pour toujours

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17.4.12

Living Young And Wild And Free ♥


Sabes o que fizeste? Fizeste com que eu passasse a acordar todos os dias sentindo a tua falta. Sonhava com o teu regresso praticamente todas as noites, e isso foi-me matando aos poucos. Sei bem que se te dissesse que tenho mais saudades tuas do que vida, provavelmente chamar-me-ias de louca, mas é verdade.
Tenho saudades do teu cheiro. Da maneira como me chamavas à Terra quando eu teimava em divagar. Como nunca me querias deixar ir, e pedias sempre só mais um beijo. Tenho saudades de quando me pegavas ao colo, de quando me beijavas à chuva. Quando dizias que teríamos de ter uma casa de ferro e um filho chamado Martim. Quando não me querias deixar sozinha na net, porque tinhas o medo irracional que alguma coisa me acontecesse. E o que é que eu te dizia sempre? "Descansa, estou com a Nicole"... Tudo isso, todas essas pequenas coisas que fazias... Quando ralhavas com os teus amigos por quererem testar o meu limiar da dor. Tenho saudades do teu cheiro, a tabaco e perfume que ficava sempre impregnado no meu casaco. E daquela vez em que estava a chover e me levaste para a arcada de um prédio só para que pudesses beijar-me sem que eu começasse a tremer  de frio? Quando quase me fizeste chorar e a minha voz enrouqueceu quando me olhaste nos olhos e pela primeira vez me disseste "amo-te". Onde foi tudo isso parar?
Eu? Eu continuo com tudo isso guardado no meu coração. E a única coisa que te poderia pedir seria que voltasses para mim, que voltasses a unir as nossas vidas. Ou a tua vida com aquilo que sobra da minha. Eu amo-te, e amei-te como nunca amei ninguém antes. E já tentei ser feliz sem ti, já, muitas vezes, mas não consigo. Há sempre algo que me puxa de novo para ti e para a tua aura. É mais forte do que eu. 
E eu preciso de ti. Preciso das tuas mãos sempre quentes, para aquecerem as minhas, sempre geladas. Só preciso de te ouvir cantar Daughtry e Bruno Mars, enquanto andamos por aí. Só preciso disso. Só preciso de ti. E as saudades apertam, muito mesmo, e eu não posso fazer nada, porque ainda que aqui estejas tu, não estás. Está o teu corpo, mas a tua mente já não pensa em mim a toda a hora. A tua voz já não diz o meu nome e os teu lábios já não suplicam por só mais um toque dos meus. Tu seguiste em frente, coisa que eu não fui capaz de fazer, e por isso, aqui estou. "I'm just a woman, standing in front of a man, asking him to love her", sabendo que isso é impossível. Sabendo que ele já não a ama e já não precisa dela. Só queria que soubesses que eu ainda te amo, que eu ainda preciso de ti. Que eu ainda te quero para mim. Sonho pelo dia em que digas que (ainda) sentes o mesmo. Aguardo pelo dia em que me chames de tola e me digas que tal é impossível. 
E com todas estas palavras, com tudo isto que tinha guardado para mim, digo-te um "adeus" meio sussurrado, a medo. Mas não faz mal, porque eu sei que vou ficar bem. Porque embora as minhas palavras sejam fracas em som, são fortes em significado, e isso basta-me. Eu amei-te. E agora, desculpa-me, mas vou ali ser feliz.

16.4.12

Blindsided ♥


 (Não pares). Uma lágrima salgada escorre pela face do homem. Do homem sentado numa esquina. As mãos sujas, os cabelos desgrenhados, o estômago colado às costas. As pernas magras e fracas que não o aguentam em pé. (Não pares). O homem não sabe como foi ali parar. Reza pela morte do mundo cruel, áspero. O mundo negro e apodrecido que apenas vai matando corações. (Não pares). Não pares um segundo para o olhar o homem parado na esquina. O homem que abandonaram. Sabes que idade tem? (Não pares). Sabes? (Não pares). Ignora. (Não pares). Mata-o. (Pára). Agora já paras? Pega numa arma e mata-o. Não? Não és capaz de pegar numa faca e esventrar o seu corpo? Abominas pegar numa espingarda e enfiar uma bala no seu cérebro? Então, porque o ignoras? (Não pares). (Pára).

