pour toujours

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4.9.12

And As You Move On, Remember Me ♥


Quem me dera poder dizer a quem perguntasse, que a ausência do amor não me afecta. Que um dia sozinha é apenas mais um dia de liberdade. Mas o meu coração começa já a sofrer de arritmias temporárias. De períodos de tempo em que teme ficar sozinho. Tem tanto medo da solidão como uma criança pequena tem do escuro. Esta ausência, esta carência de amar e ser amado enfraqueceu-o. E os meus lábios sentem-se sozinhos. As minhas mãos, geladas e o meu corpo, hirto e desprovido de sentimento.
Tenho saudades de estar apaixonada. De estar verdadeiramente feliz, digo. De ver as cores com uma intensidade mais forte e não de as esbater mais e mais a cada dia que passa. E custa-me tanto ver que toda a gente à minha volta consegue avançar e juntar o seu coração ao de outra pessoa, mesmo depois de tudo o que já sofreram. Custa-me a vida saber que sou a única ainda sentada no chão da estação, enquanto todas as almas que me circundam já estão felizes. E acredita em mim, coração, quando te digo que, sem forçar, tenho tentado encontrar a droga perfeita que cure essa tua arritmia. Mas não há nada. Foi como disse: Todos os comboios já deixaram a estação.
Vá, fica por aí no chão, à espera que alguém te segure nas suas mãos e não te deixe cair. Só te aviso que a arritmia pode ser fatal.    

7.8.12

Refrain From Breaking My Heart ♥


Não sei quem sou. Não sei quem é esta pessoa em que me tornei. Estou fria. Perdão. Gelada. Completamente congelada, ao ponto não conseguir sentir a intensidade das minhas próprias palavras. Ao ponto de conseguir matar alguém, uma palavra de cada vez. Poderia até renomear-me. Sou... o amor. Certamente que tenho muitas parecenças com tal sentimento extenuante e nocivo. O amor é cianeto. Eu sou cianeto. Eu firo corações inocentes que não têm culpa da força que as minhas palavras tomam. É isso. Sou um amor-cianeto, a alta velocidade; e, tal como um comboio de milhões de euros despendidos, abalroo qualquer criatura que se digne e enfrentar-me. Porque agora, sou poderosa. Mando nos corações que outrora me magoaram, pelo meio da sua inocência nojenta. O poder reside todo nas minhas mãos, até à sua mais ínfima partícula que lhe queiram negar. Sou um amor-cianeto a alta velocidade com todo o poder residente em mim. E por uma vez na vida, mato corações. Mato almas. E finjo. Finjo que são outras almas maiores, e tão, tão pequenas. Imagino que são almas felizes, porque só assim se tem poder. Só assim se culmina o gelo por cima do fogo. Só assim posso ser um amor-cianeto. O amor-cianeto que temem, exactamente por não saberem da sua existência em primeira-mão.

27.5.12

It Won't Leave My Head ♥


Preparada? "Para quê?" Ora, para desenhares nos teus lábios mais um sorriso falso. Para reteres mais um rio de lágrimas. Vá, ensaia bem, para que não haja margem para erros "eu estou bem". Boa! Vês como consegues mentir? É isso mesmo, assim ninguém desconfiará de como anda o teu coração. "O meu coração não anda" Não? "Não. Ele está lá, nas mão do mundo" Nas mãos do mundo? "Do meu mundo. Ele". Pois, já era de esperar, é por isso que eu te ia agora mesmo avisar de que se te perguntarem se ainda o amas, tu dizes que não. "Ah, essa é fácil, já o faço todos os dias" Então vá, vamos testar-te. Ama-lo? "Não" Pois... Alguma vez te disseram que mentes terrivelmente mal? "Todos os dias" E no entanto nunca perceberam que perdeste a vontade de viver? "Não" Pois, já deveria saber... Há gente muito pouco inteligente. "Ei, não os insultes, são meus amigos" Nota-se "Podem nem sempre notar que estou mal, ou ajudar-me, mas não têm culpa, eles dão o seu melhor" Sim, pois, claro. Vai dizer isso à tua alma.

