Sabes? Não merecias uma única palavra que fosse da minha parte; mas eu fiz-te uma promessa, e tenho de a cumprir, porque honro as minhas palavras, como muita gente não o faz. Eu prometi que não te ia deixar, nunca, independentemente daquilo que acontecesse, comigo ou contigo. Mas quero que tenhas na tua consciência que não o merecias.
E digo-te, muito sinceramente, que não tinhas o direito de (não) fazer o que fizeste. Estavas comigo, e disseste que me amavas, mesmo sabendo que as tuas palavras não eram fiéis à verdade. Deitaste tudo a perder, e porquê? Porque preferiste as palavras dela, em detrimento às minhas. E não tinhas o direito de fazer isso, porque no final, quem sofre(u) fui eu.
E o facto de teres combinado comigo, para falarmos, e de não te dignares a aparecer? Meu Deus! Não merecias um olhar meu, nem sequer merecias olhar para mim. E hoje, depois de ter dito que me cansei de te dirigir a palavra, mas que fiz uma promessa, olhaste para mim, muito surpreendido, como se eu não tivesse razões para dizer o que disse. E à tarde, quando nos vimos, por obra e (des)graça do Senhor, ignoraste-me. Oh, tu lá (pensas) que sabes, não é?
Quem caiu completamente desamparada, fui eu, e agora, acho que não te importas com isso.
Fizeste o que fizeste levianamente, tranquilamente, mas eu espero que fiques com o sentimento de culpa, de arrependimento, de amargura, de angústia até, na consciência, porque, na verdade, o que fizeste, não se faz a ninguém, a ninguém mesmo.
Tenho em mim o receio que já não saibas amar alguém como uma pessoa deve e merece ser amada.
Não te percas.
E repito-me, não merecias que uma única palavra da minha boca fosse dirigida à tua pessoa, mas eu fiz uma promessa, e tenho em mente cumprir e honrá-la, nem que seja para te mostrar que não é impossível fazê-lo, e que não tinhas de ser cobarde e desistir.