9.4.12

This Is My Idea Of Fun ♥


E hoje, aqui me encontro, com a mão dorida e a vista cansada, para escrever mais um aglomerado de palavras insignificantes. Mais um conjunto de letras que a ninguém interessa. Nem mesmo a mim. A minha mente paira por outros locais, neste momento. Todos os meus sentidos estão distanciados do meu corpo e do local onde os átomos que me conjecturam realmente se encontram.
Viajo pelos momentos que já passaram e que desejo ardentemente recuperar, reviver e guardar no coração.
Viajo pelo meu futuro, tão incerto. Tão frágil e volátil. Posso acabá-lo, amanhã, antes mesmo de o começar. Posso atirar-me ao mar, e morrer, sufocada pelas águas que, ao torturar-me, apenas estariam a cumprir o meu desejo.
Mas não, não o farei. Não transformarei o meu futuro num nada. Pelo menos, não por agora.

8.4.12

Whistling My Name ♥


Perco-me no silêncio das pessoas que sei que estão lá fora. Perco-me na minha própria respiração, e no bater regular do meu coração.
Lá fora, há-de pairar o desastre, a agonia e a confusão. É por isso que permaneço aqui. Para que amanhã ainda possa acordar e ver-me sorrir. Para que amanhã ainda queira acordar.
Alguém bate à porta. Vou abrir. Não está lá ninguém. (Não estás lá tu). 


(Meus amores lindos, já somos 202! Nem sei como vos agradecer! Obrigada por todo o apoio que me têm dado, pelos elogios, pela presença. Juro que nunca pensei que houvesse tanta gente disposta a ler as minhas palavras, a aturar os meus devaneios. Tanta gente pronta a limpar as minhas lágrimas e a pôr-me um sorriso na cara. Tanta gente que fica feliz quando eu estou feliz. Muito obrigada, nem sei bem o que vos posso dizer, além de que vos adoro, mesmo, e que por mim, estaria ao vosso lado, fisicamente, todos os dias. Dar-vos-ia um abraço bem apertado quando chorassem e partilharia os vossos sorrisos e triunfos. Obrigada, por tudo, sempre.)  

3.4.12

Haven't You Heard The Rumors ♥


Tudo o que é bom, é sol de pouca dura. Hás-de me explicar, como é que em 5 dias mudas de ideias, assim, num ápice. Hás-de dizer é o que raio é que eu tenho de errado para que uma pessoa não consiga "arcar" comigo mais do que uns meros dias. E ainda me hás-de dizer como é que, do dia para a noite, passas de "casa-te comigo, meu amor" para "estou confuso". Não compreendo, a sério que não.
E não me venhas dizer que estou a ser agressiva, porque isto não passa de espanto, perplexidade. E sabes que mais? Não sei se estou contigo, se estou sem ti, por isso mesmo, permaneço aqui, estagnada. À espera que dirijas as tuas palavras à minha alma. Mas afinal, o que é que se passou aí, nesse teu coração? Não consigo perceber se foi apenas uma discussão, se foi o fim. (Por favor, meu Príncipe, não deixes que seja o fim).

1.4.12

Come On Skninny Love ♥


São as tuas palavras que transformam uma noite de preocupações e saudade. São esses vocábulos, oriundos do teu engenho que me deixam, mais um vez, com um sorriso na cara. Meu Príncipe, peço-te com todas as forças que ainda tenho: 
Nunca deixes de ser assim, porque és tu e o teu amor que me fazem feliz. 
É o teu carinho, a forma como me conheces. A forma como me alteras e aumentas a velocidade dos meus batimentos cardíacos. És tu. Só tu. Só nós.

