pour toujours

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11.2.12

There's a Gun In My Hand ♥


Eu deveria proibir-me a mim mesma de escrever estas palavras. Devia deixá-las guardadas bem no fundo de mim, e nunca mais as proferir, com a tua pessoa em mente. Eu deveria deixar estes vocábulos de lado e obrigar o meu coração a seguir em frente. Mas não consigo.
Sou fraca demais para isso, e as minhas noites escuras comprovam-no. Tenho a mente inundada de perguntas e de "porquês". Em todo o nosso discurso, existem incoerências que eu não consigo decifrar. E vou ficando à sombra das tuas escolhas, sabendo que nunca mais vou ver a (nossa) luz. Sinto falta da claridade. Sim, é isso mesmo. Vá, fala lá agora e diz que me compreendes.  Ou talvez seja eu que estou enganada. 

10.2.12

And The Tears Come Streaming Down Your Face ♥



A porta entreaberta deixava entrar no quarto uns poucos raios de sol, no entanto, o ambiente continuava gelado.  Na mão, tinha um cigarro, e no colo, uma revista que ia folheando sem interesse. Conseguia ouvir uma música de fundo, vinda da rua, mas era-lhe desconhecida. Fechou a revista, deu mais um bafo no cigarro e fechou totalmente a porta. O quarto ficou completamente mergulhado na escuridão. Sentou-se no chão, e, sem dar por isso, começou a chorar. Tentou parar, mas não conseguia. Ia repetindo palavras para si, como em jeito de oração, para tentar confortar o seu coração magoado, mas nada resultava. Chorou até não conseguir mais respirar. Chorou até não ter forças para se levantar. Chorou até ficar exangue de lágrimas. Chorou até a sua máquina cessar. Chorou.

8.2.12

Stuck In Reverse ♥


Todos os dias teimam em ser iguais. A tristeza consome-me por dentro. Fico gelada e o meu olhar, vazio. Não era suposto sentir-me assim, pois não? Não era suposto que o meu mundo se desmoronasse de um dia para outro. Não era suposto que eu escrevesse estas linhas. Não era suposto que eu caísse. Mas caí. A única opção agora? Levantar-me. Contigo ou sem ti.

6.2.12

Through My Rise And Fall ♥



Tudo o que oiço é o silêncio. A minha mente está vazia. O meu coração também. As mãos estão frias, e o cabelo, atado descuidadamente num rabo de cavalo. Retirei todos os espelhos que tinha em casa. Já não aguentava ter de ver o meu reflexo, os meus olhos cansados, e cada vez mais baços. 
Dói-me a cabeça. Dói-me o corpo. Dói-me o ser. Preciso de algo que afugente os meus fantasmas, os meus pesadelos constantes. Preciso de algo que afugente o medo constante que faz o meu coração bater ora mais rápido ora quase cessar o seu (já enorme) esforço. Já me custa ser quem sou. Já me custa viver. 



P.S. Meus queridos e fofinhos, já somos (mais de) 100! Obrigada a todos e a cada um de vocês. Obrigada por estarem sempre presentes, obrigada por me lerem. Obrigada por gostarem. Obrigada por tudo, meus lindos! 

5.2.12

God Only Knows What We're Fighting For ♥


Vou ouvindo os ponteiros do relógio. O tempo vai passando. A mediocridade paira no ar, misturada com as partículas de pó e com o fumo do meu cigarro. Dou um gole no chá. Queima-me a garganta e a língua, mas não quero saber. Pode ser que queime também a dormência. 
Olho para o mundo do lado de fora da minha janela. Está inerte. Parece um daqueles quadros reles e baratos que vemos, expostos nos consultórios médicos. Algo no mundo lá fora se move. Oiço um estrondo. Um carro foi contra um poste. Provavelmente, é mais um condutor podre de bêbado. Deve beber para escapar à mediocridade da sua vida. Mas como eu já disse, ela paira no ar, é impossível escapar-lhe. 
Mais um gole de chá. Mais um bafo no cigarro. 
Ao fim de não sei quantas horas, afasto-me da janela. O carro ainda lá estava, espetado contra um poste agora deformado. O condutor, tinha saído pelo próprio pé. Deve ter fugido. Foi procurar outro bar. Outra cerveja. Outro uísque. Outra vodka. Outro copo de vinho. Outra vida.