17.4.12

Living Young And Wild And Free ♥


Sabes o que fizeste? Fizeste com que eu passasse a acordar todos os dias sentindo a tua falta. Sonhava com o teu regresso praticamente todas as noites, e isso foi-me matando aos poucos. Sei bem que se te dissesse que tenho mais saudades tuas do que vida, provavelmente chamar-me-ias de louca, mas é verdade.
Tenho saudades do teu cheiro. Da maneira como me chamavas à Terra quando eu teimava em divagar. Como nunca me querias deixar ir, e pedias sempre só mais um beijo. Tenho saudades de quando me pegavas ao colo, de quando me beijavas à chuva. Quando dizias que teríamos de ter uma casa de ferro e um filho chamado Martim. Quando não me querias deixar sozinha na net, porque tinhas o medo irracional que alguma coisa me acontecesse. E o que é que eu te dizia sempre? "Descansa, estou com a Nicole"... Tudo isso, todas essas pequenas coisas que fazias... Quando ralhavas com os teus amigos por quererem testar o meu limiar da dor. Tenho saudades do teu cheiro, a tabaco e perfume que ficava sempre impregnado no meu casaco. E daquela vez em que estava a chover e me levaste para a arcada de um prédio só para que pudesses beijar-me sem que eu começasse a tremer  de frio? Quando quase me fizeste chorar e a minha voz enrouqueceu quando me olhaste nos olhos e pela primeira vez me disseste "amo-te". Onde foi tudo isso parar?
Eu? Eu continuo com tudo isso guardado no meu coração. E a única coisa que te poderia pedir seria que voltasses para mim, que voltasses a unir as nossas vidas. Ou a tua vida com aquilo que sobra da minha. Eu amo-te, e amei-te como nunca amei ninguém antes. E já tentei ser feliz sem ti, já, muitas vezes, mas não consigo. Há sempre algo que me puxa de novo para ti e para a tua aura. É mais forte do que eu. 
E eu preciso de ti. Preciso das tuas mãos sempre quentes, para aquecerem as minhas, sempre geladas. Só preciso de te ouvir cantar Daughtry e Bruno Mars, enquanto andamos por aí. Só preciso disso. Só preciso de ti. E as saudades apertam, muito mesmo, e eu não posso fazer nada, porque ainda que aqui estejas tu, não estás. Está o teu corpo, mas a tua mente já não pensa em mim a toda a hora. A tua voz já não diz o meu nome e os teu lábios já não suplicam por só mais um toque dos meus. Tu seguiste em frente, coisa que eu não fui capaz de fazer, e por isso, aqui estou. "I'm just a woman, standing in front of a man, asking him to love her", sabendo que isso é impossível. Sabendo que ele já não a ama e já não precisa dela. Só queria que soubesses que eu ainda te amo, que eu ainda preciso de ti. Que eu ainda te quero para mim. Sonho pelo dia em que digas que (ainda) sentes o mesmo. Aguardo pelo dia em que me chames de tola e me digas que tal é impossível. 
E com todas estas palavras, com tudo isto que tinha guardado para mim, digo-te um "adeus" meio sussurrado, a medo. Mas não faz mal, porque eu sei que vou ficar bem. Porque embora as minhas palavras sejam fracas em som, são fortes em significado, e isso basta-me. Eu amei-te. E agora, desculpa-me, mas vou ali ser feliz.

16.4.12

Blindsided ♥


 (Não pares). Uma lágrima salgada escorre pela face do homem. Do homem sentado numa esquina. As mãos sujas, os cabelos desgrenhados, o estômago colado às costas. As pernas magras e fracas que não o aguentam em pé. (Não pares). O homem não sabe como foi ali parar. Reza pela morte do mundo cruel, áspero. O mundo negro e apodrecido que apenas vai matando corações. (Não pares). Não pares um segundo para o olhar o homem parado na esquina. O homem que abandonaram. Sabes que idade tem? (Não pares). Sabes? (Não pares). Ignora. (Não pares). Mata-o. (Pára). Agora já paras? Pega numa arma e mata-o. Não? Não és capaz de pegar numa faca e esventrar o seu corpo? Abominas pegar numa espingarda e enfiar uma bala no seu cérebro? Então, porque o ignoras? (Não pares). (Pára).

13.4.12

We Were Born To Die ♥


E ontem, tomei contacto com os meus lençóis e adormeci. Esperava um sono sem sonhos, sem tormentos, sem fadiga e choros. Mas quem é que eu quero enganar? Esses momentos de paz, sossego, calma, não me estão destinados. Hoje, sonhei com a minha morte. Sonhei que um anjo tinha vindo para mim, para me levar para junto de Deus. Aproximou-se de mim um ser angelical, com um olhar quase infantil e disse-me que tinha sido enviada por Deus. "Deus veio por mim?" "Não." "Eu vou por Deus?" "Sim." "Eu vou morrer?" Pergunto por entre soluços. "Sim." "Quem és?" "Sou um anjo, e fui enviada por Deus. O meu nome é Margarida." "Porquê?" "Porque Deus espera por ti. E junto d'Ele serás feliz. Estás pronta?" "Pronta?" "Para morrer". Nesse momento, obriguei-me a mim mesma a acordar. E aí, apercebi-me. Eu não quero morrer. Eu não vou morrer, pois não? Por favor, não me deixem morrer.