31.3.12

Turn Around Bright Eyes ♥


Deixa-me correr para ti e deitar o meu corpo nos teus braços. Deixa-me ficar contigo, protegida de todas as dúvidas que me assolam a mente. Permanece comigo, acalenta-me o ser e entende que os meus olhos só brilham quando estou do teu lado. Vês a nossa cumplicidade? Vês todos os momentos que já partilhámos juntos antes de decidirmos unir os nossos corações? Foram eles que fomentaram este nosso amor. Foram todas essas conversas, todos esses olhares, que nos trouxeram até onde estamos hoje. 
E olha, "Se eu fosse um dia o teu olhar, e tu as minhas mãos também. Se eu fosse um dia o respirar, e tu perfume de ninguém. Se eu fosse um dia o teu olhar". O teu olhar que me encanta. Tu sabes.   

30.3.12

He Has Me By My Heart ♥


É com as tuas palavras que me vais fazendo apaixonar por ti, cada vez mais.
É com os teus lábios sobre os meus que eu sei que estou onde pertenço. Do teu lado. Contigo, pronta para enfrentar qualquer obstáculo que tente desviar-nos do nosso caminho. Daquele caminho que temos de percorrer, juntos. Promete-me que ficas comigo, porque eu quero ficar contigo, disso tenho a certeza. 

29.3.12

Heaven Is A Place On Earth With You ♥



Sinto-te. Sinto-te a chegar devagar e ao de leve. Sinto-te a tomares cuidadosamente o meu coração nas tuas mãos e a protegê-lo, tal como ele tanto precisava. Consigo adivinhar a tua respiração, bem pertinho da minha, que me diz que hoje, os nossos corações batem em uníssono. E isso é tão bom.
És aquilo de que preciso para ficar bem. Tenho em ti um porto de abrigo. Uma mão que segurará a minha, se eu teimar em perder o equilíbrio. Tenho a minha segurança nos teus braços, e o paraíso nos teus olhos. Esses olhos verdes que eu tanto amo.
Obrigada por me quereres fazer feliz. Obrigada por me ensinares de novo a amar. Obrigada por seres meu. 
E olha? És um idiota, gordo feio, otário, estúpido, e é por isso que eu te amo. 
(E diz lá se aqueles ali em cima não parecem mesmo nós?) 

28.3.12

Promise You Remember That You're Mine ♥


Sabes que sou insegura. Sabes que me custa acreditar nas palavras que me dizem... E quando me proferem  
"Eu amo-te, acredita em mim. Juro.", o meu coração não sabe no que há-de acreditar.
Sim, é verdade que eu te amo, não o posso negar, e és realmente muito importante para mim. Não foram raras, as vezes em que me imaginei do teu lado, a respirar o mesmo ar que tu, com os teus dedos entrelaçados nos meus. É simplesmente algo que consigo ver. É algo que me traz conforto. Alegria. E aquele nervosismo miudinho.
É por isso que eu te peço: se me amas, se me amas realmente, como dizes, não me mintas. Não deixes que isto seja mais uma ilusão, de falsas palavras, falsos gestos e sentimentos. Não deixes que isto seja mais um falso amor; porque esses, já eu os vivi, e não os quero mais junto ao meu coração, que só agora começa a bater de novo, esperando a cura que só alguém como tu lhe pode dar. 
Não transformes as tuas palavras em mais um tiro, directo ao meu coração. Porque se assim for, isso destruir-me-à. Tu sabes que sim!
Espero pelo dia de amanhã, e pela prova que insistes em dar-me. Espero pela felicidade. Pela liberdade. Espero pelo amor. Espero por ti. Por favor, cuida bem do meu coração.

Well Shit At Least You Tried ♥



Não, não fora isso que prometera a si própria.
Prometera ao seu coração que iria deixar de doer. Que ouvir o seu nome já não causaria nenhum tipo de dor ou angústia. Prometera a si mesma deixar fora do seu coração aquilo que ainda restava dele, e seguir o seu próprio caminho, sem nunca mais se lembrar daquilo e de quem lhe tinha em tempos mutilado o coração, quase aniquilando os seus batimentos indefinidamente. Prometera. Assim como prometera manter-se no desapego. Mas não consegue. Não consegue deixar de sentir um arrepio cada vez que ouve o seu nome. Não consegue retrair uma lágrima cada vez que se engana, e se refere a ele como seu. Não consegue reprimir um esgar de dor cada vez que o vê, ao longe, e decide, para seu próprio bem, não se aproximar. 
Independentemente de tudo isso, continua feliz. Talvez seja algo novo, alguém novo, que teima em pousar no seu coração, e tocar-lhe a alma. Talvez seja um simples brilho no olhar que a deixe feliz. Talvez seja o início do fim. Talvez seja apenas um percalço, e que o seu caminho continue escrito, nas ruas do esquecimento de quem, no fundo, já não se lembra. Nem que seja porque esse ser já não está lá, e deu lugar ao epítome do  ódio renegado, maltratado e proferido entre dentes.