4.2.12

Lights Will Guide You Home ♥


Todos os pedacinhos que me foram sendo retirados, tudo o que de mim levaram, paira no ar. E eu quero agarrar essas partículas e voltar a ser quem era, mas as sombras puxam-me para baixo. Vejo tudo aquilo que vivi, todas as memórias que tenho na mente, como fotografias espalhadas no chão, mas apenas consigo agarrar as más, as que me fizeram sofrer. Por mais que tente alcançar a felicidade, ela escapa-se por entre os meus dedos, como se de areia fina se tratasse. 
Dou um passo em frente, decidida a continuar o meu caminho, mas sou empurrada para trás, e caio. O meu corpo não sofre, e a minha boca não profere um único som,  mas por dentro, choro, grito, suplico ao meu mecanismo que não se deixe afectar. Que continue, com brio e cuidado, a funcionar. Mas talvez lhe peça algo impossível. Ele teima em falhar. Teima em reflectir tudo aquilo que fazem comigo. As minhas luzes? São poucas, e eu não consigo ver o caminho, apenas vou distinguindo os contornos daquilo que me espera. Estou grata por existirem, e por me darem tudo de si, mas também precisam de alumiar o seu caminho, e não lhes posso pedir para que me dêem mais do que já dão. 
Obrigada por existirem. 

3.2.12

Bless Your Soul ♥


Vem. Vem devagar. Podes levar todo o meu ser. Dou-te tudo aquilo que sou. Descobre aquilo de que sou feita. Consegues encontrar no espectro do meu olhar quantas lágrimas já chorei? E nos meus lábios? Contas os meus sorrisos? Vem e desinquieta tudo aquilo que sei. Ensina-me a ser como gostava de ser. Metamorfoseia as minhas palavras na música que queres ouvir. Leva os meus pensamentos, antes que me destruam. Vem, vem sem pressa.
 Mas vem por mim.
Vem para mim.

2.2.12

Who Will Fall Far Behind? ♥


Ela já não sabia o que fazer. Revirava-se na cama há horas. Parecia que todas as mágoas lhe tinham afluído à mente num só momento. Não aguentava mais. 
Levantou-se. Olhou para o relógio que ele lhe tinha oferecido no dia dos namorados. Marcava 5 horas e 7 minutos. Foi para a cozinha e preparou uma chávena de chá. Pôs-lhe 4 colheres de açúcar. Não suportava chá amargo. Enquanto bebia o chá de cidreira, o seu favorito, enrolada numa manta, olhava pela janela. Apenas um pensamento habitava a sua mente exausta: por que é que ainda tinha aquele relógio na mesa de cabeceira? Por que é que ainda não o tinha deitado fora, assim como ele tinha deitado fora o seu coração? A resposta era simples. Ainda o amava. Esperava que ele voltasse com o seu coração. Mas ela não o queria admitir. Dia após dia, tentava convencer-se que aquele relógio estava lá apenas porque ela gostava dele. Porque o seu engenho a acalmava. Mas na verdade, era porque no som dos seus ponteiros, podia jurar que ouvia o bater do coração dele. Podia jurar que o amor dele não tinha morrido, simplesmente estava confinado naquele relógio, e ele (ainda) não o sabia.
Deu por si a pensar no que ele estaria a fazer naquele preciso momento. A dormir? Ou talvez estivesse a fazer tudo menos dormir. Talvez estivesse com ela. Talvez lhe estivesse a prometer tudo aquilo que um dia lhe prometera a ela. Por um momento, desejou poder avisá-la que tudo o que ele lhe sussurrava eram palavras vãs, juras de amor traiçoeiras, e que ele iria acabar por destruir o seu coração. Mas talvez não fossem. Talvez ele amasse mesmo a outra. Talvez ele acabasse por ficar com ela, e por uma vez, cumprir a tal promessa do "para sempre".
Quando acabou o chá, eram quase 5h30. Mas deixou-se estar a observar aquilo que via da janela.
Os primeiros raios de sol iluminaram a cozinha. Iluminaram também os seus olhos, vermelhos do cansaço, e as olheiras profundas que os rodeavam. 
Levantou-se e foi até ao quarto. Olhou  de relance para o relógio. 5h53. Quase 6 da manhã. Tinha de conseguir dormir. De repente, sentiu algo diferente. Sentia a casa mais vazia, mais abandonada. Conseguia ouvir a própria respiração. Conseguia ouvir as lágrimas que lhe escorriam agora pela face abaixo. Deitou-se na cama, e assim que os seus cabelos tocaram o tecido claro e macio da almofada, adormeceu. Um sono profundo. Sem sonhos, sem choros. Simplesmente dormiu.
Quando acordou, olhou para o relógio. Ainda marcava as 5h53.  