11.4.12

It's Like A Dark Paradise♥


Mas por que é que eu sou tão estúpida? Não faz sentido absolutamente nenhum.
Hoje, estava decidida a falar contigo. E não fui. Porque sou uma cobarde. E porque tenho medo, muito medo de qual possa ser o desfecho final. Quase corri ao teu encontro, decidida a dizer-te tudo o que ainda guardo dentro de mim. Todas as palavras que ficaram por ouvir e por mencionar. Mas tu não estavas lá. Não estavas, e a minha coragem foi esmorecendo... Como sempre, a minha força vai diminuindo, ao ponto de se mostrar quase nula, e de me deixar num canto, fraca e indefesa, contra os meus próprios pensamentos. Esses pensamentos que se aglomeram em manchas negras, como que nuvens adivinhando uma tempestade. Por que é que eu sou tão cobarde? Tão estúpida, tão parva. Tão FRACA?!
Estou cansada de nunca levar as coisas até ao fim. E disso, só me posso culpar a mim. Estúpida.

10.4.12

Had I Known How To Save A Life ♥



Tenho muitas saudades tuas, sabias, avô? Quero ir ao cemitério e oferecer-te uma flor. Mas não consigo. Custa-me ter de entrar naquele outro mundo, gelado, onde estão todos aqueles que partiram e deixaram os seus a chorar por si. Custa-me ter de enfrentar que de facto, já não estás aqui comigo. 
Não consigo entrar na tua casa. Já não estás lá, pronto a dar-me um abraço apertado e um beijinho. Já não vou mais ouvir a tua voz, e isso dói, dói muito.
Só te queria aqui comigo outra vez, vem, por favor. Volta para ao pé da tua pequenina, porque eu continuo aqui, com as lágrimas a escorrer-me pela cara, esperando o teu regresso, quando sei que já não estás.

9.4.12

This Is My Idea Of Fun ♥


E hoje, aqui me encontro, com a mão dorida e a vista cansada, para escrever mais um aglomerado de palavras insignificantes. Mais um conjunto de letras que a ninguém interessa. Nem mesmo a mim. A minha mente paira por outros locais, neste momento. Todos os meus sentidos estão distanciados do meu corpo e do local onde os átomos que me conjecturam realmente se encontram.
Viajo pelos momentos que já passaram e que desejo ardentemente recuperar, reviver e guardar no coração.
Viajo pelo meu futuro, tão incerto. Tão frágil e volátil. Posso acabá-lo, amanhã, antes mesmo de o começar. Posso atirar-me ao mar, e morrer, sufocada pelas águas que, ao torturar-me, apenas estariam a cumprir o meu desejo.
Mas não, não o farei. Não transformarei o meu futuro num nada. Pelo menos, não por agora.

8.4.12

Whistling My Name ♥


Perco-me no silêncio das pessoas que sei que estão lá fora. Perco-me na minha própria respiração, e no bater regular do meu coração.
Lá fora, há-de pairar o desastre, a agonia e a confusão. É por isso que permaneço aqui. Para que amanhã ainda possa acordar e ver-me sorrir. Para que amanhã ainda queira acordar.
Alguém bate à porta. Vou abrir. Não está lá ninguém. (Não estás lá tu). 


(Meus amores lindos, já somos 202! Nem sei como vos agradecer! Obrigada por todo o apoio que me têm dado, pelos elogios, pela presença. Juro que nunca pensei que houvesse tanta gente disposta a ler as minhas palavras, a aturar os meus devaneios. Tanta gente pronta a limpar as minhas lágrimas e a pôr-me um sorriso na cara. Tanta gente que fica feliz quando eu estou feliz. Muito obrigada, nem sei bem o que vos posso dizer, além de que vos adoro, mesmo, e que por mim, estaria ao vosso lado, fisicamente, todos os dias. Dar-vos-ia um abraço bem apertado quando chorassem e partilharia os vossos sorrisos e triunfos. Obrigada, por tudo, sempre.)  