24.3.12

We Could've Had It All ♥



Entrou na sala mal iluminada. Os seus olhos pousaram automaticamente na mesa, velha e empoeirada onde receava encontrar mais uma carta. Os seus medos tinham razão de ser.
Dirigiu-se, de passo leve e incerto, até à mesa, e, com cuidado, com as mãos que tremiam levemente, abriu o papel dobrado em quatro. Leu as palavras nele contidas. 

"Será ela capaz de fazer tudo o que eu fazia?
Será ela capaz de te entender, como eu sempre fiz? Será ela aquilo que queres?
E aquilo que vias em mim? Vês também nela? Espero que não, porque se assim for, apenas arranjaste uma cópia reles da minha pessoa, e isso eu não admito. Tiveste o original nas tuas mãos, porque foste à procura de quem fosse capaz de preencher aquilo que eu já preenchia?
Digo que ela é uma cópia da minha pessoa, mas não deveria. Não deveria ousar comparar-me a tal ser.
Não me chames de convencida, porque ambos sabemos que é a verdade. Ambos sabemos que poderíamos ter tido tudo, mas que tu preferiste ficar com a fotocópia a preto e branco." 


No seu quarto, claro e luminoso, acabara de escrever a carta. Deixá-la-ia em cima da mesa já velha e poeirenta que comprara com ele, quando ainda viviam na felicidade.
Após a ter lido e relido,  suprimiu uma lágrima, e ao invés, soltou um sorriso.
A outra não era a cópia de ninguém. E ambas sabiam disso. Beijou a folha. Os seus lábios vermelhos e carnudos deixaram uma marca de batom. Ele leria a carta. E nesse preciso momento, saberia que fizera a escolha certa.

22.3.12

Past The Point Of No Return ♥


E é um desapego tal que não me incomoda a mente nem o coração.
Reconheço que raramente sou fria para quem me magoa. Mas tenho limites.
Odiando fazê-lo, quebro as minhas promessas. Mas é para o meu próprio bem, por isso, faço-o. Coisa rara, que o meu engenho estranha e quer contrariar. Mas não posso deixar que isso aconteça. Passei o ponto sem retorno, ou pelo menos, esforço-me para o fazer.
Preciso de eliminar de vez as réstias de sofrimento que me tatuaram no coração. É um processo doloroso. Foi um processo doloroso, digo. Porque já nada aqui resta. Nada do que me fez chorar. Nada do que me fez duvidar do meu sorriso. 
É complicado abdicar das promessas outrora feitas. Para mim, é. O ser humano é um ser egoísta, que fará tudo para se proteger a si próprio e salvaguardar o seu coração, e remei muito tempo contra essa maré. 
Preciso de me proteger. Ou então colapso. E isso, desprezo.
Passei o ponto sem retorno. E não me incomoda a mente nem o coração.  

21.3.12

Take That Body Downtown ♥


Estava tudo tal e qual como deixara. As cadeiras estavam arrumadas da mesma forma, o mesmo guardanapo sujo estava sobre o balcão da cozinha. A torneira continuava a pingar as mesmas gotas de água por minuto. A falha na tinta da parede do quarto não tinha aumentado nem sido corrigida.
Ele tinha razão. Ela nem daria mais pela sua existência. Ele prometera-lhe que seria como se nunca tivesse existido. 
Mas a verdade era que ainda existia. Mesmo não se notando. Mesmo que ele tivesse feito tudo para que o coração dela não doesse mais, após ter ouvido as suas palavras.
Ele ainda permanecia na mente dela, tão vivo como quando o vira pela última vez. Ainda conseguia sentir o sabor da sua boca e o seu cheiro continuava impregnado no nariz. Ele ainda vivia. Então, porque tinha morrido? 

