E hoje, fizeram-me realmente feliz. Tornaram o meu dia melhor. Já tinha saudades vossas, a sério que sim. Há muito tempo que não me sentia assim. O meu sorriso hoje foi verdadeiro, garanto-vos, e foi tudo graças a vocês. Hoje, foi como se tivesse chovido. Obrigada.
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13.6.12
20.5.12
Even Though You're Not Here ♥
Recorda o seu nome proferido pela voz de que já não interessa e sente-se patética por ainda se sentir tremer, do recordar de todas as oscilações melodiosas que aquela voz lhe dirigia. É uma pequena desistente, com um coração de ouro que enferruja.
Não é nada mais que um coração triste. Não é nada mais do que uma desculpa patética de existência que ainda chora com o silêncio. Amou. Sim, amou, muito, e foi ridicularizada ao acreditar que também a amaram.
É apenas a fraqueza dos sentimentos, ela. Ela é parva o suficiente ao ponto de alienar todos os que dela se aproximam. Não dança, não sorri, não sente. Apenas canta, porque aí se concentra na sua voz e não na dele.
Finge não saber que já perdeu tudo e continua deitada no chão. Ajeita o cabelo com as mãos que tremem e espera pelo colapso do seu corpo. Pede açúcar, porque a obrigam. Quem? As luzes que se apagarão, mais cedo ou mais tarde, quando o peso do seu coração estagnado foi maior do que a vida. Aí, apenas ressoará nas luzes um ténue "eu avisei-vos". Aí, já não existirá a voz dela. Ou a dele.
Tu, meu amor-perfeito, vem cá e mata-me.
8.5.12
Don't Stop Me Now ♥
Acabara. Morrera.
Lá fora, as luzes tinham-se apagado. Dentro dela, também. As palavras escapavam-se-lhe por entre os dedos. Já não tinha voz para gritar. Os soluços que faziam o seu peito convulsar bruscamente eram o único sinal de vida que deixava transparecer. Via-se perdida. Talvez apenas encontrada nos sítios de onde queria desesperadamente fugir. Tropeça e cai.Não faz menções de se levantar. Lá fora, a chuva cai ruidosamente, mas a única água que vê, é a que lhe escorre dos olhos.
Espera pelo dia que venha, mas tem a sensação que vai ficar perdida no negrume. Não na noite, pois essa sempre lhe aclarou as ideias, mas no negrume. Desta vez, num beco sem saída. Talvez lhe agradasse, a ideia. Talvez não. Levantou-se, e lutou para chegar até às luzes que via flutuarem ao longe. Encontrou-as. Agarrou-se a elas e evitou o naufrágio, na enxurrada de palavras que a transcendiam. Estava livre. Estava finalmente livre. E agora, seria finalmente feliz. Sabia-o. Sentia-o. Não tinha nada que a prendesse ao chão. Nada que a prendesse a ele. Graças a Deus? Talvez. Gostava de acreditar que desta vez, só desta vez, fora graças a ela.
Começara. Sobrevivera.
5.4.12
Drink Up Sweet Decadence ♥
Atravessara a estrada a medo. Não estava completamente certa daquilo que planeava fazer. Refugiar-se no escuro talvez ajudasse. Deixar as luzes para trás.
Continuou a andar, acelerando o passo. Embrenhou-se ainda mais nas ruas desconhecias, cujas esquinas a baralhavam. Tudo estava silencioso, por isso, o estranho o som de uma respiração pesada alertou-lhe os sentidos. Sentia-se desconfortável, como se algo não estivesse bem. Talvez não estivesse mesmo. Ou talvez fosse apenas o medo a falar mais alto.
Lentamente, olhou para trás. Pareceu-lhe adivinhar uma sombra, mas era de certeza apenas um pequeno candeeiro pendurado numa varanda. "Mas não há vento...".
O ar estava pesado, e ela sentia dificuldade em respirar. Era-lhe difícil manter-se consciente. Sentiu-se a cair, e a última coisa que viu foi o candeeiro apagar-se.
Ele vira-a cair. Vira o medo nos olhos dela quando se voltara para trás e perscrutara o vazio. O vazio onde ele se encontrava. O vazio por onde a seguira, imitando-lhe os passos, desvendando-lhe as rotinas. Quando a vira cair, soubera que estava tudo acabado. Ela morrera, e ele continuaria no vazio, no escuro, como que esperando pela sua alma.
29.2.12
And I Dream Of Something Wild ♥
Pressinto em cada canto por onde passo, o receio de me perder. De me esquecer de mim e daquilo que (ainda) sou.
É talvez algo irracional, mas o meu engenho sofre a cada inspiração. Nada. Tudo. Uma amálgama de sensações que não consigo explicar. Tudo o que resta de mim pede para ser destruído, e por mais que queira ceder a tal pedido, há algo que, numa ténue e quase destruída esperança, me prende aqui.
Talvez sejam as minhas luzes. As luzes às quais devo tudo de mim.
Permaneçam comigo, pois sei que com (ou por) vocês, encontrarei o caminho de volta para a claridade.
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