pour toujours

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30.5.12

But That Was Love And It's An Ache ♥


Preciso. Preciso de ti. Preciso que voltes para mim e que tomes o meu coração de assalto. Preciso que devolvas o brilho que os meus olhos antes tinham. O brilho que lhes ofereceste, com sorrisos, e não lágrimas.
Vem, o mais depressa que puderes, pois não sei quanto tempo aguentarei sem ti do meu lado. Chamem-me de fraca, mas é o que o meu coração suplica. Por entre os berros gritantes da minha voz muda, chamo pelo teu nome. Sabias que ontem, ou devo antes dizer, hoje de madrugada, acordei, com lágrimas a escorrer-me pela face, e com o teu nome nos meus lábios? 
Isto começa a tornar-se loucura, obsessão. E eu não quero acabar louca, por isso, meu amor-perfeito, adeus. Vou procurar pelo amor, noutro lugar onde chova todos os dias e onde eu possa clarear as ideias e purificar o âmago do meu ser. Amo-te. 

26.5.12

You Just Drove Into Hell ♥


É como se tivesse o corpo coberto de nódoas negras, tal não é o torpor. Pressinto em cada batimento do meu engenho o peso da letargia, mas já não tenho sequer forças para me importar. Não consigo andar, porque é como se pisasse carvão a arder. Mesmo assim, duvido que arda mais que os meus olhos, agora exangues de todas as lágrimas que já derramaram. Adquiriram um tonalidade avermelhada que poderia facilmente dissimular por cansaço. Mas não preciso de mentir. Não quando ninguém me pergunta o porquê de estar a olhar para o vazio. Olho para o vácuo porque aí ninguém me pode magoar. Ninguém me atinge. E penso. Penso em tudo. Penso em mim, penso em ti. Penso em nós. Penso na morte. Penso na vida. Imagino-me a fugir daqui e a largar tudo e todos. Correcção, a largar-te a ti, meu amor-perfeito. "Mas ninguém te perguntou nada". 

25.5.12

And I Don't Love You Anymore ♥


Sinceramente, isto já não dá com nada.
A tua história, a minha história, o holograma do que poderia ter sido uma história de amor.
Às vezes, sinto-me como num filme. Como se tudo isto não passasse daquele período  durante o qual todos os espectadores sentem compaixão pelo par que teima em não ficar junto de uma vez. Aquela altura da película em que toda a gente torce para que eles se encontrem magicamente numa estação do metro, e que pelo desenrolar dos acontecimentos, partilhem um beijo. E depois uma vida. Mas quem é que eu estou a tentar enganar? A vida não é como nos filmes. Não somos felizes para sempre. Nem para agora, quanto mais para sempre. Nos filmes, nada pode acabar mal, ou os espectadores sairão desapontados. A história trágica fá-los-á sentir-se um pouco vazios, sem sentido. Como se questionassem as leis da atracção. E ninguém se quer sentir assim. Ninguém quer sentir pena das duas personagens principais, porque, coitadinhas, não acabaram juntas. Não, na vida real nada é assim. Temos espectadores, sim. Temos aqueles que torcem para que tudo acabem bem, e temos aqueles que só tentam destruir o que já existe nos dois peões que a vida leva por aí. Normalmente, esses espectadores são mais activos do que passivos. E é assim que acabam as histórias de amor. As histórias de amor, que nunca passaram de filmes de drama de classe B que ninguém quer ver.   
O mar não é salgado. O céu não é azul. E eu não te amo.