31.1.12

No One Can Find The Rewind Button ♥



O barulho das botas no asfalto fê-la acordar dos seus devaneios. Sentia-se gelada. Entrou num dos poucos cafés que ainda estavam abertos àquela hora. O café estava vazio, à excepção de um homem sentado ao balcão a beber um copo de uísque. Sentou-se numa mesa e pediu um café. Não conseguia tirar os olhos do homem do balcão. Algo na sua postura a atraía. Quando lhe foram dar o café, ele levantou-se. Ia a sair, quando os seus olhos se encontraram. Eram de um azul profundo. Embora soubesse que era falta de educação, não conseguia desviar o olhar do dele. Apenas naquela fracção de segundo, consegui ver-lhe a alma. Conseguiu ver-lhe todo o sofrimento, todas as mágoas. E pareceu-lhe ver também um ar convidativo. Como se ele lhe estivesse a pedir conforto. "Estás louca!", pensou, quando ele saiu para a rua. 
Levou a chávena aos lábios cuidadosamente pintados de vermelho. O café, forte e sem açúcar, como sempre, queimou-lhe a garganta. Bebeu-o lentamente, como se esperasse descobrir um novo sabor, por entre todos aqueles que já conhecia. 
Quando acabou o café, deixou-se estar ali sentada, a observar as paredes. Directamente à sua frente, estava pendurado um quadro de uma paisagem. Ao lado, um relógio grande e dourado, marcava 01:05 da manhã. 
Alguém lhe tocou no braço. "Menina, tem de sair. Vamos fechar". Levantou-se, pagou o café e saiu. 
Assim que pôs um pé fora da porta, levantou o olhar e vi-o. O homem do balcão. Ela parou. Ele avançou. Olhou-a nos olhos. Ela viu novamente aquele ar convidativo. Aspirou o seu perfume. Era maravilhoso. Deixou-se inebriar por ele. Ele agarra-a, sorri, e beija-a.
Ela nunca tinha sido beijada assim. Com tanta loucura, tanto desejo. Puro desejo. Explorou a boca dele e descobriu novos sabores, novas tentações. Ele largou-a finalmente, e disse "Vem comigo. Anda comigo. Não preciso de saber o teu nome. Não precisas de saber o meu. Vem só". Ela via o quão imprudente aceitar a proposta dele poderia ser, mas, que se dane! Só por uma noite, queria ser livre de fazer o que lhe apetecesse, e céus!, como lhe apetecia fugir com ele para o fim do mundo. Ela acena que sim com a cabeça, e vão juntos, de mãos dadas para um destino indefinido. Essa indefinição acaba por levá-los até a um quarto de hotel. 
Nesse quarto, ela descobriu cada milímetro dele. Deixou que as suas mãos fortes a protegessem. Deixou que ele a amasse. E deu-lhe tudo de si. Assim como ele lhe deu tudo aquilo de que era feito. Ela viu-se reflectida nos olhos dele, e em todos os momentos que partilharam, deixou com ele uma parte si, para que ele nunca a esquecesse. Para que, numa madrugada fria, ele se sentasse no balcão de um café, com um copo de uísque na mão e pensasse nela, a desejasse de novo. E para que percebesse que ao agarrá-la, ao tocá-la, ao amá-la e ao senti-la daquela maneira, lhe tinha devolvido toda a liberdade, e por isso mesmo, nunca mais a iria ter. 