6.4.12

My Heart Will Go On ♥


Afasta-te. Corre. Sai daí. Nunca mais voltes. Deixa esse lugar que tanto teima em prender-te. Acabou, já acabou tudo, será que não percebes? Ele não te ama. Ele não precisa de ti. Não perde o seu tempo a chorar por ti ou a pensar no que há-de fazer para te reconquistar. Ele não quer os teus beijos, não quer o teu toque.
Não grita o teu nome quando precisa de alguém. Ele avançou. Há 3 meses que ele avançou. Faz o mesmo, criatura de Deus! Por mais que te custe ter de abdicar do seu perfume, do calor das suas mãos. Por mais que te custe ter de largar o seu coração. Avança. Esquece-o, porque assim não vais conseguir ser feliz. Percebe uma coisa, "longe da vista, longe do coração", e não o podes ver se o queres deixar no passado, por mais que queiras passar pelos sítios onde ele está, encostar o teu corpo no dele e não ouvir aquilo que as outras pessoas dizem. Por mais que precises dele, aprende a viver sem a sua presença, criatura de Deus!

3.4.12

Haven't You Heard The Rumors ♥


Tudo o que é bom, é sol de pouca dura. Hás-de me explicar, como é que em 5 dias mudas de ideias, assim, num ápice. Hás-de dizer é o que raio é que eu tenho de errado para que uma pessoa não consiga "arcar" comigo mais do que uns meros dias. E ainda me hás-de dizer como é que, do dia para a noite, passas de "casa-te comigo, meu amor" para "estou confuso". Não compreendo, a sério que não.
E não me venhas dizer que estou a ser agressiva, porque isto não passa de espanto, perplexidade. E sabes que mais? Não sei se estou contigo, se estou sem ti, por isso mesmo, permaneço aqui, estagnada. À espera que dirijas as tuas palavras à minha alma. Mas afinal, o que é que se passou aí, nesse teu coração? Não consigo perceber se foi apenas uma discussão, se foi o fim. (Por favor, meu Príncipe, não deixes que seja o fim).

2.4.12

He's The One I'm Leaving You For ♥


É verdade. O meu coração bate por ti. A minha voz chama por ti. Os meus lábios anseiam por que lhes juntes os teus. É assim, o meu amor por ti. Veio de surpresa. Tomou-me de assalto e alegrou os meus dias. Tal como alegrou os teus. 
Eu sei-o. Consigo vê-lo no teu olhar, senti-lo o teu toque. Oiço as tuas palavras sussurradas no meu ouvido, e é como se voasse. Como se conseguisse levantar voo para um mundo só nosso. 
Anda ter comigo, meu amor, e eu prometo-te que seremos felizes.

1.4.12

Come On Skninny Love ♥


São as tuas palavras que transformam uma noite de preocupações e saudade. São esses vocábulos, oriundos do teu engenho que me deixam, mais um vez, com um sorriso na cara. Meu Príncipe, peço-te com todas as forças que ainda tenho: 
Nunca deixes de ser assim, porque és tu e o teu amor que me fazem feliz. 
É o teu carinho, a forma como me conheces. A forma como me alteras e aumentas a velocidade dos meus batimentos cardíacos. És tu. Só tu. Só nós.

31.3.12

Turn Around Bright Eyes ♥


Deixa-me correr para ti e deitar o meu corpo nos teus braços. Deixa-me ficar contigo, protegida de todas as dúvidas que me assolam a mente. Permanece comigo, acalenta-me o ser e entende que os meus olhos só brilham quando estou do teu lado. Vês a nossa cumplicidade? Vês todos os momentos que já partilhámos juntos antes de decidirmos unir os nossos corações? Foram eles que fomentaram este nosso amor. Foram todas essas conversas, todos esses olhares, que nos trouxeram até onde estamos hoje. 
E olha, "Se eu fosse um dia o teu olhar, e tu as minhas mãos também. Se eu fosse um dia o respirar, e tu perfume de ninguém. Se eu fosse um dia o teu olhar". O teu olhar que me encanta. Tu sabes.   

30.3.12

He Has Me By My Heart ♥


É com as tuas palavras que me vais fazendo apaixonar por ti, cada vez mais.
É com os teus lábios sobre os meus que eu sei que estou onde pertenço. Do teu lado. Contigo, pronta para enfrentar qualquer obstáculo que tente desviar-nos do nosso caminho. Daquele caminho que temos de percorrer, juntos. Promete-me que ficas comigo, porque eu quero ficar contigo, disso tenho a certeza. 

