veias. Vou apagar, rasurar, queimar, expulsar-te de mim. E quando partires e deixares de habitar o meu corpo, parte com isto:
Tornaste-me nisto. A rapariga que sonhava com uma garrafa de vodka e um fósforo.

6.1.12

Just So You Know ♥



Sabes? Não merecias uma única palavra que fosse da minha parte; mas eu fiz-te uma promessa, e tenho de a cumprir, porque honro as minhas palavras, como muita gente não o faz. Eu prometi que não te ia deixar, nunca, independentemente daquilo que acontecesse, comigo ou contigo. Mas quero que tenhas na tua consciência que não o merecias.
E digo-te, muito sinceramente, que não tinhas o direito de (não) fazer o que fizeste. Estavas comigo, e disseste que me amavas, mesmo sabendo que as tuas palavras não eram fiéis à verdade. Deitaste tudo a perder, e porquê? Porque preferiste as palavras dela, em detrimento às minhas. E não tinhas o direito de fazer isso, porque no final, quem sofre(u) fui eu.
E o facto de teres combinado comigo, para falarmos, e de não te dignares a aparecer? Meu Deus! Não merecias um olhar meu, nem sequer merecias olhar para mim. E hoje, depois de ter dito que me cansei de te dirigir a palavra, mas que fiz uma promessa, olhaste para mim, muito surpreendido, como se eu não tivesse razões para dizer o que disse. E à tarde, quando nos vimos, por obra e (des)graça do Senhor, ignoraste-me. Oh, tu lá (pensas) que sabes, não é?
Quem caiu completamente desamparada, fui eu, e agora, acho que não te importas com isso. 
Fizeste o que fizeste levianamente, tranquilamente, mas eu espero que fiques com o sentimento de culpa, de arrependimento, de amargura, de angústia até, na consciência, porque, na verdade, o que fizeste, não se faz a ninguém, a ninguém mesmo.
Tenho em mim o receio que já não saibas amar alguém como uma pessoa deve e merece ser amada. 
Não te percas.
E repito-me, não merecias que uma única palavra da minha boca fosse dirigida à tua pessoa, mas eu fiz uma promessa, e tenho em mente cumprir e honrá-la, nem que seja para te mostrar que não é impossível fazê-lo, e que não tinhas de ser cobarde e desistir.

5.1.12

Fuck This Fucking Shit ♥

 


a sério, que merda de 2012.
querem que me aconteça mais o quê? é que até morrer era melhor que isto.
vamos só sumariar o que é que me aconteceu nestas últimas duas semanas:

A pessoa que eu pensava ser o amor da minha vida, que me prometeu um sempre, decidiu que afinal, queria amar outra pessoa. Ou melhor, queria amar UMA pessoa, porque sinceramente, duvido que me tenha amado. Sabes? Prometeste-me o Mundo na palma da mão é não foste sequer capaz de me dar o céu.

O meu Avô... não ficou bem. E o funeral foi dos piores dias da minha vida. Ver a minha Avó a chorar aos gritos "O meu amor! A minha paixão" enquanto levavam o caixão, foi... no mínimo, dilacerante. Ver o meu pai a chorar como nunca o tinha visto antes, foi como um tiro em cheio no coração. Perceber que nunca mais ia ver o meu avô... A sério, não há nada pior.

Descobri ontem que tenho uma pneumonia atípica, e que nem sequer devia sair de casa durante pelo menos dois meses. E por causa disso, não vou poder ir ao espetáculo do Cirque Du Soleil, amanhã... A coisa mais alegre, que me tem acontecido neste últimos tempos... aquilo pelo qual tenho estado mais ansiosa, para me libertar do ambiente soturno e triste que está em casa.
Aparentemente, estou em risco de ser internada, e posso morrer. Boa.
Eu queria fugir do ambiente de casa e agora nem sair posso. 

E sabem que mais? Quero que o Mundo se foda.