30.1.12

But I Haven't Seen Barbados ♥


Percebe uma coisa: eu não te ando a evitar por seres quem és. Eu ando a evitar-te por ser quem sou. E hoje... oh, hoje foi um dia mau. Os meus pensamentos acumulavam-se em montes inúteis. 
Tenho o coração ainda rasurado; a sanidade presa por um fio e todas as memórias possivelmente felizes  arquivadas num livro que agora deve estar desfeito em pó. Quando vejo o meu reflexo no espelho, já não reconheço os olhos que aí observo. Estes são mortiços. Não têm vida. Perderam todo o brilho que alguma vez tiveram. E não sei se a culpa será tua. Pode ser minha. Pode ser do tempo que perco a tentar tirar-te do meu pensamento. Pode ser dessas horas que perco sem qualquer resultado. 
A minha mente voa pelos mais diversos recantos, mas acaba sempre por parar em ti. Acaba sempre por ir ter ao sítio que eu mais quero evitar. É cansativo. Eu estou cansada. Eras como uma luz que me guiava, mas agora tornaste-te na luz que me encandeia a visão, de tal modo, que eu não consigo ver o caminho à minha frente. A cada passo que dou, arrisco-me a cair do abismo que sei que se aproxima. Mas recuso-me a ficar parada. Não sei se por medo de me encontrares aqui, à espera que te vás embora; se por curiosidade de saber o que encontrarei no fundo desse abismo. Talvez seja um misto dos dois. Assim como tu foste um misto de amor e de desilusão para mim.

29.1.12

I'm Walking With Spiders ♥


O cheiro bafiento da sala de jantar misturava-se com o fumo do cigarro que acabara de acender. Deu um bafo. Não gostava do sabor, mas a sensação era agradável. Levou-o aos lábios mais duas vezes e deitou-o fora. 
Olha para ele, sentado numa cadeira, directamente à sua frente. Ele ia dizer-lhe qualquer coisa, mas ela silenciou-o com um gesto. Levantou-se, dirigiu-se até ele e beijou-o. Ele não resistiu, como ele pensara que fizesse. Ao invés, entregou-se totalmente a ela. Agarrou-lhe no cabelo e sentou-a no seu colo. Por entre todas aquelas sensações, o sabor quente e molhado da boca que ela tinha decorado, por entre todos aqueles beijos loucos e selvagens, ela sorriu. Afinal, ele ainda lhe pertencia.
Deteve-se quando ele lhe começou a tirar a camisola. Levantou-se do colo dele, quase tonta de adrenalina e foi até ao armário das bebidas. Tirou a vodka e bebeu, directamente da garrafa. Atirou-a ao chão e viu os recortes de jornal ali espalhados, definharem e a tinta das letras desaparecer.
"Vem comigo", disse-lhe. Ele levantou-se e ela dirigiu-se a uma porta fechada. Rodou a maçaneta enferrujada e a porta abriu-se, rangendo. A divisão estava completamente mergulhada na mais pura escuridão. (Se é que a escuridão pode ser pura). "Entra". Ele entrou. sem a mínima hesitação. "Então ele sempre confia em mim", pensou ela. Entrou de seguida e fechou a porta. Estendeu a mão até ao sítio onde sabia estar o interruptor e acendeu-o. 
Sentou-se no chão poeirento. Ele imitou-lhe os movimentos. A sala estava vazia. As duas únicas almas ali presentes: a dele. E a dela.
Estavam sentados frente a frente, mais uma vez. Permaneceram em silêncio, até que ela diz "Para sempre". Ele fica confuso. "O que queres dizer com isso?" "Seremos para sempre réstias daquilo que um dia quisemos ser. Sofremos, chorámos, e no fim, onde é que tudo isso nos trouxe? Até aqui. Até esta sala vazia onde eu sei que estou apenas eu realmente". "Mata-te". "Para quê? Para apodrecer aqui, com nada mais do que uma mera recordação tua, do teu sabor e do cheiro do fumo daqueles cigarros baratos? Não". Levantou-se, saiu,  e fechou a porta. Ele não a seguiu. Foi até à sala de jantar. Acendeu outro cigarro e pegou numa réstia de jornal que não se afogara na vodka. Leu as letras grandes e negras: "ELE (JÁ) MORREU".   