15.3.12

Tell Me All The Things You Want To Do ♥



Parou.
Numa rua deserta.
Estava cansada. Cansada de tudo.
Não parara um segundo desde que saíra. 
Os ares estavam pesados, como que adivinhando mais uma chuvada, ou talvez algo mais. E a vegetação que via a seu lado era mortiça, como se nunca tivesse sequer florescido. Ouvia algo, mas talvez fosse a sua imaginação. 
Não se lembrava como fora ali parar... Não tinha nada a não ser um casaco, uma caneta e um caderno. E um chapéu-de-chuva imaginado.
Teria começado esta viagem para escrever? Desenhar? Fugir? 
Fugir de quem? De quê?
De si própria, talvez.
Mas já nem isso sabe...
Não fora feita para entender os recantos da sua mente. Retorcida e complicada. Como a arquitectura de uma igreja.
Sentou-se. No chão. Ali mesmo. No asfalto molhado e frio.
Sentou-se, para nunca mais ter de se levantar. 
Para ficar ali para sempre. Isolada de tudo, no sossego.
Começara a chover.
A chuva não a incomodava, muito pelo contrário, sempre achara que lhe fazia bem. Para limpar as ideias, e levar todo o pessimismo numa enxurrada. E seria precisamente isso que faria, mais uma vez.
Sim, a chuva sempre lhe fizera bem.

14.3.12

Louder Than Bells ♥


Há muito tempo que não se sentia assim. Enquanto bebericava um pouco do café quente que acabara de fazer, observou a sala à sua volta. Num canto, uma pequena mesa, repleta de revistas e manuais de fotografia. Do lado esquerdo da mesa, via-se uma janela, redonda, com vista para a rua em frente. Aproximou-se da janela e observou o mundo exterior. Estava uma noite escura, e a única presença luminosa era a lâmpada tremeluzente de um candeeiro de rua. Na estrada, alguns carros iam passando, em intervalos de tempo irregulares. Desviou o olhar da janela. Pegou num dos manuais e folheou-o rapidamente, prestando atenção apenas às cores presentes nas imagens. De repente, parou bruscamente numa das páginas e observou a fotografia aí contida. Era a imagem de uma rapariga, extremamente parecida com ela. A rapariga sorria, e tinha os longos cabelos repletos de flores. Margaridas. Arrancou a folha, com cuidado, e com fita-cola, colou-a na parede. Aquela, era a imagem do que sentia. Um sorriso no rosto, e o cabelo repleto de flores. A liberdade  que pairava no seu olhar. E há muito tempo que não se sentia assim.  

11.3.12

Yet I'm Cold To The Core ♥


Às vezes, ando pela casa, e do nada, apareces na minha mente. Tu e um enorme conjunto de perguntas. Pergunto-me o que terei feito de errado para que não me amasses. Pergunto-me o que foi que te passou pela cabeça da primeira vez que disseste que me amavas e quando decidiste separar-nos. A minha cabeça dá voltas e voltas, sem nunca conseguir arranjar uma solução para uma tão complicada e inexplicável equação. As tuas atitudes são uma incógnita, e os meus pensamentos, a multiplicação de todas as perguntas que deixaste na minha mente e no meu coração. 
Sempre gostei de desafios, mas este é demasiado complicado para que o consiga desvendar. Tu és demasiado complicado para que eu consiga perceber onde raio é que tinhas a cabeça quando me mentiste daquela maneira. Quando iludiste os meus sentidos e fizeste com que me apaixonasse por ti. Que merda é que foste fazer?
Mas enfim, o que está feito, feito está, e não preciso que venhas soltar o nó que deste na minha cabeça. Aliás, mesmo que precisasse, não virias. Tu és assim mesmo. Eu mesma o soltarei, e farei dele um laço, para tentar embelezar o negrume, as feridas e as blasfémias. 
Sabes uma coisa? Eu tanto lutei para arranjar uma mera resposta, que percebi que simplesmente, há coisas que não se explicam. E tu és uma delas. A única coisa que posso fazer para ter uma pequena luz, um pequeno vislumbre da solução é ignorar. Atirar(-te) para trás das costas e seguir caminho. Porque, mesmo sem resposta, já percebi que eu não fiz nada de errado. Foste só mesmo tu que conseguiste destruir o que quer que tenhamos começado a construir. Se é que começámos a construir alguma coisa. 
Já lá vão os tempos em que julgava que existiam seres humanos que roçavam a perfeição. 