23.5.12

Feet Don't Fail Me Now ♥


Acordo. Sento-me na cama. Suprimo um soluço. "Pára!". Mas a minha mente não me obedece. Vagueia imediatamente até Dezembro. "Por favor, pára!". Então tudo fica escuro. Bloqueio os meus pensamentos, os meus sentimentos. Qualquer laivo de emoção será um sinal de fraqueza. "És linda.", oiço-te dizer. "Chega!". "Para que é que eu quereria outra qualquer, quando tenho a minha menina, mesmo aqui à minha frente?" Suplico a mim própria um fim. Imploro para que possa acordar um único dia sem te ouvir. Sem te sentir. 
Todas as manhãs, todas as tardes, todas as noites me convenço de que já não te amo. O meu recorde é uma tarde. 
Não consigo. Não aguento mais. Não. Adeus, a ti, meu amor-perfeito. Amanhã, ouvir-te-ei novamente. Ou não. 

20.5.12

Even Though You're Not Here ♥


Recorda o seu nome proferido pela voz de que já não interessa e sente-se patética por ainda se sentir tremer, do recordar de todas as oscilações melodiosas que aquela voz lhe dirigia. É uma pequena desistente, com um coração de ouro que enferruja.
Não é nada mais que um coração triste. Não é nada mais do que uma desculpa patética de existência que ainda chora com o silêncio. Amou. Sim, amou, muito, e foi ridicularizada ao acreditar que também a amaram.
É apenas a fraqueza dos sentimentos, ela. Ela é parva o suficiente ao ponto de alienar todos os que dela se aproximam. Não dança, não sorri, não sente. Apenas canta, porque aí se concentra na sua voz e não na dele.
Finge não saber que já perdeu tudo e continua deitada no chão. Ajeita o cabelo com as mãos que tremem e espera pelo colapso do seu corpo. Pede açúcar, porque a obrigam. Quem? As luzes que se apagarão, mais cedo ou mais tarde, quando o peso do seu coração estagnado foi maior do que a vida. Aí, apenas ressoará nas luzes um ténue "eu avisei-vos". Aí, já não existirá a voz dela. Ou a dele.
Tu, meu amor-perfeito, vem cá e mata-me.   

14.5.12

The Dog Days Are Over ♥


Só para dizer que acho que nunca conseguirei realmente deixar de te escrever. Acho que é como um vício, que se instala no meu coração e obriga a minha mente a proferir estas palavras para ti. É, sempre dissemos que iríamos ficar viciados um no outro, não foi? Acho que conseguiste cumprir a reabilitação. Já eu, fraca como sou, ainda aqui permaneço, agarrada a ti, como se de um bote salva vidas te tratasses. 
Mudaste muito. Demasiado. Lembro-me perfeitamente da primeira vez que te vi. Lembro-me da primeira vez que trocámos duas palavras. Lembro-me de me apaixonar por ti e pensar que nunca irias sentir o mesmo por mim. Acho que estava certa. Se bem que por momentos, me conseguiste enganar, mas foram poucos. Muito poucos. Sempre me ouviram dizer que não me amavas. Sempre me chamaram de louca. E afinal, quem é que tinha razão? Parece-me que foi a louca. A louca que quer largar-te, deixar-te ir.
E sabes o que vou fazer? Largar-te, porque se o meu bote salva vidas és tu, então prefiro morrer a tentar chegar à margem, do que sobreviver e ter de ficar contigo. Mas não te preocupes, sei que não vou morrer.  

8.5.12

Don't Stop Me Now ♥


Acabara. Morrera.
Lá fora, as luzes tinham-se apagado. Dentro dela, também. As palavras escapavam-se-lhe por entre os dedos. Já não tinha voz para gritar. Os soluços que faziam o seu peito convulsar bruscamente eram o único sinal de vida que deixava transparecer. Via-se perdida. Talvez apenas encontrada nos sítios de onde queria desesperadamente fugir. Tropeça e cai.Não faz menções de se levantar. Lá fora, a chuva cai ruidosamente, mas a única água que vê, é a que lhe escorre dos olhos. 
Espera pelo dia que venha, mas tem a sensação que vai ficar perdida no negrume. Não na noite, pois essa sempre lhe aclarou as ideias, mas no negrume. Desta vez, num beco sem saída. Talvez lhe agradasse, a ideia. Talvez não. Levantou-se, e lutou para chegar até às luzes que via flutuarem ao longe. Encontrou-as. Agarrou-se a elas e evitou o naufrágio, na enxurrada de palavras que a transcendiam. Estava livre. Estava finalmente livre. E agora, seria finalmente feliz. Sabia-o. Sentia-o. Não tinha nada que a prendesse ao chão. Nada que a prendesse a ele. Graças a Deus? Talvez. Gostava de acreditar que desta vez, só desta vez, fora graças a ela.
Começara. Sobrevivera.