28.1.12

And Who Do You Think You Are? ♥



Faz hoje um mês. Faz hoje um mês que decidiste separar os nossos caminhos. Faz hoje um mês que me disseste que o que vivemos foi uma mentira.
Um mês de lágrimas, um mês de gritos, um mês de escuridão. Mas não te aches muito importante, não foste só tu a razão pelo qual este meu último mês tenha sido um inferno. Mas foste parte dela, e isso chega.
Isso chega para eu me sentir destruída por ti, embora não queira. Isso chega para me esconder da tua sombra. Isso chega para não conseguir sorrir como antes.
E sabes o que mais chega? Eu viver a minha vida em prol do teu ser. Chega. Acabou. 
Porquê? Ainda podes perguntar (embora duvide que o faças). Porque "nós" acabámos. Morremos. Cedemos. Esmorecemos. Agora existo eu. Sem ti. E talvez seja melhor assim. Não para ti. Para mim.

27.1.12

It Takes An Ocean Not To Break ♥


Avô, a tua ausência marcou-me mais do que eu esperava.
A dor que sinto é muito superior àquela que gostava que o meu coração suportasse. Não penses que te queria esquecer, ou que queria ficar indiferente à tua partida; mas também não me queria sentir assim. 
Estou permanentemente à beira das lágrimas. Não há um dia em que não chore. Tenho saudades tuas. Da tua voz. E o facto de saber que NUNCA mais vou poder ouvir a tua voz quando me chamavas "pequenina", dói tanto tanto. Custa-me respirar só de saber que nunca mais vou poder sentir os teus braços protectores à minha volta. Tenho os olhos a arder de tanto tentar conter as lágrimas que querem transbordar dos meus olhos castanhos. Castanhos escuros, como os teus.
Tenho saudades tuas. Arrependo-me de não ter passado tanto tempo quanto devia contigo. Enquanto podia. Sinto-me culpada. E essa culpa corrói-me por dentro. Acho que nunca senti nada tão mau assim.
Meu Deus! Eu queria tanto, mas tanto poder ter-te aqui comigo outra vez! Partiste tão repentinamente... Não deste tempo para que  me pudesse mentalizar que nunca mais iria ver-te. E isso não é justo para nenhum de nós.
Eu sempre disse que se pudesse voltar atrás no tempo... bem, não voltava, nem alterava nada, mas agora, dava tudo de mim para poder regressar aos segundos, aos dias, aos anos que já passaram, só para poder ter-te comigo novamente, avô. Apetece-me gritar aos quatro cantos do Mundo "Volta, por favor!", mas para quê? Não iria adiantar de nada.
Será que estás a olhar por mim? Será que estás bem?
Oh, e já estou a chorar outra vez... Porquê?! Porque é que isto me afecta tanto? Não devia! Não podia! Tudo desabou, e porquê? Será que sou eu que sou fraca ou és tu que és uma luz muito mais forte, avô?   
  

