Nunca tive por hábito escrever para ti, é um facto, mas ultimamente, parece que apenas tenho palavras para ti. O que não seria tão mau, se a tua voz também continuasse pronta a proferir-me todos os vocábulos que eu quisesse. Mas não. Depois do dia de ontem, a primeira coisa que quis fazer foi contar-te a minha felicidade. E depois lembrei-me de que já não fazemos parte da vida uma da outra. E acredita que isso me deixa muito triste, porque afinal, sem ti, sem ela e sem ele, estou sozinha. Mas chega, chega disto. Não sou fraca ao ponto de te suplicar que voltes, porque na verdade, não quero mesmo que o faças. É suposto aprendermos com as nossas desilusões, por isso, fica onde estás, e quando quiseres vir procurar-me, não venhas.
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16.6.12
6.6.12
Wake Me Up Before You Go Go ♥
Não compreendo a tua ausência, juro que não. Não vivemos dez dias lado a lado. Vivemos 10 anos. Partilhámos um mar de memórias, risos, lágrimas. Tivemos os nossos silêncios, claro que sim, mas sempre os conseguimos ultrapassar, mas desta vez? Nada.
A única luz que vejo é a que emana das máquinas que vão apitando em meu redor. Tu sabes que estou aqui, enrolada em fios e cobertores finos que me aquecem mais do que uma chávena de um café bem forte.
A tua mãe falou comigo, não sei se o sabes. Desejou-me força e coragem. Agradeci-lhe, esperando ouvir um "Ela também te deseja as melhoras", mas nada. Já deveria estar habituada.
Melhor amiga? Acho que acabaste de provar que nunca conseguiste realmente desempenhar esse papel, que com tanto gosto te atribuí. Ainda espero por um único vocábulo teu "melhor amiga".
(Meus anjinhos lindos, desculpem a minha ausência. Estou internada no hospital, e só hoje é que pude ter acesso ao meu computador. Ainda não sei quando vou para casa, mas sei que estou a melhorar. Obrigada por tudo, são lindos, lindos, lindos. São meus!)
4.2.12
Lights Will Guide You Home ♥
Todos os pedacinhos que me foram sendo retirados, tudo o que de mim levaram, paira no ar. E eu quero agarrar essas partículas e voltar a ser quem era, mas as sombras puxam-me para baixo. Vejo tudo aquilo que vivi, todas as memórias que tenho na mente, como fotografias espalhadas no chão, mas apenas consigo agarrar as más, as que me fizeram sofrer. Por mais que tente alcançar a felicidade, ela escapa-se por entre os meus dedos, como se de areia fina se tratasse.
Dou um passo em frente, decidida a continuar o meu caminho, mas sou empurrada para trás, e caio. O meu corpo não sofre, e a minha boca não profere um único som, mas por dentro, choro, grito, suplico ao meu mecanismo que não se deixe afectar. Que continue, com brio e cuidado, a funcionar. Mas talvez lhe peça algo impossível. Ele teima em falhar. Teima em reflectir tudo aquilo que fazem comigo. As minhas luzes? São poucas, e eu não consigo ver o caminho, apenas vou distinguindo os contornos daquilo que me espera. Estou grata por existirem, e por me darem tudo de si, mas também precisam de alumiar o seu caminho, e não lhes posso pedir para que me dêem mais do que já dão.
Obrigada por existirem.
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