29.3.12

Heaven Is A Place On Earth With You ♥



Sinto-te. Sinto-te a chegar devagar e ao de leve. Sinto-te a tomares cuidadosamente o meu coração nas tuas mãos e a protegê-lo, tal como ele tanto precisava. Consigo adivinhar a tua respiração, bem pertinho da minha, que me diz que hoje, os nossos corações batem em uníssono. E isso é tão bom.
És aquilo de que preciso para ficar bem. Tenho em ti um porto de abrigo. Uma mão que segurará a minha, se eu teimar em perder o equilíbrio. Tenho a minha segurança nos teus braços, e o paraíso nos teus olhos. Esses olhos verdes que eu tanto amo.
Obrigada por me quereres fazer feliz. Obrigada por me ensinares de novo a amar. Obrigada por seres meu. 
E olha? És um idiota, gordo feio, otário, estúpido, e é por isso que eu te amo. 
(E diz lá se aqueles ali em cima não parecem mesmo nós?) 

28.3.12

Well Shit At Least You Tried ♥



Não, não fora isso que prometera a si própria.
Prometera ao seu coração que iria deixar de doer. Que ouvir o seu nome já não causaria nenhum tipo de dor ou angústia. Prometera a si mesma deixar fora do seu coração aquilo que ainda restava dele, e seguir o seu próprio caminho, sem nunca mais se lembrar daquilo e de quem lhe tinha em tempos mutilado o coração, quase aniquilando os seus batimentos indefinidamente. Prometera. Assim como prometera manter-se no desapego. Mas não consegue. Não consegue deixar de sentir um arrepio cada vez que ouve o seu nome. Não consegue retrair uma lágrima cada vez que se engana, e se refere a ele como seu. Não consegue reprimir um esgar de dor cada vez que o vê, ao longe, e decide, para seu próprio bem, não se aproximar. 
Independentemente de tudo isso, continua feliz. Talvez seja algo novo, alguém novo, que teima em pousar no seu coração, e tocar-lhe a alma. Talvez seja um simples brilho no olhar que a deixe feliz. Talvez seja o início do fim. Talvez seja apenas um percalço, e que o seu caminho continue escrito, nas ruas do esquecimento de quem, no fundo, já não se lembra. Nem que seja porque esse ser já não está lá, e deu lugar ao epítome do  ódio renegado, maltratado e proferido entre dentes.

26.3.12

But I Still Remember That Day We Met In December ♥


É como andar sobre vidros partidos. Pensar no que fazer.
É doloroso, e quiçá desnecessário, porque a minha decisão estava tomada desde o início. É uma dor imposta por mim mesma, porque eu sempre soube o que queria fazer. A minha decisão mantém-se. A minha muralha continua erguida. Continua forte, e eu, dentro dela, protegida. Dentro da redoma do meu orgulho. 
Continuarei no silêncio, no exílio, no túnel. O meu corpo permanecerá onde está. A minha mente,  essa, vagueará, mas manter-se-á fiel. Fiel aos seus próprios princípios improvisados. Afinal, há sempre uma primeira vez para tudo, não é?

25.3.12

I Tell My Love Wreck It All ♥


Via o sorriso desenhado no seu rosto. Os olhos, brilhando docemente, por entre todas as memórias que já vivera. O cabelo, outrora baço, irradiava agora luz. A boca, com os lábios pequenos e rosados, era o cerne de tudo. Por entre cada uma das suas feições, conseguia descortinar as palavras que nunca dissera. Os beijos que nunca dera. Nos seus braços, adivinhava os corpos que nunca segurara. As mãos, ainda quentes do calor outrora partilhado, encontravam-se agora vazias. Abertas, na esperança de que algum ser quisesse dividir os seus átomos consigo. Enquanto tal não acontecia, aguardava, pacientemente, como quem espera pela vida.
Sentia no ar em seu redor o perfume, sempre forte, de quem um dia lhe limpara as lágrimas que não mais escorreram dos seus olhos infantis. Ouvia ainda todas as melodias trocadas com o aparelho vocal que pertencera em dias à sua outra metade, em tons graves e agudos, que iam sendo inventadas na escala musical. Tudo se resumia às vivências que hoje não passavam de recordações. De meros suspiros lançados ao vento. Tudo se resumia a um tornado de sensações que nunca na sua vida teria impedido de seguir o seu curso. Tudo se resumia a nada. 
Afastou-se do espelho.