6.5.12

That Is The Part You Throw Away ♥


E se partires de manhã, deixa a sombra e o chão.
Mas a ti, meu amor-perfeito, sabes o que te digo? Parte, e não deixes sombra nenhuma. Não deixes o teu chão, que, ao fim e ao cabo, era o meu céu. Não deixes nada teu para trás, porque já não necessito de ti. E foi preciso errar duas vezes, para perceber que não prestas para mim. Foi preciso abater o meu coração duas vezes para compreender que és apenas um miúdo, com 1 metro e 81 centímetros de altura. 
Mas não te enganes, se achas que não estou feliz. Estou grata por poder ter tido uma segunda chance contigo, mesmo que esta se tenha ficado pelos primórdios do que é "gostar". Estou grata por poder ter a certeza que contigo, apenas regrido o que sou. Eu sou melhor que tu, e não tenho medo de soar convencida ao dizê-lo, porque com todas estas atitudes que demonstraste perante mim (ou perante o meu espírito), apenas vieste a provar a teoria que já alguém tinha tentando que a minha mente interiorizasse. E agora, já que não falas comigo, se por obra e graça do Senhor, vieres aqui (ao que tenho as minhas dúvidas), lê isto: acabou. morreu. cedeu. definhou. Antes mesmo de começar. 
Contigo aprendi uma grande lição, não se ama alguém que não ouve a mesma canção.

1.5.12

But You Didn't Have To Cut Me Off ♥


O que me passa pela cabeça neste momento? Loucura, tristeza, preocupação, amor-ódio. Como vês, tudo sentimentos agradáveis. Foste tu que me deixaste assim. Não, não é bonito de se dizer. Acredita, eu sei disso, e preferia mil vezes não ter de o proferir, mas não me deixaste outra escolha.
Aposto que neste momento não fazes ideia do que possas ter feito de errado. Disseste que querias voltar a entregar-me o teu coração, mas estas atitudes que demonstras? São criancices. São puras atitudes de menino que não sabe o que quer. E se queres que te diga, não me vejo a aturar estas constantes imaturidades, por isso, vê se cresces, ou acabaste de perder a mulher dos teus sonhos. Sim, mulher, porque ao contrário de ti, sei o que é necessário para estar numa relação. 