10.3.12

And Our Hearts Combined ♥


Não, tu não sabes quem eu sou.
Eu também não sei quem tu és.
Mas sei que um dia te pertencerei, e que me pertencerás também.
Sei que irei aproximar-me de ti. Iremos conversar, sem nunca perdermos o tema. Iremos despedir-nos e prometer que nos iremos ver de novo. Trocaremos números de telemóvel. E depois? Mais um encontro será combinado. Eu ficarei uma semana inteira, ansiosa por ver-te caminhar até à minha pessoa.
Quando te vir, quando vir o teu sorriso ao observares o meu, sentir-me-ei a flutuar. 
Iremos despedir-nos mais uma vez, depois de uma noite de gargalhadas, e aí, os meus olhos suplicarão para que juntes os teus lábios aos meus. Fá-lo-às, com a promessa de que sou a rapariga mais bonita que alguma vez viste. E nesse momento, apaixonar-me-ei por ti. E tu? Tu apaixonar-te-às por mim.
Iremos adormecer nos braços um do outro, e eu acordarei de madrugada só para observar o teu rosto sereno enquanto dormes. Não resistirei a dar-te um leve beijo na cabeça, e sentir o aperto dos teus braços mais forte à volta do meu corpo. Irei sussurrar um "amo-te" ao teu ouvido, enquanto o teu semblante permanece adormecido. E ao raiar do dia, irei ouvir da tua boca que me amas como nunca amaste nem nunca amarás mais ninguém.
Não, tu não sabes quem eu sou, mas eu amo-te.
Eu também não sei quem tu és, mas sei que me amas.

9.3.12

We Only Said Goodbye With Words ♥


As palavras custavam a sair-lhe da boca. Não queria falar. Não queria ouvir, sequer. Era obrigada a estar ali,  rodeada de pessoas que odiava e que sabia que a odiavam também. Era obrigada a dizer que estava bem, quando claramente só queria fugir. De tudo. Da luz, da escuridão, do barulho. Até do silêncio em que tantas vezes se mergulhava. Fugir de quem? Nem ela o sabia, mas já não aguentava toda aquela fachada. 
Levantou-se e saiu. Ao tomar contacto com o ar abafado daquela noite que inspirava para si, sentiu-se estranhamente feliz. Atravessou a estrada, e nesse momento, passou o ponto sem retorno.

4.3.12

Talking To The Moon ♥


É verdade doce. Nunca escrevi um texto a ti dirigido. Talvez por a nossa amizade, embora forte, tenha pouco tempo de existência. Mas sabes? Ontem foi-me provado que o tempo não interessa para nada. O importante é o coração e o pensamento estarem em sintonia. O importante é os nossos semblantes se quererem ajudar a levantar mutuamente. E é como te disse, estarei aqui quando deixares de acreditar no mundo. Estarei contigo quando julgares que já não tens mais caminho a percorrer, e contigo, desenharei mais um conjunto de destinos para onde ir.
Já fizeste tanto, tanto por mim, que às vezes me pergunto como é que ainda tens força para respirares por ti.
Meu anjo, prometo-te: afastar-nos-emos da estrada, e correremos para um sítio só nosso, onde a mesa com chá e bolachas em forma de laço nos esperam. E quando aí nos encontrarmos finalmente, terei para ti um abraço e um abanão. Porque sei que ambas precisamos.
Não te esqueças que quando perderes o equilíbrio, nesta corda bamba que todos os dias percorremos, eu irei estar mesmo à tua frente, para te agarrar com toda a força e não te deixar cair.
E olha? Gosto imenso de ti, não te esqueças, está bem?