26.1.12

Please Teach Me Gently How To Breathe ♥


Já não sei se hei-de chorar se hei-de rir. Se rir, é de mim própria. Do quão ridícula me tornei. Estou perdida, num caminho que pensava saber de cor e salteado. Todos os meus passos me levam para um labirinto. E o pior é que eu sei que descobrir a saída dessas paredes geladas que me confinam, será aquilo que não terei força suficiente para fazer. 
Quero adormecer. E acordar apenas quando me apetecer. SE me apetecer. Estou farta de fazer apenas coisas erradas. Estou farta de sair sempre por baixo. Não aguento a pressão. Estou cansada de ser a única a ficar mal com as situações. O meu coração já não aguenta as decepções que com tanta naturalidade lhe impõem. 
O meu ser já não é o mesmo, compreendam isso. Já não aguento com o peso que põem sobre os meus ombros. Sinto-me feita de vidro, e que a qualquer momento, a minha estrutura pode ceder. Sinto-me a desistir. E isso parece-me bem mais aliciante do que deveria ser. 
E as lágrimas salgadas que escorrem agora dos meus olhos são a prova que ainda estou viva. Que, embora fraco, o meu coração ainda bate. 
Sinto-me numa espiral descendente que não pára, e não me deixa respirar. Sinto-me sufocada por mim própria. Talvez o meu erro seja procurar aquilo que não existe. Querer aquilo que não posso ter. Talvez deva parar. Simplesmente parar no tempo. Esquecer que existe um Mundo lá fora cheio de impossíveis, e de coisas que nunca vou conseguir alcançar.
Desculp(a)em-me. Vou só apagar todas as luzes e rodear-me daquilo que é igual a mim. O vazio da escuridão.

24.1.12

We'll Do It All ♥



Não te vou deixar sozinha. Não me podes pedir tal coisa, porque sabes que eu faria tudo por ti. Menos isso. Abandonar-te, nunca. Nós ainda vamos mover o Mundo, só com a nossa força, vais ver que sim. E nenhuma de nós vai desistir de chegar ao outro lado da felicidade, pois não?
Amo-te, hoje e sempre, princesa.


23.1.12

I'm Not Scared Of Your Stolen Power ♥


Escrevo. Escrevo pois nada mais posso fazer.
Congelada, interiorizo aquilo que ainda consigo assimilar, por entre os destroços do que outrora fora algo mais do que uma amálgama  de edifícios destruídos e corpos que jazem, despidos e mutilados, no chão.
Esta guerra, assim como todas as outras que sofremos, não faz sentido. Tudo o que temos tido é guerra. Batalhas. Explosões. Mortes. Feridos. Dor. Perda. Sofrimento.
Quantas mais vidas terão de ser ceifadas, para que, finalmente, os senhores do ouro, do poder e dos diamantes de sangue se retraiam, e deixem de profanizar a vida?
O meu corpo congelou, os meus sentidos entraram em degelo, e agora, não são nada mais que as meras gotas de suor que escorrem pela face de quem não dorme para sobreviver.

"Escorre sangue pelo ouro, em directo na TV.
Embora doa...  (...) 
Nada fiz para mudar
Nada vai mudar!"

22.1.12

Where He Slowly Let Me Drown ♥


Aparentemente, o meu subconsciente mantém-se fiel à tua pessoa, mesmo quando não tem de o fazer. Odeio-o por isso. Porque, quando em sonhos me afogas, me matas, ainda grito um "amo-te", por entre golfadas de ar impossíveis. Enquanto engolia aquela água estagnada, forçada aos meus pulmões, pelas tuas mãos, ainda era o teu nome que os meus lábios tentavam pronunciar.  Ainda era por ti que chamava, a quem pedia socorro. Foi por isso que morri. Pedi ajuda ao meu próprio assassino.
"Foi só um sonho". Era o que eu queria que me dissesses, quando me lançasse de novo para os teus braços. Mas o facto de não o poder fazer, torna tudo assustadoramente mais real.
Eu via, os teus olhos, cheios de raiva, ódio. Possuídos por uma loucura que se tornou fatal para o meu coração.
Tu mataste-me.
E eu acordei. Com o peito pesado, lágrimas a escorrer-me pela cara, e uma sensação de vazio avassaladora. Comecei a tremer. De frio, de raiva, de medo. E não via nada. Estava escuro como breu. Por momentos pensei mesmo que tivesse morrido, que aquilo fosse a tal "vida depois da morte" de que se fala. Mas não. Era  o meu quarto. Ainda só não decidi se fiquei feliz ou desiludida por isso.