30.4.12

And The Road Gets Tough I Don't Know Why ♥


Trago na mente e no coração milhões de perguntas guardadas. A mais latente? Tu. Porque voltaste?
Não sou a mais bonita. Não sou a mais inteligente. Não tenho um corpo de arrasar. Não sou a mais extrovertida nem a que passa todos os minutos do seu dia a falar contigo, Não sou a que está contigo todos os dias (aliás, começo a achar que evaporaste da face da Terra) ou a que te diz que te ama cada vez que te vê. Não. Não sou a melhor. Então, porque voltaste? Porque sabias que não te iria dizer que não? Porque sou um alvo "fácil"? Porque te deixaste levar pelo momento? 
Sabes, quando te vejo com os teus amigos, bem vejo os sinais que trocam (não digas que é mentira, meu tonto). No teu dia de aniversário, bem vi os olhares que te lançaram, as piadas que fizeram. Ouvi quando disseram "Agora só faltam vocês ficarem juntos de novo". E ouvi os risos colectivos quando atrasaste toda a gente porque me querias acompanhar a casa. "Posso ir com vocês? Eu tapo os olhos!" (Sim, também ouvi isso). Ouvi todas essas palavras. É isso que me dá um pouco mais de segurança; saber que eles talvez já soubessem de alguma coisa. Porque da tua boca pudessem ter saído as palavras "Tenho saudades dela". Sabes o que faz o meu coração acalmar todas as questões aí patentes? O facto de teres vindo ao meu encontro, no outro dia. Porquê? Porque tu nunca o fizeste. Nunca assim tão de surpresa. Nunca com o intuito de deixar, já ao longe, o meu coração a mil. E o teu contínuo medo irracional que algo me aconteça? E quando ficas a observar-me ao longe? Sim, eu sei que ficas; sinto o teu olhar cravado nas minhas costas, e quando olho para trás, estás lá, a observar todos os meus passos, com o mais belo sorriso do Mundo, dirigido só a mim.
É por isso que eu te digo que o meu coração é um idiota. Por ter dúvidas. E por não as ter. 
Mas olha, por favor, diz-me alguma coisa. Tenho o coração nas mãos. E hoje? Esperei por ti praticamente 6 horas. Onde estavas? Se me vais (tentar)  deixar cair do novo, desengana-te, porque desta vez, as asas que me deste, não as vou cortar, irei mantê-las, e garanto-te que não cairei de novo. Garanto.
Mas ouve, és lindo, meu amor-perfeito.

29.4.12

We Can Burn Brighter Than The Sun ♥


Meu amor-perfeito, não preciso de ter o Mundo inteiro a nosso favor, não preciso. Só preciso de te ter a ti. Só preciso de ter a certeza que estás do meu lado porque queres e não porque sim. Porque é o melhor. Para mim, para ti. Para nós. Tens a tua mão firmemente segura na minha? Para que não possamos cair de novo. 
Não preciso que implementem milhares de dúvidas no meu coração, que, ao fim e ao cabo, é teu.
Permanece comigo e eu prometo-te que o céu será o nosso chão, e desta vez, não vou ter medo das alturas.
"Meu amor perfeito, dás-me as tuas asas é por isso que não tenho medo de alturas." 


(a última frase linda, dita pela Cláudia Gomes)

27.4.12

Well It's Good To Hear Your Voice ♥



E é tão bom poder ter-te do meu lado, de novo.
Morria de saudades tuas. De te ver chegar ao meu encontro. De sentir os teus braços ao meu redor. De ouvir as pessoas à minha volta dizer "vai lá, vai lá ter com ele". E sabes? Para mim, cantas maravilhosamente. 
E eu sei, eu sei que agora temos de recomeçar do zero, mas por ti, por nós, recomeçaria até do - 10. 
Sabes o que nós somos? "Somos nós". E foi ao ouvir-te dizer isto que recuperei a esperança no nosso "nós".
Fica comigo, desta vez, para sempre, meu amor. 

26.4.12

Born To Be Wild ♥



De certeza que hoje vai estar uma noite bonita. Aliás, todas as noites são bonitas. Até mesmo a de 28 de Dezembro o foi. É um dom que tenho, sabias? Ver a beleza até nas coisas mais horríveis. Nunca consigo ver a luz no meio da escuridão, mas encontro sempre algo belo no negrume. Talvez seja por isso que sou tão atraída para o que me faz mal; porque me faz bem. Tal como tu, que ao fazeres-me bem, fazes-me mal. Mas o que é que isso interessa? Nada. Nada. Hoje, apenas tu interessas. Na verdade, para mim, interessas sempre, todos os outros 364 dias que um ano tem, mas este dia dá-me uma desculpa para o dizer às claras.
Sabes o que é o meu presente para ti? O meu amor. Cliché até às nuvens, eu sei, mas é verdade. Não procures pelo talão, para o poderes devolver. Não o pedi. Acho que apenas te resta pô-lo de lado, sendo um artigo com defeito. Qual é o defeito? Ser meu.
Parabéns, meu amor, feliz aniversário.

(Pelo amor de Deus, nem no teu aniversário sou capaz de fazer -te um texto feliz. Oh, desculpa-me.)



