Não podia mais. Não conseguia sentir. Hoje, passara parte do dia a inventar uma falsa felicidade. Apenas a dormência do seu coração permanecia incólume.
Passara o seu dia a treinar para amanhã. Afinal, voltará a enfrentar o mundo como ele o é na realidade. Sem mais Fábios, Cristinas, Sofias, Tânias ou Milas para a protegerem, como fizeram na semana anterior. Tem de fazer aquilo que de melhor sabe fazer: teatro. Não é assim, Mariana?
(Seguidores lindos e fofinhos, já estou em casa! Tive hoje alta do hospital. Tenho de continuar a tomar uns medicamentos, ser seguida numas consultas, mas nada de mais. Disseram-me para ter muito cuidado com tombos e pancadas na perna, o que irá ser muito difícil, visto que eu sou tão desastrada que tropeço nos meus próprios pés, mas enfim, o que interessa é que já estou em casa, de volta ao meu ambiente. E já agora, não podia deixar de agradecer à equipa fantástica do Hospital Santa Maria, que foram, sem dúvida impecáveis. Os nomes que enunciei ali em cima são de alguns dos enfermeiros que tiveram o prazer de me "torturar". Muitíssimo obrigada a todos, mesmo!)