21.1.12

If I'm Wrong, I Am Right ♥


Consegues olhar-me nos olhos e dizer-me que os nossos momentos não significaram nada para ti? Consegues olhar directamente para a minha alma e dizer-me, que por um segundo que fosse, nunca me amaste?
E agora? Será que te apercebeste do tremendo erro que cometeste? Será que houve finalmente algo aí que passou a fazer sentido? Ou será que és mesmo um caso perdido? Destinado a permanecer no meu passado, no teu nunca e na ilusão de um "nós"? 
Será que os nossos momentos te vêm à cabeça, nas alturas em que menos esperas? Será que te lembras do meu sorriso, que tanto elogiavas, quando estás a tentar não pensar em nada? 
Questiono-me se te recordas da minha voz, da forma como pronuncio o teu nome. Isto acontece-te? Lembras-te de mim? Lembras-te que eu existo, e que partilhámos horas, juntos, no nosso próprio Mundo, deixando tudo o resto a preto e branco?
E sabes o que me intriga mais? Será que alguma vez te questionaste se eu estou a pensar em ti? Se estou triste, se estou bem, se estou com alguém, se estou sozinha? 
Parte de mim quer saber a resposta a todas estas questões patéticas. A outra parte, tem um medo (ir)racional de ouvir-te proferir um "não"; com todas as letras, dito no compasso de um segundo. Sem hesitações, sem rodeios. Simplesmente, um complexo "não".
E acho que o meu medo me deixará ficar na ignorância. Talvez perca a oportunidade de ouvir outras coisas para além desta nossa "vida modelo", que descolámos, ao primeiro entrave.    

20.1.12

Whispering Like It's A Secret ♥


Vieste ao blog? Leste as minhas palavras? Aquelas que dirigi para ti e as dirigidas ao ar? Diz-me, leste-me? Porque eu disse que tinha saudades da tua voz. E tu ligaste-me. Ligaste-me e eu pude ouvir as tuas palavras, o som da tua voz, a forma como me chamas "menina", como entoas aquilo que dizes, daquela maneira que sabes que eu adoro e só te oiço a fazer comigo, mesmo que seja ilusão 
E mesmo que aos ouvidos de outrem, soe a pura  loucura, eu ia ter contigo. Tu pediste, e eu iria, de bom grado até, por mais que me custe admitir. Mesmo que fosse para estar contigo três segundos. Eu tenho andado a evitar-te sim, porque não sei aquilo que o meu coração aguenta, mas agora, depois de teres dirigido as tuas palavras para mim, agora, só quero ver-te. Tocar-te. Saber que ainda existes, que ainda respiras, mesmo que seja por outra pessoa. 
O facto de teres perdido aqueles minutos do teu tempo por mim, para dizeres que estavas à espera que eu aparecesse, faz-me repensar um pouco o meu último texto. Talvez afinal, ainda disponibilizes alguma parte de ti, por mais ínfima que seja para saber se estou bem. E isso... bem, faz-me sentir melhor do que deveria. Mas eu não consigo controlar isso, é mais forte do que eu, e acaba por me levar para esse caminho que eu não queria ter de percorrer de novo, o teu.   

19.1.12

Who's The Killer In The Crowd? ♥


Estou farta.
Estou farta que todas as palavras que profira ou escreva sejam destinadas à tua pessoa. 
Estou farta que a tua presença (ou a inexistência da mesma) aflua à minha mente, quando tudo o que eu quero, é esquecer-te e seguir em frente com a mesma ligeireza com que tu o fizeste.
Este cantinho, estas linhas, são minhas. Este recanto que aqui criei é o meu refúgio. E, sinceramente, não quero que se torne o nosso teu. 
Esta sou eu. Aquele ser que eu já não conheço, esse sim, és tu. Alienado de mim e do meu sentimento.
E estas palavras, são para ti, por mais que me custe dar-tas. São para que quando as ignorares, eu ainda as possa ler e aperceber-me do quão idiota sou, por ainda gastar o meu tempo com quem não gasta um segundo do seu, por mim.
De ti, já bastam as constantes recordações e o bater descompassado do meu coração danificado. De ti, já bastam os pesadelos que me acordam de madrugada. Os pesadelos onde morremos, onde caímos, onde choramos, onde sofremos. De ti, já basta a perda de controlo dos meus sentidos, o peito que dói, que teima em ficar vazio, sem querer deixar sequer o ar entrar. 
De ti, já bastas tu.