E rasuro todo o meu texto anterior. Porquê? Porque tu voltaste. Voltaste, meu amor. Aceitaste o meu presente, como quem respira o ar puro da manhã. E eu? Por mais que me tenhas magoado, por mais lágrimas que eu tenha derramado à custa do teu coração, aceitei-te de volta. Aceitei o teu cheiro no meu casaco de novo. As tuas mãos quentes para aquecerem as minhas. Aceitei-te e aceito-te tal como és: meu. E desta vez, que seja por muito e muito tempo. Feliz aniversário, meu amor, feliz aniversário.

25.4.12

And There's No Remedy For Memory ♥


Não estava habituada a ser feliz. Na realidade, apenas fora completamente feliz uma vez. Uma vez na sua vida, por uns míseros 21 dias. E no final, até onde é que isso a levara? A um estado de apatia ainda maior. A uma dormência tal, que passara a ver o mundo a preto branco, a ouvir os sons através de um filtro. Passara a viver como se estivesse vendada. Talvez estivesse mesmo. Talvez a amargura tivesse coberto de tal forma os seus olhos e o seu coração que o céu passara a ser o seu chão. E ela não gostava de alturas. Não. Passara a odiá-las desde que caíra desamparada, no 21º dia. 
Ela não estava habituada a ser feliz, por isso, quando um sorriso verdadeiramente sentido lhe esculpia os lábios, ela estranhava o sentimento. Estranhava o sentimento assim como estranhava não ter a mão dele para agarrar. Não ter o seu corpo do lado do dela. E ao fim de 119 dias passados, desde o 21º, ainda não se habituara a tal privação. Não precisava de um coração novo, precisava de uma vida nova. O "problema" é que precisava de ser com ele.



23.4.12

If You Ever Leave Me Baby ♥


Lá fora, a lua inundava todos os recantos e janelas de um mundo com que ela, perdida nas alturas, sonhava.
Estava prestes a largar a mão que a segurava à beira da varanda, quando, docemente, uma voz que julgava já ter esquecido, lhe sussurra um "Olá menina". E então, a doçura volta ao seu olhar. Ao seu peito, retorna o ar, para de seguida se extinguir de novo. O seu peito teima em não subir e descer no compasso de quem quer viver. Ela luta, para não se afogar nos próprios pensamentos, e responde à voz. "O que se passa?", pergunta a medo, nas entrelinhas. "Podias falar mais", ouve a voz dizer. A menina sabe que não deve alimentar o seu imaginário. Ouvir vozes nunca foi sinal de sanidade. Todos aqueles vocábulos, proferidos por quem ela mais queria ouvir, aquela voz esculpida a cinzel, que ressoa nos seus ouvidos... Só pode ser fruto da saudade que sente daquela alma que sempre leu a azul. "Eu não sou imaginado", ouve ela. "Estou mesmo aqui". E estava. Estava mesmo. 
A lua desaparece por entre as nuvens. Amanhã irá chover, e isso deixa-a com um sorriso nos lábios. Ama a chuva. Quase tanto como ama aquela alma que sempre leu a azul. 

(Ainda te lembras quando me cantavas este título? É, eu também não.)

20.4.12

Bittersweet Memories ♥


Ele passou. Ela passou. Ele olhou para ela. Ela para ele. Ela esboçou-lhe um pequeno sorriso, e ele, desviou o olhar do dela, com o semblante carregado de desprezo. E nesse preciso momento, o coração dela partiu-se em mil pedacinhos. Já nada fazia sentido, nem mesmo as lágrimas que agora lhe escorriam pela face.
O seu corpo ficou inerte. Via-o, a ele, afastar-se, em passo acelerado. Só queria correr para ele e pedir-lhe um sorriso. Mas não o fez. E foi aí. Foi aí que se odiou por amar tanto alguém que a vai matando aos poucos, mesmo sem se aperceber que o faz. Foi aí que só desejou desaparecer.
Era isto que a saudade dele a fazia sentir. Um enorme vazio no peito, enquanto os pedacinhos do seu coração se afastavam cada vez mais do seu ser. Eram as lágrimas amargas que lhe molhavam a face e destruíam a maquilhagem que com tanto cuidado fizera. 
A saudade era ele. E o ódio era ela.

17.4.12

Living Young And Wild And Free ♥


Sabes o que fizeste? Fizeste com que eu passasse a acordar todos os dias sentindo a tua falta. Sonhava com o teu regresso praticamente todas as noites, e isso foi-me matando aos poucos. Sei bem que se te dissesse que tenho mais saudades tuas do que vida, provavelmente chamar-me-ias de louca, mas é verdade.
Tenho saudades do teu cheiro. Da maneira como me chamavas à Terra quando eu teimava em divagar. Como nunca me querias deixar ir, e pedias sempre só mais um beijo. Tenho saudades de quando me pegavas ao colo, de quando me beijavas à chuva. Quando dizias que teríamos de ter uma casa de ferro e um filho chamado Martim. Quando não me querias deixar sozinha na net, porque tinhas o medo irracional que alguma coisa me acontecesse. E o que é que eu te dizia sempre? "Descansa, estou com a Nicole"... Tudo isso, todas essas pequenas coisas que fazias... Quando ralhavas com os teus amigos por quererem testar o meu limiar da dor. Tenho saudades do teu cheiro, a tabaco e perfume que ficava sempre impregnado no meu casaco. E daquela vez em que estava a chover e me levaste para a arcada de um prédio só para que pudesses beijar-me sem que eu começasse a tremer  de frio? Quando quase me fizeste chorar e a minha voz enrouqueceu quando me olhaste nos olhos e pela primeira vez me disseste "amo-te". Onde foi tudo isso parar?
Eu? Eu continuo com tudo isso guardado no meu coração. E a única coisa que te poderia pedir seria que voltasses para mim, que voltasses a unir as nossas vidas. Ou a tua vida com aquilo que sobra da minha. Eu amo-te, e amei-te como nunca amei ninguém antes. E já tentei ser feliz sem ti, já, muitas vezes, mas não consigo. Há sempre algo que me puxa de novo para ti e para a tua aura. É mais forte do que eu. 
E eu preciso de ti. Preciso das tuas mãos sempre quentes, para aquecerem as minhas, sempre geladas. Só preciso de te ouvir cantar Daughtry e Bruno Mars, enquanto andamos por aí. Só preciso disso. Só preciso de ti. E as saudades apertam, muito mesmo, e eu não posso fazer nada, porque ainda que aqui estejas tu, não estás. Está o teu corpo, mas a tua mente já não pensa em mim a toda a hora. A tua voz já não diz o meu nome e os teu lábios já não suplicam por só mais um toque dos meus. Tu seguiste em frente, coisa que eu não fui capaz de fazer, e por isso, aqui estou. "I'm just a woman, standing in front of a man, asking him to love her", sabendo que isso é impossível. Sabendo que ele já não a ama e já não precisa dela. Só queria que soubesses que eu ainda te amo, que eu ainda preciso de ti. Que eu ainda te quero para mim. Sonho pelo dia em que digas que (ainda) sentes o mesmo. Aguardo pelo dia em que me chames de tola e me digas que tal é impossível. 
E com todas estas palavras, com tudo isto que tinha guardado para mim, digo-te um "adeus" meio sussurrado, a medo. Mas não faz mal, porque eu sei que vou ficar bem. Porque embora as minhas palavras sejam fracas em som, são fortes em significado, e isso basta-me. Eu amei-te. E agora, desculpa-me, mas vou ali ser feliz.

11.4.12

It's Like A Dark Paradise♥


Mas por que é que eu sou tão estúpida? Não faz sentido absolutamente nenhum.
Hoje, estava decidida a falar contigo. E não fui. Porque sou uma cobarde. E porque tenho medo, muito medo de qual possa ser o desfecho final. Quase corri ao teu encontro, decidida a dizer-te tudo o que ainda guardo dentro de mim. Todas as palavras que ficaram por ouvir e por mencionar. Mas tu não estavas lá. Não estavas, e a minha coragem foi esmorecendo... Como sempre, a minha força vai diminuindo, ao ponto de se mostrar quase nula, e de me deixar num canto, fraca e indefesa, contra os meus próprios pensamentos. Esses pensamentos que se aglomeram em manchas negras, como que nuvens adivinhando uma tempestade. Por que é que eu sou tão cobarde? Tão estúpida, tão parva. Tão FRACA?!
Estou cansada de nunca levar as coisas até ao fim. E disso, só me posso culpar a mim. Estúpida.

6.4.12

My Heart Will Go On ♥


Afasta-te. Corre. Sai daí. Nunca mais voltes. Deixa esse lugar que tanto teima em prender-te. Acabou, já acabou tudo, será que não percebes? Ele não te ama. Ele não precisa de ti. Não perde o seu tempo a chorar por ti ou a pensar no que há-de fazer para te reconquistar. Ele não quer os teus beijos, não quer o teu toque.
Não grita o teu nome quando precisa de alguém. Ele avançou. Há 3 meses que ele avançou. Faz o mesmo, criatura de Deus! Por mais que te custe ter de abdicar do seu perfume, do calor das suas mãos. Por mais que te custe ter de largar o seu coração. Avança. Esquece-o, porque assim não vais conseguir ser feliz. Percebe uma coisa, "longe da vista, longe do coração", e não o podes ver se o queres deixar no passado, por mais que queiras passar pelos sítios onde ele está, encostar o teu corpo no dele e não ouvir aquilo que as outras pessoas dizem. Por mais que precises dele, aprende a viver sem a sua presença, criatura de Deus!

18.2.12

I See The Pain Hidden In Your Pride ♥





"desistir do orgulho não significa deixar que tudo aconteça. é mais que isso, é saberes quando tens de ser tu a ceder, é saberes quando não podes pensar "ele que faça, ele que aja, ele que diga. eu não vou fazer nada, não vou ser a que dá o primeiro passo. tem de ser ele, foi ele que errou, que fez isto, que disse aquilo". é saberes que, independentemente de não teres sido tu a "causar estragos", podes ajudar na conversa acerca do assunto em questão. ele errou, tudo bem, mas chama-o à atenção. mesmo que já o tenhas feito muitas vezes - que acontece sempre -, fá-lo mais uma vez. porque isso valerá a pena no futuro! não queres dizer-lhe nada porque ele também tem de tomar a iniciativa. okay, mas se ele não o faz, faz tu. e deixa-lhe sempre, por entre as entrelinhas, que ele tem de demonstrar mais que sente algo, se o sente. orgulho também é não teres receio de mostrares o que sentes. não tens de pôr tudo numa bandeja, óbvio, mas sê clara, direta. se for só essa a maneira que tens de o fazer entender. não é mau sermos capazes de dizer o que sentimos. é bom, até. nem todos têm a capacidade de o fazer. e não tem qualquer mal ligar-lhe. nem que sejam 30 segundos de conversa onde só dizem que está tudo bem e tu dizes que foi só para saber como ele estava. o orgulho faz-nos sempre recuar imenso e deixar de fazer muitas coisas que, na nossa cabeça, precisam de ser explicadas. tu tens dúvidas, tira-as, senão vais andar sempre a pensar em mil e uma fórmulas que expliquem o que pode ter acontecido, mas nunca terás a resposta certa, porque o teu orgulho não te permite chegares ao pé da pessoa e perguntares. achas que és mais feliz sendo orgulhosa? desengana-te, amor, o orgulho dá-nos enxaquecas, mas não ser tão orgulhoso pode só dar-nos ligeiras dores de cabeça."

Percebes agora?